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Sinais Vitais

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Prática médica I (PM I)
---------------- Sinais vitais ---------------
a avaliação dos sinais vitais permite identificar necessidades básicas dos pacientes. É uma maneira rápida e eficiente de identificar se está evoluindo uma doença. Os sinais vitais e outras medições fisiológicas são a base para solução de problemas clínicos;
temperatura, pulso, frequência respiratória, pressão arterial
*pode ser considerado como um 5º sinal vital, a DOR*
Temperatura
O indivíduo tem uma temperatura corporal constante, girando em torno de 35,5 a 36,5;
Os limites de temperatura em que o metabolismo pode apresentar falhas são de menos que 21ºC e maior que 42ºC
- a temperatura de riscos de alteração de acordo com a idade:
Recém-nascido: mecanismos de controle de temperatura são imaturos, tendo que aquecer esse bebê assim quando nasce
Idoso: possui uma faixa de regulação mais estreita (devido alterações vasculares, periféricas), assim, há uma variação maior em dias frios e dias quentes, temperatura oral normal em dias frios (35ºC), corporal (36ºC); deterioração dos mecanismos de controle
Febre (temp. acima de 38ºC)
Hipotermia e Hipertermia
- Hipotermia: redução da temp. corporal para valores abaixo de 35º
*corpo em hipotermia, pode causar uma morte cerebral. Lesão cerebral importante também ocorre se o indivíduo tem uma febre que ultrapassa os 42º C. (em suma, perda ou ganho excessivo de calor pode levar a morte)*
. pode ser classificada como:
acidental (primária): ex - vítima de afogamento, por estar submerso, há uma perda de calor, ocasionando a hipotermia;
disfunção do centro regulador hipotalâmico: ex - consequência de tumores, traumas;
- Hipertermia: elevação da temp. corporal acima do ponto de regulação térmica (acima de 36,5 até 38º C)
*de 37 a 38, é considerado uma hipertermia, logo, não deve administrar antitérmico, porque é uma reação normal do corpo, ao combate de possíveis invasores*
Locais de aferição da temperatura
Oral (boca): 36 a 37,4 *leitura lenta (cerca de 7 min.)*
Retal: 36 a 37,5 
*maior precisão, método desagradável*
Axilar (axilas): 35,8 a 37,3º C, com média de 36 a 36,5º; 
*local menos preciso; sudorese pode interferir; longo período de mensuração (3 min.)*
Timpânica: 37º *aferição rápida; custo elevado*
Pulso
. contração do ventrículo emite um volume de sangue nas artérias e esse volume pode ser sentido por meio do pulso arterial (onda de sangue que se passa na artéria proveniente da contração do VE), podendo assim, perceber esse volume em qualquer artéria, em vários pontos do corpo, sendo uns mais difíceis pela artéria ser fina, ou por ser mais interna
Localização dos pulsos
Características a serem avaliadas no pulso: 
- frequência (batimentos cardíacos - 50 a 100 bat/min é uma condição normal)
. bradicardia: < 50 bat/min.
. taquicardia: > 100 
- amplitude do pulso (ampla; média ou pequena - força do sangue que passa nos vasos/artérias) 
*indivíduo hipotenso, pode não sentir o pulso ou senti-lo bem fraquinho*
- ritmo (regular ou irregular); 
- simetria: percepção da amplitude dos pulsos palpáveis em comparação com o mesmo pulso contralateral; 
Terminologias
Normocardia: freq. cardíaca normal
Bradicardia: freq. cardíaca abaixo do normal
Taquicardia: freq. cardíaca acima do normal
Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico (paciente bem hipotenso, perdendo volume de sangue)
Taquisfigmia: pulso fino e taquicárdico (início de hemorragia, paciente tem o pulso mais rápido para combater a perda de sangue)
Pressão arterial 
. contínua e dinâmica, precisa de ter a força de contração do coração para ejetar o sangue e manter ele em circulação
é a força exercida sobre as paredes de uma artéria pelo sangue que é ejetado sob pressão do coração;
*no caso de retorno venoso, o sangue volta para AD, pois esse tem uma pressão menor que o sistema circulatório*
. 3 fatores para gerar a PA: volume de sangue; resistência dos vasos; força de contração/ejeção do VE;
Avaliação da pressão arterial
. material necessário: tensiômetro - aneróide/ mercúrio/ digital;
estetoscópio
Classificação da Pressão
- paciente com hipertensão no estágio I não precisa receber prescrição medicamentosa, pode-se indicar a parar de beber, parar de fumar, etc;
- estágio II e III: normalmente paciente toma medicação (mais de 1, pois serve para diminuir concentração de dose de cada remédio e evitar/diminuir efeitos colaterais)
- hipertensão sistólica isolada: comum em idosos que têm aterosclerose, na qual a pressão máxima fica muito maior, mas não modifica a pressão mínima (às vezes não tem que tomar remédio)
Aferição da pressão arterial
*a PA tem que ser iguais em todos os lugares aferidos, caso não, o indivíduo tem problemas circulatórios; se houver diferença da medição de um braço para outro, há alterações arteriais*
Como realizar a aferição
. haverá uma alteração da pressão sistólica, caso indivíduo tenha acabado de fazer exercícios (60 minutos de intervalo entre prática e aferição)
. bexiga cheia; ingestão de bebidas alcoólicas, café ou alimentos; ter fumado nos 30 minutos anteriores também interferem na medida da PA
. antes de aferir a pressão, o paciente tem que ficar de repouso de 3 a 5 minutos em um ambiente calmo
*a artéria braquial fica entre o bíceps e tríceps, na posição medial do braço*
*se colocar estetoscópio sobre uma artéria, sem aumentar a pressão dessa artéria, não vai ser possível ouvir o pulso*
*se a artéria estiver pressionada entre a pressão máxima e mínima, terá a sensação de batimento no esteto*
- primeiro som/fase I de Korotkoff: pressão máxima (sístole); 
- último som/fase V de Korotkoff: pressão mínima (diástole);
Frequência respiratória: inspeção visual ou mão sobre o tórax
Modificações decorrentes da alteração da frequência
Eupneia: respiração normal, sem qualquer sensação de desconforto;
Taquipneia: aumento da freq. respiratória; > 20 incursões por min
Bradipneia: diminuição da freq. respiratória; < 12 incursões por min
Modificação decorrente do ritmo
Apneia: parada dos movimentos respiratórios ao final da inspiração
Apneuse: interrupção dos movimentos respiratórios ao final da inspiração; (pode ser voluntário, para mergulhar)
Dispneia: respiração laboriosa, sensação subjetiva de dificuldade respiratória; (em doenças)