A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
3 pág.
Fatores de RCV e dislipidemia

Pré-visualização | Página 2 de 2

em relação ao aumento de 
HDL 
- Atualmente não é usado como alvo terapêutico, não há 
evidência de redução RCV com aumento nos níveis de HDL 
 
→ Lipoproteína A (Lp A) 
- É uma partícula do LDL e, assim como o LDL, atravessa 
livremente a barreira endotelial e é carregada pelo ApoB. 
- Estrutura molecular semelhante ao plasminogênio (ele é um 
dos últimos fatores que ativam a cascata de coagulação, possui 
efeito inflamatório e pró coagulante quando em altos níveis 
sanguíneos) 
- Perfil de aterogeneidade tão grande quanto o LDL 
- Não há evidências de que sua redução reduza a taxa de 
eventos cardiovasculares (visto que os estudos ainda são bem 
recentes). 
- É um alvo secundário no controle das dislipidemias (níveis Lp 
A>180mg/dL), não se usa ele como alvo terapêutico, ele 
simplesmente é um marcador de risco cardiovascular 
aumentado 
- Alto níveis de Lp A → mais placa de colesterol → mais 
inflamação → maior risco de eventos cardiovasculares. 
 
Só existe placa de aterosclerose em artéria, o que obstrui 
veia é trombo. 
 
3 Clínica Médica Tayana Bastos – ATM 23 
Metabolismo dos Lipídeos 
Essa figura mostra toda a vida metabólica dos lipídeos até se 
tornarem colesterol ou serem eliminados. 
 
- Primeiro os lipídeos são absorvidos no intestino, onde existem 
células com borda em escova, específicas para absorção. 
- No plasma, esses lipídeos são transformados em 
quilomícrons. Dentro do próprio plasma e nos tecidos 
periféricos existe a enzima lipase lipoproteica quebra os 
quilomícrons transformando parte em gordura (que se 
deposita no tecido subcutâneo) e parte ficará remanescente, 
sendo oferecida ao fígado. 
- No fígado, o quilomícron tem duas vias: ser transformado em 
colesterol de alta densidade (HDL) ou ser transformado em 
colesterol de baixa densidade (LDL) 
- Parte do colesterol LDL vai ser liberada para corrente 
sanguínea e outra parte vai se transformar em sais ou ácidos 
biliares, os quais irão para bile e em seguida voltarão ao 
intestino para realizar a emulsificação de gorduras. 
- A enzima proteína transportadora de éster de colesterol 
(CETP) transforma o HDL em VLDL. 
 
A atuação de medicamentos ocorre por todo esse ciclo. 
 
→ LDL (colesterol de baixa densidade): é o alvo terapêutico 
- É o colesterol que temos que cuidar, somado ao VLDL e IDL 
- Ele possui duas possibilidades metabólicas: 
1. LDL → hepatócito → sais biliares 
2.LDL → ApoB (proteína transportadora) → corrente sanguínea 
 
→ Apolipoproteínas transportadoras: 
Qualquer um dos lipídeos precisa de transportadores. Existem 
2 tipos de transportadores no nosso sangue: 
ApoA: transporta HDL 
ApoB: transporta VLDL, LDL, Lp A (lipoproteína A) e TGA 
(triglicerídeos), ou seja, fração não HDL (todas são 
transportadas por ApoB). 
 
- Quanto mais ApoA tu tem menos ApoB tem e vice-versa. 
 
 
 
Como o LDL age na circulação periférica 
- O LDL vem sendo transportado pela ApoB. 
- No endotélio dos tecidos existe um receptor para ApoB, 
permitindo que a ApoB unida a triglicerídeos/LDL/Lp A seja 
endocitada para dentro do tecido. O receptor da ApoB será 
liberado para voltar a superfície e o colesterol será liberado 
dentro da célula 
- O LDL também é capaz de entrar sozinho na célula, ele é 
carregado pela ApoB pela corrente sanguínea, mas quando 
passa perto dos tecidos o LDL é despejado por ela. Ao ficar livre 
na corrente sanguínea o LDL ele se une a nossas células 
inflamatórias. Por isso, o estado pró-inflamatório é tão 
prejudicial ao sistema cardiovascular. Os macrófagos vão 
endocitar esse colesterol, enchendo-se de LDL e 
transformando-se em células espumosas, as quais se unem 
devido a quimiotaxia na camada média intimal das artérias, 
começando a formar a placa de gordura rica em colesterol. 
- A Lp A também é capaz de atravessar a membrana sozinho, 
assim como o LDL. 
- Toda placa de colesterol/de aterosclerose possui o núcleo 
lipídio, constituído por colesterol (LDL) e uma capa fibrosa que 
a protege. Quanto + se enche a placa, + fina fica a capa fibrosa. 
- Todos os fatores de risco cardiovascular visto anteriormente 
promovem a inflamação dessa placa, quando ela inflama torna-
se mais permeável, sendo mais fácil a entrada de colesterol no 
núcleo. Por isso HAS, tabagismo, estresse oxidativo e a 
hiperglicemia aumentam o risco cardiovascular, porque fazem 
a inflamação dessa capa fibrosa. 
- Na medida em que a placa de colesterol vai crescendo, a capa 
fibrosa vai tornando-se cada vez mais fina, porém ela nunca irá 
ocluir a luz do vaso enquanto estiver íntegra. 
- O grande problema ocorre quando a capa fibrosa rompe, pois 
ela libera o conteúdo lipídico para corrente sanguínea e o 
sangue não o reconhece como algo próprio, iniciando um 
estado inflamatório, ativando a cascata de coagulação e 
consequentemente ocorre oclusão (parcial/completa) do vaso. 
- Os eventos cardiovasculares como infarto, AVC, oclusão 
arterial aguda periférica ocorrem quando tem rompimento da 
placa de colesterol, o que é chamado de INSTABILIDADE DA 
PLACA. O que entope o vaso é o trombo, o coágulo formado, 
por isso quando as pessoas infartam se usa AAS, que é um anti 
agregante plaquetário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como o LDL age no hepatócito 
- No hepatócito existem receptores na superfície de LDL e é 
positivo que existam muitos desses receptores, porque o 
hepatócito irá funcionar como uma descarga de LDL, tirando-o 
da circulação sanguínea e transformando-o em sair biliares 
- Existe uma enzima, a PCSK9, que faz a inibição competitiva 
com o receptor do hepatócito, impedindo que o LDL seja 
retirado da corrente sanguínea. É interessante então ter pouca 
enzima PCSK9 e bastante receptor de LDL no hepatócito.