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Aula 8 - Módulo infecções

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MÓDULO INFECÇÕES 
OSTEOMIELITE 
Classificação 
 Tempo: Aguda, subaguda e crônica; 
 Mecanismo: Hematogênica ou exógena; 
 Resposta: Piogênica e não-piogênica; 
 A infecção por contiguidade é a mais comum (pé 
diabético, fratura exposta, cirurgia, celulite); 
 A infecção por via hematogênica (mais comum em 
crianças e cobrada em provas) ocorre nas metáfises; 
Fisiopatologia 
 Infecção > inflamação óssea > aumento da pressão 
intraóssea > isquemia/necrose > aumento do processo 
infeccioso > sequestro ósseo (maior marca da 
cronificação); 
Conduta 
 História clínica (dor na região óssea) > laboratório (PCR 
e VHS aumentados) > Rx simples (altera com 10 a 14 
dias, elevação e espessamento do periósteo (periostite) 
ou lesão lítica) > drenagem cirúrgica (desbridamento 
cirúrgico ou punção) > ATB (cronificação = cirurgia 
(sequestrectomia)); 
Exames auxiliares 
 Cintilografia tecnecium se negativa exclui; 
 RNM em T1 baixo sinal e em T2 alto sinal; 
 USG possui acurácia de 60%; 
OSTEOMIELITE HEMATOGÊNICA AGUDA 
(PRINCIPALMENTE CRIANÇAS) 
Grupo Conduta 
Todas as faixas etárias (S. 
aureus) 
Oxacilina 
Recém-nascido (S. aureus, 
SGB, gram -) 
Oxacilina e gentamicina (ou 
cefa de 3ª e 4ª) 
Anemia falciforme 
(Salmonella) 
Ceftriaxone 
Osteomielite associada a 
lesão penetrante no pé 
Cobrir Pseudomonas 
OSTEOMIELITE HEMATOGENICA SUBAGUDA 
Diagnóstico 
 Leuco normais, VHS alterado somente em 50% dos 
casos e PCR normal, dor leve a moderada e 
hemoculturas geralmente negativas; 
 Exames de imagem são a melhor alternativa para 
diagnóstico; 
 Diagnóstico diferencial com neoplasias 
 RNM ajuda a diferenciar, por meio da observação do sinal 
da penumbra em T1 (Halo hipervascular ao redor da lesão 
com sinal T1 mais elevado que a cavidade); 
Conduta 
 Lesões agressivas: Biópsia + cultura – se confirmar 
osteomielite, curetagem + ATB; 
 Lesões benignas: ATB EV 2 a 7 dias + atb oral 4 a 6 
semanas; 
 OSTEOMIELITE CRÔNICA 
Conduta 
 Ressecção cirúrgica agressiva + manejo do espaço morto 
+ ATB efetiva (Pérolas de atb); 
 O padrão ouro para diagnóstico é a biópsia; 
 VHS e PCR +, leucócitos aumentados cerca de 35%; 
ARTRITE SÉPTICA 
Conceitos gerais 
 Pode ocorrer por via hematogênica, trauma ou cirurgia e 
por contiguidade; 
 Predomínio dos MMII; 
 Difícil diagnóstico no RN, sinais e sintomas pouco 
evidentes; 
Exames de imagem 
 Rxs normais inicialmente, com ligeiro aumento do espaço 
articular, edema de partes moles e alteração da gordura; 
 Tardiamente ocorre diminuição do espaço articular por 
destruição da cartilagem; 
 USG: Pode detectar pequenas coleções agudamente 
 CT e RNM não são necessários; 
Patogênese 
 A destruição articular se inicia com 2 dias, com 4-6 dias 
ela se torna aparente e é completa com 4 semanas de 
infecção; 
Diagnóstico 
 A punção do líquido sinovial em casos de artrite séptica 
apresenta leucócitos acima de 80000 e neutrófilos acima 
de 75%; 
 As culturas são negativas em até 75% dos casos; 
Tratamento 
 Drenagem + atb + repouso estável da articulação.