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uma emergência define-se como uma situação que põe em risco a sobrevivência do individuo a curto prazo, devendo ser abordada em um curto intervalo de tempo. Para avaliar e diagnosticar o animal que encontra-se nesse estágio, é necessário avaliar todos os aspectos de sua rotina, averiguando, por exemplo, o manejo alimentar e sanitário oferecidos ao paciente. ➢ A alimentação de qualquer animal deve ser balanceada, sendo essa, no caso dos equinos, rica em carboidratos e com falta de verde. A água consumida deve ser de boa qualidade, ou seja, fresca e limpa, estando assim apta para consumo. ➢ O manejo sanitário mostra-se essencial no controle de doenças, exigindo que animais contaminados sejam isolados, diminuindo o risco de transmissão. Além disso, é apontado como correto a implantação de um calendário zooprofilático, com um programa adaptado de vacinação e vermifugação. É indispensável também a realização de testes periódicos para diagnósticos de determinadas doenças e o parasitológico de fezes. Para potros de 1 a 18 meses de vida deve ser realizada de 2 em 2 meses, já para animais mais velhos recomenda-se a repetição desse processo a cada 3 meses. Visando cautela e sucesso no tratamento e na prevenção de doenças parasitológicas, é necessário trocar o princípio ativo a cada ano ou depois de 5 vermifugações, e atentar-se as contraindicações para éguas prenhes. A contenção do animal a ser tratado ou examinado deve ser muito bem feita e pensada, para que não haja acidentes ou cause estresse para o animal. No caso dos cavalos deve ser realizada pelo lado esquerdo. Primeiros socorros E q u i n o s Alguns materiais, técnicas e até medicações são de grande ajuda para os médicos veterinários e tutores que realizarão a contenção do paciente. Podem ser de nylon ou de corda, desde que seja resistente e seguro. Preservando a segurança de quem está trabalhando ao redor do animal. É a maneira de se conter um cavalo através do levantamento do membro torácico, causando assim uma sensação de desequilíbrio ao retirar um de seus apoios. Este método deve ser utilizado principalmente em tratamentos de cascos, canelas e ferimentos nos membros. Utiliza-se como forma de contenção, onde o cavalo é distraído agarrando-se uma prega de pele do pescoço e aplicando firmemente um movimento de rotação, colocando tensão sobre a pele. Consiste em segurar a base da orelha do animal e retorcê-la, para que mantenha-se contido. / São abraçadeiras com proteções para evitar assaduras em caso de coice. Colocando-se nos membros pélvicos um sistema de cordas, para evitar que o cavalo faça o movimento. / Os pitos ou cachimbos são usados para realizar uma contenção um pouco mais efetiva, destinada a animais agitados e estressados. São instrumentos de madeira com uma corda na ponta, que é passada no lábio superior do cavalo causando, assim, uma sensação de dor e desconforto. Drogas classificadas como tranquilizantes, sedativos. Para o exame clínico, prefere-se que o paciente não esteja sob efeito de medicamentos, cujos podem deprimir o sistema nervoso, pois o estado do paciente e sua resposta aos estímulos são uma parte importante na avaliação clínica. ➢ Para controle da dor deve ser iniciada hidratação parenteral e enteral, porém caso a dor do animal seja muito intensa deve ser ministrado analgésico. Em situações de desidratação iniciar a soroterapia. Evitar permitir que o animal role e mantê-lo sempre de pé (no cabresto, por exemplo). E em casos de distensão abdominal e eliminação de gases, caminhar com o animal, puxando-o.