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ENDOCARDITE INFECCIOSA

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e intraventriculares,
respectivamente.
○ Vale ressaltar que um ECG normal não descarta a hipótese de endocardite
infecciosa.
○ Sempre suspeitar de EI em caso de BAV de 1º grau novo, em presença de quadro
infeccioso.
● Raio-X de tórax:
○ Não vai mostrar nada específico da endocardite, mas pode nos mostrar as
complicações dessa endocardite, por exemplo uma congestão pulmonar
○ Importante para diagnóstico diferencial de outras doenças infecciosas.
● Ecocardiograma:
○ É o exame padrão-ouro
○ O transtorácico detecta a EI em 80% dos casos, o transesofágico é mais sensível
○ Vale ressaltar que a ausência de vegetação não exclui o diagnóstico de EI - às
vezes não houve tempo de formação da vegetação ou ela já se formou e embolizou
para outra região.
DIAGNÓSTICO
● História de fatores predisponentes (não é obrigatório), associado a evidências de
bacteremia.
● Quadro clínico infeccioso atual
● Hemocultura – é um exame indispensável, sempre que possível deve-se aguardar o
resultado para iniciar o tratamento.
● Achados do ecocardiograma: vegetação
Obs: o diagnóstico de EI é difícil, chamamos de diagnóstico de presunção. O diagnóstico de
certeza só é dado diante de autópsia, caso o paciente evolua para óbito, ou biópsia, em caso de
remoção cirúrgica.
CRITÉRIOS DE PRESUNÇÃO CLÍNICA (DUKE) !!!
É considerado endocardite:
➢ 02 critérios maiores
➢ 01 maior e 03 menores
➢ 05 menores
Critérios Maiores:
● Hemoculturas positivas para agentes típicos.
● Ecocardiograma que evidencie vegetações ou as complicações: abscessos, fístulas,
aneurismas, novas deiscências.
● Nova regurgitação valvar.
○ Uma regurgitação preexistente não é um critério maior de Duke, mas é importante
pois tem valor como um critério de fator predisponente.
Critérios Menores:
● Hemoculturas positivas para agentes atípicos.
● Ecocardiograma duvidoso – imagens não são conclusivas e mostram imagem de
espessamento.
● Febre maior que 38°C.
● Presença de fenômenos vasculares (embolia arterial, embolia séptica pulmonar ou
cerebral, infarto pulmonar, aneurisma micótico, hemorragia conjuntival e lesões de
Janeway).
● Presença de fenômenos imunológicos positivos (glomerulonefrite por disposição de
imunocomplexos, nódulos de Osler, manchas de Roth e fator reumatóide).
● Predisposição.
COM RELAÇÃO AO DIAGNÓSTICO
Endocardite Infecciosa Definida:
● Por critérios anatomopatológicos:
○ Microorganismos demonstrados por cultura ou histologia em vegetação in situ ou
embolizada, ou em abscesso intracardíaco
○ Presença de vegetação ativa ou abscesso intracardíaco confirmado por histologia.
● Por critérios clínicos: critérios de Duke
○ 02 critérios maiores
○ 01 critério maior e 3 menores
○ 05 critérios menores
Endocardite Infecciosa Possível: as evidências encontradas não são suficientes para completar
critérios de uma El definida, mas também não preenchem critérios para considerar El rejeitada.
Endocardite Infecciosa Rejeitada:
● Claro diagnóstico alternativo para os achados
● Resolução do quadro clínico após 4 dias ou menos da introdução do antibiótico
● Ausência de evidências de El por cirurgia ou anatomia patológica obtidas após 4 dias ou
menos da introdução do antibiótico.
COMPLICAÇÕES
● Decorrentes do tratamento
● Embolias
● Aneurismas micóticos - na verdade são pseudoaneurismas, porque se constituem de um
hematoma peri-vascular, sem parede arterial e não implica em etiologia fúngica (é
bacteriana)
PROFILAXIA PARA PACIENTES COM CARDIOPATIA SUBMETIDOS À PROCEDIMENTOS
O objetivo é suprimir a bacteremia.
Intervenção odontológica e do trato respiratório:
● Amoxacilina 2g 1h antes do procedimento e 1,5g 6h após a dose inicial, ou
● Ampicilina 2g 1h antes e 1g 6h após, ou
● Azitromicina ou Claritromicina 500mg 1h antes e 1g 6h após para pacientes alérgicos à
penicilina.
○ Ainda há a opção de usar Clindamicina.
Intervenção do trato geniturinário e digestivo:
● Ampicilina 2g EV 1h antes do procedimento e 1g 6h após a primeira dose associado a
Garamicina 1,5 mg/kg 1h antes do procedimento e 8h após a primeira dose.
● Para alérgicos: trocar a ampilicina pela Vancomicina 1g EV
TRATAMENTO (ele falou bem rapidinho, acho que não é o foco)
Medicamentoso:
● Estreptococus viridans: penicilina cristalina 18-24 milhões de unidades 24/h por 4 semanas
+ gentamicina 1,5mg/kg 8/8h (até 240mg/24h) por 2 semanas OU ceftriaxona 2g 12/12h
por 4 semanas.
● Enterococos: penicilina cristalina 18-24 milhões unidade 24/h por 4 a 6 semanas +
gentamicina 1,5mg/kg 8/8h por 4 a 6 semanas.
● Stafilococos meticilino sensível: oxacilina 12 a 18 g /24h por 4 a 6 semanas + gentamicina
1,5mg/kg.
● Stafilococos meticilino resistente: vancomicina 2g/24h por 4 a 6 semanas.
● Infecção em próteses (2 meses de cirurgia): vancomicina 2 g /24h por > de 6 semanas +
amicacina 500 mg 12/12h por 2 semanas.
Cirúrgico - indicações:
● Endocardite fúngica
● ICC refrataria
● Embolias de repetição
● Resposta inadequada a terapêutica antimicrobiana
● Infecção complicadas em próteses
● Abscessos, fístulas
Observações: com relação ao tratamento medicamentoso, é difícil para o clínico geral detectar
qual é o patógeno para determinar a antibioticoterapia, então a gente vai avaliar o histórico do
paciente, levando em consideração as infecções recentes.
● Germes de IVAS → penicilinas e cefalosporinas → endocardite por um abcesso dentário
● Stafilos e Streptococcus → penicilinas → endocardite secundária a uma infecção de pele
● Germes de TGU → gram negativo → antibióticos de grande espectro → secundário a ITU