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Iluminismo - resumo

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Iluminismo - resumo

Iluminismo corresponde ao movimento cultural europeu que ocorreu no século XVIII, que apresentava novas ideias políticas, sociais e econômicas se baseando nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Tem como características a centralidade da ciência e da racionalidade crítica com relação ao questionamento filosófico, que recusa a todos os meios de dogmatismo. O Iluminismo se baseavam em três pilares: razão, liberdade e o avanço da sociedade com relação ao pensamento de forma racional e à ciência.

Os filósofos da época que defendiam tais ideias se denominavam como propagadores da luz e do conhecimento, por conta desse fator recebiam o nome de Iluministas.

Esse século pôde ficar conhecido como "Século da Luzes" ou da "Ilustração." A ideia de “luz” ou “iluminação” representava uma época onde diversos intelectuais aclamavam a utilização da razão como uma forma eficaz para alcançar a compreensão do mundo. Dessa forma, a “luz” da razão simbolizava o oposto das “trevas”, as quais eram impostas por meio da ignorância e do misticismo.

As ideias iluministas reconhecidas na Europa pelos filósofos foram espalhadas ao redor do mundo e trouxeram inspirações para revoluções como a Revolução Francesa em 1789. Se tratou do último século da Idade Moderna.

O século XVIII se tornou conhecido como o “Século das luzes” por conta da ascensão do pensamento Iluminista que foi capaz de reconfigurar o mundo no espaço social, econômico, político e científico. Os filósofos Iluministas produziram uma enorme quantidade de variadas obras, que criticavam a organização social e a detenção do poder pelo Absolutismo.

Os Iluministas iam em oposição ao Antigo Regime, que tinha como principais características o Absolutismo, em outras palavras, o rei era visto como a figura máxima do estado, isso com a forte influência da Igreja com o Estado, a centralização do poder nas mãos dos reis, juntamente com a influência e poder regional dos nobres. Pode-se dizer que criticavam o absolutismo, ao mercantilismo e aos privilégios da nobreza e do clero; defendiam aa liberdade política e econômica e da igualdade de todos perante a lei; criticavam à Igreja Católica, apesar de que não se excluísse a crença em Deus.

É possível definir o pensamento iluminista pode como um novo modo de pensar, o qual se diferenciava bastante com os da igreja, é o incentivo a racionalização do ser humano, a liberdade de pensar.

Os ideais iluministas acabaram por ter sérias implicações sociopolíticas. Por exemplo, resultou no fim do colonialismo e do absolutismo e fez com que fosse implantado o liberalismo econômico, do mesmo modo como provocou a liberdade religiosa, o que resultasse em movimentos como a Revolução Francesa (1789).

Visão dos Iluministas com relação a Igreja e o Estado

A respeito da visão dos Iluministas com relação a Igreja e o Estado, a Igreja não poderia realizar interferências nas questões políticas da época. Tendo suas ações voltadas para os homens, as instituições políticas precisavam ser guiadas por um modelo racional de organização política que não se apoiava em justificativas religiosas ou que passassem por alguma interferência clerical.

Iluminismo e a Ascensão da Burguesia

As ideias iluministas iam de acordo com os interesses da burguesia sendo de acordo com sentidos: religiosos, econômicos e políticos. O pensamento iluminista se baseava na liberdade, igualdade e fraternidade, fatores que propicia a burguesia diversas possibilidades de ascensão.

Visão de Adam Smith a respeito do Estado e a economia.

Na perspectiva de Adam Smith, a economia apenas seria capaz de atingir todas as suas potencialidades uma vez que o Estado tornasse menor o seu poder de ação nesse campo da atividade humana. O excesso nos tributos e a regulamentação de determinadas atividades seriam práticas que tornariam menor o desenvolvimento da economia e a riqueza da nação.

Adam Smith defendia que caso o mercado fosse deixado em paz pelos governos ele poderia sempre se manter em equilíbrio, para Adam, existiria uma “mão invisível” que seria capaz de autorregular o mercado, ele se referia ao Estado como um poder indireto na estímulo do bem-estar social e assegurando o desenvolvimento. os governos. Adam Smith acreditava que o Estado demonstrava concordância a conceder privilégios a uma minoria em desvantagem dos interesses da maioria.

Para Adam Smith, o Estado tinha somente três deveres: defender a sociedade contra inimigos externos, proteger os indivíduos contra as ofensas mútuas e realizar obras públicas que não fossem capazes de serem realizadas pela iniciativa privada.

Ele defendia que o Estado é considerado poderoso caso seja rico, e que para que seja possível enriquecer, o Estado precisa expandir as atividades econômicas capitalistas, que para o qual fosse possível o Estado deveria conceder a liberdade econômica e política para os grupos particulares.

Sua principal obra foi “A riqueza das nações”, onde defende que a economia precisa ser guiada através do livre jogo da oferta e da procura.


Como os iluministas acreditavam ser possível compreender algum objeto de estudo

Para os iluministas, uma investigação científica precisava ser direcionada por meio das críticas, dúvidas e suposições da pessoa que pesquisa. Por meio desse universo de ideias, ele consolidaria um método que pode trazer as respostas de suas perguntas. Dado a circunstância do método utilizado se apresente eficiente, ele alcançaria um novo modo de conhecimento.

Consolidação do racionalismo como fundamento do conhecimento humano.

O Iluminismo, ou ilustração, marcou uma revolução intelectual, ocorrida na sociedade europeia ao longo do século XVIII. O Iluminismo, em seu âmbito intelectual, expressou a consolidação do racionalismo como fundamento do conhecimento humano.

De acordo com os iluministas racionalismo visava a pesquisa, a categorização de espécies, o uso do método científico com a finalidade de alcançar ao conhecimento humano sem a interferência da religião.

O que era o enciclopedismo e implicações do enciclopedismo ao iluminismo

O enciclopedismo correspondeu a um movimento filosófico-cultural que teve sua origem a partir do iluminismo, foi desenvolvido na França pelo Diderot e d'Alembert e que procuravam, por meio de novos princípios da razão, catalogar todo o conhecimento humano na Enciclopédia (Encyclopédie), obra monumental com 35 volumes.

Movimento que iniciou a reunião de diversos artigos nos quais os mais expressivos pensadores do iluminismo procuravam registrar suas ideias. Por meio da reunião de tais artigos, montavam uma enorme enciclopédia que pode unir as diversas manifestações de conhecimento da era iluminista. Tinha como objetivo a propagação das ideias iluministas e acabar com o reino de ignorância mantido pela fé da população.

O movimento enciclopedista foi de extrema importância para que o conhecimento de estudiosos e pensadores de tal época fosse espalhado em diversas localidades da Europa. Desse modo, os valores do iluminismo atingiram diferentes nações e mudaram o modo de se entender o mundo, investigar a natureza e organizar as instituições políticas.

Realizou uma forte transformação no pensamento político e social e tornou possível uma nova visão do mundo para o homem moderno. O enciclopedismo influenciou nos ideais da Revolução Francesa (1789).

Principais filósofos e suas principais realizações:

-Montesquieu: Escreveu o livro: “O Espírito das leis”, pensava em uma divisão dos poderes, sendo em legislativo, judiciário e executivo.


-Voltaire: fazia críticas a respeito da religião e da monarquia. Almejava a república através da revolução. Se encontra entre os maiores propagadores do movimento Iluminista.


-Diderot: dedicou-se à formação da primeira enciclopédia, assim como outros fizeram, reunia o conhecimento científico.


-D’Alembert: ajudou na formação e organização da enciclopédia.

Rousseau: foi um filósofo político, idealizava o homem como bom de nascença, porém que era corrompido pela sociedade.