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Fat risco card e dislipidemias 2

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o Ácidos Graxos Ômega 3 
▪ Derivado de óleo de peixe, plantas e nozes 
▪ Redução dos TGA, efeito nulo sobre LDL 
▪ Benefício cardiovascular apenas com dose > 2g/dia. 
• Ascend Trial: dose de 1g/dia 
• Reduce-IT Trial: dose de 2g/dia 
 
• Novos Fármacos: 
o Inibidores da PCSK-9 
▪ A enzima PCSK-9 ela faz uma inibição competitiva dos receptores de LDL no hepatócito, ou seja, ela compete 
por eles. Com menor número de receptores, menor a quantidade de colesterol absorvida pelo hepatócito e 
maior o nível de LDL livre circulante. 
▪ Com a inibição da PCSK-9, há uma maior disponibilidade de receptores de LDL no hepatócito, logo, uma 
maior reabsorção de LDL para formação de sais biliares e um menor nível de LDL sistemicamente circulante. 
▪ Existem 2 estudos Odyssey e o Fourier que comprovam que em relação a eventos cardiovasculares 
aconteceu grande redução na mortalidade dos Eventos CV com o uso de inibidores da PCSK-9. 
▪ Ela é de uso subcutâneo. 
▪ A indicação por enquanto é para pacientes com LDL/não-HDL fora do alvo terapêutico apesar do tratamento 
com estatina de alta potência, hipercolesterolemia familiar e arteriosclerose familiar. Isso ocorre por que ela 
é uma droga ainda muito nova, faz 2 anos que ela foi liberada. 
 
o Inibidores da CETP (Proteína Transportadora de Ésteres Colesterol): 
▪ A CETP é a proteína que transforma o HDL em LDL diretamente. 
▪ Plausabilidade biológica: aumento dos níveis de HDL com redução de VLDL e LDL. 
▪ Estudos prévios mostraram efeito neutro na mortalidade de desfechos vasculares com seu uso. 
▪ Reveal (2017), mostrou que ela reduziu a taxa de eventos cardiovasculares, mesmo não reduzindo a 
mortalidade deles. 
▪ Essa medicação ainda não está disponível no BR. 
 
 
 
 
5 Tayana Bastos – ATM 23 
RESUMINDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISLIPIDEMIA EM SITUAÇÕES ESPECIAIS: 
• Hipercolesterolemia Familiar 
o Doença genética, que o paciente desde bebê tem níveis muito elevados de LDL, além de ser muito elevado, esse LDL 
é tão aterogênico quando o LDL de pacientes diabéticos. 
o Pacientes morrem muito cedo por eventos cardiovasculares 
o Existe um questionário que se faz com o paciente para ver se o paciente tem essa doença (não precisa decorar o 
teste) 
▪ Sinais clínicos de depósito de colesterol (xantomas, xantelasmas), LDL elevado, histórico familiar de eventos 
cardiovasculares precoces e um teste genético para comprovação. 
• Idosos 
o Nenhum estudo por questões éticas pode ser feito em pacientes maiores de 80 anos. 
o Até os 75 anos, tu trata o paciente da mesma forma, com a estratificação, alvo terapêutico, tudo normal. Acima de 
75 anos já é individualizado. Então não tem nada comprovando que as estatinas não seguras ou não para esses 
pacientes. A avaliação sobra para o médico e depende de cada caso. 
 
• Crianças 
o O alvo terapêutico em crianças é diferente que em adultos, logo as doses são diferentes. 
o Estatinas só podem ser usadas em crianças a partir de 7 anos, ou estágio II Tanner nos meninos e após menarca nas 
meninas. 
o Ezetimiba: a partir dos 5 anos como monoterapia 
o Sequestrantes de ác. biliares em qualquer idade (é a mais utilizada) -> Colestiramina. 
 
• Mulheres em idade fértil: 
o Estatinas tem efeito teratogênicas, só pode ser prescrito no 2º e 3º trimestre (As estatinas atravessam a barreira 
placentária) 
o É proibido o uso em mulheres em idade fértil e sem método contraceptivo (seguro) 
o É prescrito Colestiramina (sequestro de ác. biliares) → única droga segura. 
 
• Hepatopatias 
o Doença Hepática Gordurosa não alcoolica. 
▪ Estatinas tem efeito hepatoprotetor, melhoram a histologia e reduzem transaminases. 
o Hepatite por vírus C: 
▪ Estatina reduzem a replicação viral, reduz a progressão para cirrose e carcinoma hepatocelular. 
o Hepatite por vírus B: 
▪ Sem contra indicações às estatinas 
Ezetimiba 
Resinas de troca 
Inibidores da CPSK-9 
Estatinas 
Fibratos 
Inibidores 
da CETP 
Ác. Nicotínico 
 
6 Tayana Bastos – ATM 23 
• DRC 
o Só existe um estudo (AURORA Trial) com pacientes em hemodiálise e que não utilizavam estatina, ou seja, em 
pacientes que já estavam em hemodiálise e que era iniciado o tratamento com estatina não teve redução na taxa da 
mortalidade de eventos cardiovasculares. 
o Então se o paciente não entrou em hemodiálise ainda é indicado iniciar o tratamento com estatina. 
o Já se o paciente já está em hemodiálise não é indicado iniciar o tto. 
o Tem que manter atenção também na função renal pois a estatina tem preferência para excreção hepática mas 
também há excreção renal, e muitas vezes, é necessário alterar a dose de acordo com a função renal. 
 
• HIV 
o Carga viral + Inibidores da Protease (IP, medicamento antirretroviral) → Fatores aterogênicos, ou seja, faz o LDL do 
paciente se tornar mais aterogênico. 
o Os IP são metabolizados pelo mesmo C-P450 que as estatinas. 
▪ Sinvastatina: contra indicado 
▪ Pitavastatina e Pravastatina: + seguras 
▪ Atorvastatina/Rosuvastatina: sem contra indicação 
▪ Fibratos: sem contra indicação