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Direito das Obrigações - Adimplemento e da extinção das obrigações

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Direit� da� Obrigaçõe� | Adimplement� � d� �tinçã� da� obrigaçõe� (ar�. 304 � SS)
Anotações 13.04.2021
● Adimplemento e extinção das obrigações
○ Extinção: Gênero da qual o adimplemento (pagamento) é uma das espécies.
■ Adimplemento
Pagamento ou cumprimento
● Execução forçada:
○ Específica
Aquele objetivo específico do contrato foi entregue.
Porém, às vezes esse objeto não existe mais e você
converte isso em perdas e danos.
○ Por conversão em perdas e danos.
● Impossibilidade da prestação.
● Modalidades de extinção das obrigações
01. Pagamento propriamente dito
02. Novação
É uma modalidade de extinção da obrigação, que você celebra uma
nova obrigação para extinguir uma obrigação. Ex: uma renegociação de dívida.
Novação é a transformação de uma dívida em outra, com extinção da antiga.
Desta forma surge uma nova dívida do devedor em relação ao credor, com o
desaparecimento da original.
03. Compensação
Compensação é a extinção de duas obrigações, cujos credores são ao
mesmo tempo devedores um do outro.
● Espécies de compensação
○ Compensação Legal: opera em pleno direito e sem a
interferência das partes.
○ Compensação Convencional: tem origem na autonomia
privada e na vontade das partes.
○ Compensação Judicial: por meio de reconvenção,
quando a ação do autor propõe ao réu uma outra ação ao
encontro da que lhe é intentada.
04. Confusão
Uma mesma pessoa vai ser devedora e credora dela mesma.
Ex: emprestar dinheiro para a noiva, depois de algum tempo, eles se
casaram no regime universal de comunhão de bens (créditos e débitos antes do
casamento e depois do casamento passa a ser dos dois). E agora, a noiva é
devedora e credora dela mesmo, e a obrigação se extingue; A empresa que
compra sua devedora.
05. Remissão
É uma forma de extinção da obrigação pela qual o credor perdoa a
dívida do devedor, não pretendendo mais exigi-la. Dá-se entre dois sujeitos
obrigacionais (inter partes), não sendo admitido que um terceiro seja
prejudicado pela ação de remissão.
06. Consignação em pagamento
É o instrumento jurídico-processual indicado para o devedor ou terceiro
de uma obrigação de dar coisa ou de pagar quantia em favor do credor, obtenha
reconhecimento da sua liberação e, obtendo igualmente a quitação, nas
hipóteses previstas na lei civil
● Para que seja considerado pagamento, precisa ser:
○ Voluntário: Espontâneo
○ Exato: Tempo, forma e local ajustados (art. 394 do CC)
○ Lícito: Sem abuso de direito e cumprindo a função social do contrato.
● Requisitos subjetivos do pagamento (exigências em relação às partes)
○ Quem paga ?
- Em regra: o devedor, pessoalmente ou por mandatário.
- O terceiro interessado
Pessoa que integra a relação a relação obrigacional, por estar
indiretamente responsável pela solução do débito e, portanto,
juridicamente legitimado a resgatá-la, sob pena de sofrer efeitos do
inadimplemento.
Ex: fiador, avalista.
● Recusa do credor no recebimento do pagamento pelo terceiro interessado
❖ Utilização pelo terceiro interessado dos meios conducentes à exoneração do
devedor. (Ex: Ação de consignação em pagamento)
❖ Todavia, o devedor pode elidir(afastar, impedir) a tentativa de pagamento pelo
terceiro interessado - direito subjetivo de adimplir pessoalmente (pagando a
obrigação)
❖ Terceiro interessado detentor de relação de direito real com o credor comum.
Impossibilidade do devedor evitar o pagamento pelo terceiro interessado.
Ex: Hipoteca (art. 303)
❖ O terceiro interessado deve respeito ao termo de vencimento para recobrar do
devedor o valor que desembolsou.
Não é porque o terceiro interessado pagou de forma adiantada, ele pode exigir
que o devedor pague também antes do prazo. Ele deve respeitar o dia do
vencimento.
● O terceiro não interessado
➢ É aquele estranho na relação econômica e, em princípio, sem interesse jurídico ou
econômico em resgatar o débito.
➢ Há um interesse moral, sentimental.
○ Ex: amigo, pai, quem paga dívida, achando que era a sua, etc.
● Formas de intervenção do terceiro não interessado:
a) Pagamento em nome do devedor
Doação incondicional - sem direito de reembolso - o credor nao
pode recusar este pagamento, sob pena do terceiro nao
interessado utilizar os mesmos meios conducentes à exoneração
do devedor;
b) Pagamento em nome do próprio terceiro não interessado
Direito de reembolso ( só tem direito ao que ele efetivamente
pagou) sem sub-rogação legal (não tem direito a cláusula penal,
perdas e danos ou garantias - os acessórios ele não tem direito, é
apenas do devedor originário).
- Direito de ajuizar ação in rem verso (uma ação de
reembolso) - evitar enriquecimento sem causa do
devedor originário. Podendo ser utilizada pelo terceiro
não interessado e pelo terceiro interessado.
- Exceção ao direito de reembolso (art. 306)
- Possibilidade do devedor recusar o reembolso -
quando o devedor possuía razões para negar o
pagamento ao credor originário (compensação,
nulidade da dívida, prescrição da pretensão) e o
pagamento pelo terceiro foi feito com
desconhecimento ou oposição do devedor
originário.
- Hipóteses em que o terceiro não interessado
sub-roga-se na posição do antigo credor
❖ No caso de sub-rogação convencional, ou
seja, quando o credor original
expressamente transfere as garantias
contra o devedor.
❖ Quando fizer o pagamento de dívida
pertencente ao devedor fiduciante (ex:
quem comprou a moto financiada ao
banco), perante o credor fiduciário (o
banco). (art. 1368)