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PSICOTERAPIA NAS INSITUIÇÕES MÉDICAS

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA 
 PRÓ-REITORIA ACADÊMICA 
 CURSO DE PSICOLOGA
 
Maria Clara - 20161000287
Milena Cindi - 20161000185
Milla Menozzi - 20161000514
Sara Izidório - 20161001403
 PSICOSSOMÁTICA
 PSICOTERAPIA NAS INSITUIÇÕES MÉDICAS
 Barra Mansa
2019
Quando se fala em psicoterapia nas instituições médicas, fala-se automaticamente de psicologia hospitalar que nada mais é que uma área dentro do vasto campo da psicologia que visa fornecer todo o suporte possível ao indivíduo em adoecimento, para que o mesmo consiga passar por essa fase da maneira mais confortável e com maior resiliência. Trata-se de um campo da psicologia que vai muito além das doenças psicossomáticas, abrangendo também enfermidades de ordem biológica. O processo de adoecimento, sendo ele biológico ou somático, acarreta na vida do indivíduo uma série de desordens e transformações em sua subjetividade pois muitas vezes é necessário sair do próprio lar e permanecer em um ambiente que difere completamente de seus costumes, rotina e maneira de viver. O processo de hospitalização muitas vezes acaba por reduzir a subjetividade do sujeito a aquele ambiente hospitalar, de modo que o paciente se torna apenas um número de prontuário. É justamente nesse aspecto que se faz necessário a atuação de uma equipe multidisciplinar que inclua o psicólogo para que haja uma humanização nesse cuidado para com o paciente. O principal papel do profissional da psicologia nas instituições médicas é escutar, acolher e resgatar a subjetividade do indivíduo que está em processo de adoecimento, o amparando e o ajudando a ressignificar sua posição acerca do seu próprio processo de adoecimento. As atividades que podem ser exercidas para essas finalidades são atendimentos psicoterapêuticos, psicoterapia de grupo sendo com mais pacientes internados ou com as famílias, profilaxia e psicoeducação, atendimentos em enfermarias, UTI e ambulatórios, avaliações diagnósticas, psicodiagnóstico, consultoria e interconsulta além da atuação em equipe multidisciplinar. O psicólogo precisa estar ciente do papel que irá desempenhar na instituição hospitalar pois sua atuação não abrange a hospitalização no que diz respeito a patologia, mas também as sequelas e consequências emocionais provenientes do processo de adoecimento. A atuação de um modo preventivo é importante para evitar o agravamento de demandas já existentes ou o surgimento de outras. Se faz necessário uma reflexão acerca do papel do psicólogo hospitalar pois a psicologia é uma área que lida diretamente com a subjetividade, as demandas psíquicas e por consequência o sofrimento do outro, por isso é de suma importância que o psicólogo perceba e entenda os limites de sua própria atuação para não tornar-se um dos elementos considerados invasivos provenientes do processo de hospitalização. Existem muitos desafios em torno da saúde da população é um obstáculo dentro do saber psicológico, uma vez que exige do profissional da psicologia uma revisão prática de seus valores acadêmicos, emocionais e muitas vezes pessoais. É desafiador para o profissional adentrar em um contexto hospitalar hierarquizado onde a classe dominante ainda é a classe médica, onde há limites institucionais regrados, onde há condutas e normas a serem estritamente seguidas. Como consequência disso, o resultado esperado da psicologia hospitalar pode ser deficiente pois o modelo de atendimento psicológico hospitalar não se assemelha aos modelos clínicos tradicionais, há uma falta de um setting terapêutico adequado, em muitas ocasiões o processo terapêutico se dá em meio aos corredores dos hospitais ou em cima de macas, o que constata a necessidade da construção de uma nova postura profissional mediante a essas situações. A psicossomática é uma instancia muito presente no contexto da psicologia hospitalar, pois a mesma estuda os efeitos de demandas psicológicas e sociais no corpo físico, se tornando uma demanda de ordem biológica. Doenças psicossomáticas geram dor e estresse físico mas não há alteração no quadro clinico, apenas o surgimento de alguns sintomas provenientes de ordens psicológicas que podem divergir de indivíduo para indivíduo. A psicossomatização é uma característica muito comum no embiente hospitalar, principalmente em pacientes de longa data. Se faz assim necessário a presença do psicólogo para diagnosticar e ajudar o paciente a lidar melhor com suas demandas e a ressignificar sua doença física, consequentemente melhorando assim o processo de somatização presente nesse momento delicado que é o processo de adoecimento e hospitalização.