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avaliação triangulação

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pessoa da Dra. Letícia Sampaio, expressamos nossos 
sinceros agradecimentos. Compartilhamos os méritos do trabalho com os 
estudantes, professores, gestores das escolas e dos municípios onde 
ocorreu a avaliação e ainda está em pleno vigor o Cuidar, com a Modus 
Faciendi, e sobretudo com o Instituto Souza Cruz. Esperamos que um dos 
frutos teóricos e práticos desse Programa seja o acerto de divulgar sua 
estratégia de monitoramento, a avaliação por triangulação de métodos, 
como uma contribuição positiva para o avanço das análises de políticas 
sociais no Brasil. 
 
 
Faltam referências bibliográficas Ver com Simone 
 
As organizadoras 
Maria Cecília de Souza Minayo 
Simone Gonçalves de Assis 
Edinilsa Ramos de Souza 
 
 
Avaliação por Triangulação de Métodos: abordagem de programas sociais é 
um livro que faz a síntese entre teoria e prática no tema anunciado em seu 
título. Escrito pela equipe do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência 
e Saúde Jorge Careli da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação 
Oswaldo Cruz (Claves/Ensp/Fiocruz) a partir de sua experiência de 
pesquisa, trata da articulação de abordagens quantitativas e qualitativas 
para a análise, acompanhamento e monitoramento de programas e 
projetos de intervenção social, a partir das disciplinas que compõem o 
campo da saúde e das áreas das ciências humanas e sociais. 
Vários temas vêm sendo objeto de investigação interdisciplinar e 
metodológica desse grupo composto por epidemiologistas, estatísticos, 
sociólogos, antropólogos, psicólogos e comunicadores sociais. 
 
A abordagem teórica fundamental da obra faz parte do que, no mundo 
acadêmico, se convencionou chamar pesquisa avaliativa, ou seja, a 
atividade que junta investigação e avaliação e se distingue pela 
contextualização, pela teorização e pela complexificação tanto dos 
instrumentos como dos métodos e das análises de resultados. Sua 
especificidade tem dois contrapontos: o da área de investigação 
propriamente dita, de onde provem e à qual acrescenta a peculiaridade do 
conceito de avaliação, atualmente um campo específico de conhecimento 
com marcos teóricos e metodológicos consagrados e sofisticados. O outro é 
o da avaliação tradicional que se constitui apenas como uma técnica 
operativa, cujo viés instrumental dispensa a contextualização e a 
teorização. 
 
A grande novidade deste livro é que nele os pesquisadores, ao mesmo 
tempo, teorizam, trabalham as técnicas e ensinam o “pulo do gato”, ou 
seja, como operacionalizar. Mostrando o movimento que vai da teoria à 
prática e vice-versa em cada um dos passos da abordagem, os autores 
apresentam um livro inédito na literatura nacional e internacional. 
 
É importante dizer que o termo triangulação de métodos é antigo e 
primeiro se registra na obra de Norman Denzin em The Act of Research, 
cuja primeira edição foi de 1970, quando o movimento de revalorização da 
pesquisa qualitativa renascia na sociedade científica americana. Essa 
expressão criada por Denzin diz respeito, sobretudo, a uma disposição 
necessária do investigador a exercitar várias abordagens e olhares para se 
aproximar da realidade social. Depois dele, vários autores e sob diversos 
propósitos têm falado dessa estratégia como é o caso de Juan Samaja 
quando referencia estudos de saúde e reprodução social. E Minayo e Cruz 
Neto, em comunicação sobre trabalhos de pesquisa, já haviam até 
esquematizado as etapas de realização dessa estratégia. 
 
No entanto, é a primeira vez que o leitor terá oportunidade de compartilhar 
a experiência de articulação interdisciplinar da equipe do Claves, que vem 
utilizando a estratégia de triangulação de métodos. Esta estratégia inclui 
abordagens específicas (de acordo com o tema em pauta) para avaliação há 
15 anos. Dentre as obras realizadas pelo grupo utilizando a triangulação 
de métodos citam-se um livro sobre a juventude carioca denominado Fala 
Galera, e a recente obra chamada Missão Investigar, que aborda o perfil e 
as condições de trabalho, saúde e qualidade de vida dos policiais civis do 
Rio de Janeiro, além de vários trabalhos de avaliação realizados a pedido 
do Ministério da Saúde, da Justiça e de outras instituições da sociedade 
civil. 
 
Este livro, contendo uma estratégia de trabalho tão importante, promete 
contribuir, indiscutivelmente, para as atividades de pesquisa e de 
avaliação tanto do campo de saúde como, de forma mais ampla, das 
atividades e programas sociais. 
 
Nome do autor 
Maior crédito e inserção institucional 
Quarta capa 
 
Esta obra concentra um “saber” e um “saber fazer” de um dos grupos de 
pesquisa do Centro Latino Americano de Estudos sobre Violência e Saúde 
Jorge Careli, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo 
Cruz (Claves/Ensp/Fiocruz). Há 15 anos, estes pesquisadores vêm 
desenvolvendo investigações sobre temas relacionados ao impacto da 
violência sobre a saúde e sobre a aplicação de programas sociais atinentes 
à cidadania. 
A especificidade dessa experiência é a prática interdisciplinar e a 
articulação de abordagens metodológicas quantitativas e qualitativas, 
como estratégias de compreensão e interpretação da realidade. O livro 
enriquece a área de conhecimento denominada pesquisa avaliativa, na 
qual inova, teorizando sobre a triangulação de métodos e mostrando como 
essa estratégia se realiza na prática. Por isto, promete ser de indiscutível 
utilidade nas mãos de investigadores sociais, estudiosos das áreas de 
saúde, da educação, das políticas sociais, e com certeza, do campo de 
avaliação. 
 
Nome e crédito 
Prefácio 
 
 
Avaliação de Programas Sociais por Triangulação de Métodos: abordagem de programas 
sociais, trabalho coletivo coordenado por três experientes e reconhecidas pesquisadoras da 
Fundação Oswaldo Cruz – Maria Cecília de Souza Minayo, Simone Gonçalves de Assis e 
Edinilsa Ramos de Souza – constitui uma indiscutível contribuição ao campo teórico e 
prático das políticas públicas. A qualidade e seriedade do tratamento analítico do livro 
acrescenta mais um mérito à incansável dedicação do Centro Latino-Americano de Estudos 
de Violência e Saúde Jorge Careli da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação 
Oswaldo Cruz (Claves/Ensp/Fiocruz) que, nos últimos 16 anos, vem tratando a questão 
social brasileira e avaliando as intervenções públicas voltadas para a superação da violência 
e a promoção de direitos humanos. 
Em nossos dias, felizmente, não se pode falar de qualquer programa de investimento social, 
tanto em âmbito de governo como da iniciativa privada, que não precise contar com 
instrumentos adequados de avaliação. Não os instrumentos tradicionais, por vezes 
perversos, alimentados por tristes ciclos “reinvencionistas” que, freqüentemente usados ao 
final de qualquer gestão, procuram apenas apagar esforços que beneficiam a população – 
realizados por governos anteriores – e anunciam novas tentativas, partindo quase sempre do 
zero, e, quando muito, recomeçam com a inexperiência do novo executor. 
O nível de desenvolvimento crítico e acadêmico do país exige critérios científicos, 
condizentes com os avanços relativos às concepções e propostas de políticas públicas e ao 
campo de conhecimento sobre avaliação, onde a bibliografia publicada e os trabalhos 
empíricos e teóricos realizados evidenciam pujança, dinamismo e constante 
aperfeiçoamento. A maioria dos estudos nacionais e internacionais é unânime em indicar 
que a aplicação de políticas públicas precisa (a) desde a sua concepção, destinar verbas para 
avaliação; (b) acompanhar todo o processo de desenvolvimento de intervenções, mesmo 
antes de ser iniciado, monitorando a implantação, a implementação e os resultados 
paulatinos, indicando, durante todo o transcurso, os pontos cruciais que levam ao êxito ou 
que atravancam ou prejudicam o andamento da proposta; (c) possibilitar clareza de critérios 
que permita dar continuidade a planos e ações, a favor da população, independentemente 
das posições doutrinárias