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Resumo de antibióticos

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eficaz contra o S. aureus, excluindo-se apenas as cepas MRSA (por isso, é comum diferenciar dois tipos de cepas de S. 
aureus: as cepas oxacilino-sensíveis e as cepas oxacilino/meticilino-resistentes – MRSA; estas bactérias são sensíveis 
apenas aos antibióticos glicopeptídeos, como a Vancomicina e a Teicoplanina). 
 
- Posologia das penicilinas: 
 Penicilinas G benzatina: 6-12 milhões U/dia 
 Penicilina V (Pen-ve-Oral®) 250-500mg VO 6/6h 
 Oxacilina 1-2g IV 4/4h 
 Ampicilina 1-2g IV 6/6h 
 Amoxicilina: 500mg VO 8/8h; 1g IV 8/8h (Velamox®) 
 Amoxicilina-Clavulanato (Clavulin®, Sigma Clav®): 1g 
(875 + 125mg) VO/IV 8/8h ou 12/12h 
 Ampicilina-Sulbactam (Unasyn®) 1,5-3g IV 6/6h 
 Ticarcilina-Clavulanato (Timentin®) 3,1g IV 6/6h 
 Piperacilina-Tazobactam (Tazocin®) 4,5 IV 6/6h 
 
1.2. Cefalosporinas 
- Classificação e espectro de ação: 
 1ª geração (Cefazolina, Cefalotina, Cefalexina e Cefadroxila): Gram positivos (incluindo o S. aureus oxacilina-sensível) 
e alguns Gram-negativos (como a E. coli). A cefalotina e a cefazolina são muito utilizadas para profilaxia antibiótica intra-
operatória e podem ser usadas para tratamento de infecções de pele e tecido celular subcutâneo. 
 2ª geração (Cefuroxima, Cefaclor): Gram positivos e alguns Gram negativos. 
 3ª geração (Cefotaxima, Cetriaxona, Ceftazidima): Reduzido para Gram positivos e amplo para Gram negativos. A 
Ceftriaxone, Cefotaxim e Cefodizima têm uma excelente cobertura contra S. pneumoniae, H. influenzae, M. catarrhalis e 
Enterobacteriaceae (E. coli, Klebsiella pneumoniae, etc.). Por isso, são drogas amplamente utilizadas para o tratamento de 
pneumonia comunitária, meningite bacteriana e infecções nosocomiais não causadas por P. aeruginosa, Acinetobacter 
sp. ou S. aureus (a Ceftriaxona, em especial, é um dos antibióticos mais prescritos em enfermarias). A Ceftazidime é 
uma das poucas cefalosporinas de 3ª geração que possui boa atividade contra Pseudomonas aeruginosa. 
 4ª geração (Cefepima): Amplo para Gram positivos e negativos, inclusive resistentes a beta-lactâmicos. Algumas cepas 
de P. aeruginosa são resistentes ao Ceftazidime, mas não às de 4ª geração (são, portanto, “drogas anti-pseudomonas”). 
 
- Posologia das cefalosporinas: 
1ª Geração 
 Cefalotina (Keflin®) 1g IV 6/6h 
 Cefazolina (Kefazol®) 1,5g IV 6/6h 
 Cefalexina (Keflex®) 0,5-1g VO 6/6h 
 Cefadroxil (Cefamox®) 0,5-1g VO 12/12h 
 
2ª Geração 
 Cefuroxime (Zinacef®) 0,75-1,5g IV 8/8h 
 Cefaclor (Ceclor®) 250-500mg VO 8/8h 
3ª Geração 
 Ceftriaxone (Rocefin®) 1-4g IV 1 a 2x/dia 
 Cefotaxima (Claforam®) 1g IV 8/8h a 2g IV 4/4h 
 Ceftazidime (Fortaz®) 1-2g IV 8/8h 
 
4ª Geração 
 Cefepime (Maxcef®) 1-2g IV 12/12h 
 
Arlindo Ugulino Netto • interMEDRESUMOS 2018 
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@medresumosoficial 
1.3. Carbapenêmicos 
- Principais representantes: Imipeném; Meropenem; Ertapeném. 
- São extremamente resistentes à clivagem pelas beta-lactamases das bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, incluindo os 
anaeróbios (incluindo Bacteroides fragilis). Além disso, são eficazes contra Pseudomonas aeruginosa (também são drogas “anti-
pseudomonas”) e germes ESBL (produtores de betalactamase de espectro estendido). 
- As bactérias resistentes ao Imipenem/Meropenem são basicamente cinco: (1) S. pneumoniae com resistência alta à penicilina, 
(2) S. aureus MRSA, (3) Enterococcus faecium, (4) Stenotrophomonas maltophilia, (5) Burkholderia cepacia. 
- Complicação clássica: crise convulsiva (particularmente o imipenem). 
- Posologia dos carbapenêmicos: 
 Imipenem (Tienam®) 500mg IV 6/6h 
 Meropenem (Meronem®) 0,5 – 1g IV 8/8h 
 
1.4. Monobactâmicos 
- O único monobactâmico é o Aztreonam. 
- Trata-se de um antibiótico beta-lactâmico monocíclico com atividade apenas contra Gram-negativos aeróbicos (semelhante ao 
espectro dos aminoglicosídeos). Não é eficaz contra nenhum Gram-positivo ou anaeróbio. 
- Posologia dos monobactâmicos: 
Aztreonam (Azactam®) 1g IV 8/8h a 2g IV 6/6h 
 
 
2. GLICOPEPTÍDEOS 
Mecanismo de ação Liga-se aos peptidoglicanos que compõem a parede celular (N-metilglicosamina e ácido N-
acetilmurâmico) e aos peptídeos que fazem as ligações cruzadas entre essas moléculas, inibindo a 
síntese da parede celular em bactérias Gram positivas. Não têm ação contra Gram negativos. 
Efeito antimicrobiano Ação bactericida; Ação bacteriostática com Enterococcus. 
Resistência - Resistência intrínseca: relação com genes do tipo vanC (espécies E. gallinarum e E. caseliflavus). 
- Resistência adquirida: relação com os genes vanA e vanB (cepas de E. faecium e E. faecalis). 
Comentários São os antibióticos mais confiáveis para o tratamento de infecções por S. aureus MRSA e por S. 
epidermidis (coagulase negativo) nosocomial, muito incriminado na infecção de próteses e cateteres. 
Infelizmente, surgiram cepas de S. epidermidis e S. aureus com resistência intermediária - o S. aureus 
VIRSA, além do grupo conhecido como enterococo resistente à Vancomicina - VRE (para estes, podemos lançar 
mão das Oxazolidinonas, representadas pela Linezolida). 
Representantes - Vancomicina: atinge boas concentrações terapêuticas no fígado, pulmão, rins, partes moles, etc. 
Tem penetração limitada no SNC. É classicamente indicada para as cepas de S. aureus MRSA. Causa 
nefrotoxicidade. Efeito colateral clássico: eritrodermia difusa (“síndrome do homem vermelho”). 
- Teicoplanina: boa concentração tecidual prolongada, mas sem penetração liquórica. É uma boa 
alternativa para casos de MRSA em pacientes nefropatas. 
Posologia dos 
Glicopeptídeos 
 Vancomicina (Vancocina®) 1g IV 12/12h 
 Teicoplanina (Targocid®) 6mg/kg IV 12/12h 
 
3. AMINOGLICOSÍDEOS 
Mecanismo de ação Inibem a síntese proteica por se ligar irreversivelmente à subunidade 30S do ribossoma bacteriano, 
impedindo a inicialização da síntese peptídica. 
Farmacodinâmica Concentração-dependentes. 
Efeito antimicrobiano Ação bactericida. 
Resistência Alteração do sítio de ação ribossômico; Síntese de enzimas inativadoras. 
Comentários - São drogas bastante eficazes contra a maioria dos aeróbios Gram-negativos, mas com pouca ou 
nenhuma ação contra Gram positivos e anaeróbios (clássico). 
- São contraindicados na gestação devido ao risco de toxicidade fetal. 
- Os aminoglicosídeos estão entre os antibióticos com maior potencial de toxicidade. São basicamente 
nefrotóxicos e ototóxicos. Um conceito de extrema importância: a toxicidade dos aminoglicosídeos pode 
ser bastante reduzida quando administramos a dose total diária em apenas uma tomada, sem entretanto 
comprometer a sua eficácia antibacteriana (pois são “concentração-dependentes”). 
Representantes Ex: Estreptomicina; Neomicina (uso limitado a formulações tópicas associadas a outros 
antimicrobianos e/ou corticoides, apresentando ação contra cocos Gram-positivos, como S. aureus); 
Gentamicina (tem maior penetração placentária; piora crise miastênica); Amicacina; Tobramicina. 
Posologia dos 
aminoglicosídeos 
 Gentamicina 5mg/Kg IV 1x/dia 
 Amicacina 15mg/Kg IV 1x/dia 
 Estreptomicina 15mg/Kg IM 1x/dia 
 Tobramicina 5mg/Kg IV 1x/dia 
Arlindo Ugulino Netto • interMEDRESUMOS 2018 
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4. POLIMIXINAS 
Mecanismo de ação Ação sobre a membrana plasmática de bactérias Gram negativas. Ligam-se aos LPS da membrana 
externa e se integram à estrutura fosfolipídica da membrana plasmática, gerando a lise bacteriana. 
Comentários - O espectro da polimixina é amplo, podendo eliminar qualquer germe Gram negativo. No entanto, 
devido a sua intensa toxicidade (irritabilidade, sonolência ataxia, parestesias, nefrotoxicidade, 
rubor facial, distúrbios eletrolíticos, parada respiratória, etc.), ela é reservada para bactérias mais 
resistente (ex: Stenotrophomonas maltophilia, Acinetobacter spp, Pseudomonas aeruginosa). 
- Pode ser opção

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