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Redações-Modelo
para o 
 
Izabela Alaska
20 
ENEM
Índice 
1. Desafios para o tratamento de dependentes químicos 
2. Mobilidade urbana 
3. Desafios da inclusão de pessoas com autismo 
4. Inclusão dos jovens no mercado de trabalho 
5. Tabagismo no século XXI: problemas e consequências 
6. Racismo na sociedade brasileira 
7. População em situação de rua no Brasil 
8. Os desafios da formação universitária 
9. Necessidade de se promover a consciência coletiva na contemporaneidade 
10. As dificuldades do poder judiciário no Brasil 
11. A violência obstétrica contra a mulher na sociedade contemporânea 
12. Experimentos científicos em debate no Brasil 
13. A relevância da assistência social no Brasil 
14. A importância da educação financeira para jovens 
15. Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue 
16. Caminhos para a redução da transmissão de HIV/AIDS no Brasil 
17. A judicialização da saúde 
18. Subnutrição e sua relação com a má distribuição de alimentos 
19. Novas formas de totalitarismo na era tecnológica 
20. Dificuldades de crianças com distúrbios de aprendizagem 
Tema: Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil 
No filme “Eu, Cristiane F”, a jovem protagonista, ao frequentar pela primeira 
vez uma discoteca para maiores, se envolve com as drogas e decai 
gradativamente, vindo a envolver-se até na prostituição; em virtude da situação 
em que se encontra, largar o vício é um impasse. Fora da ficção, casos como o de 
Cristiane são muito comuns, a deficiência no tratamento e reinserção dos 
usuários é motivada ora pela dificuldade em aderir ao tratamento, ora pela 
ineficácia e precariedade dele. 
Nesse contexto, é necessário salientar que de acordo com uma pesquisa 
divulgada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento de São Paulo, o 
número de usuários na cracolândia cresceu 160% comparado ao ano de 2016, tal 
dado evidencia um consumo desenfreado. O uso de substâncias entorpecentes 
cresce, a medida em que o contato com elas é frequente, utilizadas, muitas 
vezes, como válvula de escape ou ainda pela influência de terceiros. Ainda que a 
adesão ao vício possa ser estabelecida rapidamente, o tratamento não possui o 
mesmo viés, visto que as drogas possuem princípios ativos que proporcionam 
prazer e sensação de bem-estar e, por isso, levam a dependência. Sendo assim, a 
resistência ao tratamento é percebida. 
Além disso, a ineficácia e precariedade dos tratamentos é outro fator 
determinante para o índice elevado de dependentes. O usuário que depende do 
SUS encontra barreiras, visto que, no Brasil, ainda não se tem um tratamento 
público que abranja a maior parte dos usuários. Além disso, muitos Centros de 
Atenção Psicossocial não os acolhem em período integral, dando margem para 
que continuem no vício. Aliado a isso, falta-se capacitação profissional dos 
médicos e disponibilidade de uma equipe completa, visto que em muitos 
centros, o número de profissionais é desproporcional à quantidade de pacientes. 
Fatores como os mencionados impossibilitam um tratamento efetivo. 
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para a resolução do 
impasse. A família deve atentar-se aos primeiros sinais de uso das drogas, visto 
que a adesão do tratamento pelo paciente logo no início possibilita uma menor 
resistência por parte dele, sendo assim, as chances de recuperação serão 
maiores. Outrossim, o Ministério da Saúde deve disponibilizar uma maior 
verba, e em parceria com as prefeituras, estabelecer mais unidades de apoio 
com profissionais qualificados e estrutura satisfatória, visto que a precariedade 
das unidades são fatores determinantes para a dificuldade do tratamento, a fim 
de que um maior número de usuários tenham acesso a reabilitação e possa ser 
reinserido na sociedade. 
Segundo pesquisa de 2016, realizada pela FGV, a frota de automóveis no 
Brasil cresceu 400% nos 10 anos anteriores. Esse dado denuncia a falta de 
políticas públicas voltadas para o transporte de massa e para a mobilidade 
urbana sustentável. A cada dia parece que temos mais carros e menos 
ruas, já que o país depende essencialmente das rodovias e do petróleo. 
Nesse contexto, é necessário salientar que desde os incentivos à expansão da 
política rodoviarista promovidos por Juscelino Kubitschek em 1955, o Brasil 
passa por uma valorização exagerada do carro, que culminou no problema da 
mobilidade urbana, uma vez que o excesso de veículos impede a fácil locomoção 
dos indivíduos. Ressaltando o descaso com relação aos transportes públicos, que 
têm investimentos insuficientes, assim como as ciclovias. Portanto, é necessário 
diversificar os modais de transporte para evitar que o país entre em colapso em 
um futuro próximo. 
Ademais, de acordo com máxima do jornalista e ambientalista Paul Hawken 
"Tudo está conectado, nada pode mudar sozinho", ou seja, para que ocorra 
mudanças efetivas é preciso que haja uma integração entre transporte 
coletivo e individual em harmonia com as cidades visando a 
sustentabilidade e o bem-estar de todos. Com isso, além de diversificar os 
modais, é necessário buscar outras fontes de combustível, como bioetanol, 
álcool e carros elétricos. 
Diante disso, urge que as Secretarias dos Transportes Metropolitanos, 
órgão responsável pelo planejamento e organização do transporte urbano , 
de cada estado ampliem a quantidade de linhas de metrô, trem e ciclovias 
no território brasileiro, por meio de maiores investimentos financeiros e 
fiscalização de funcionamento que garanta pleno bem-estar da população, 
com a finalidade de facilitar a locomoção urbana e torná-la mais 
sustentável. 
Tema: Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil 
No livro “Passarinha”, a autora Kathryn Erskine retrata a vida de Caitlin, uma 
menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger. 
Caitlin, que não gosta de olhar para as pessoas nem que invadam seu espaço 
pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários. Porém, por ser diferente, 
muitas vezes é incompreendida e discriminada pelos seus colegas na escola. 
Fora da ficção, muitos indivíduos com transtornos neuropsiquiátricos também 
sofrem com a exclusão social e, dessa forma, os desafios da inclusão de pessoas 
com autismo no Brasil têm como pilares a desinformação e o preconceito, além 
da falta de qualificação adequada dos profissionais da educação, o que se 
configura como uma chaga social. 
Em primeiro lugar, a falta de informação acerca do autismo constitui um dos 
principais entraves para a inclusão dessas pessoas na sociedade. Destarte alguns 
avanços na área científica, pouco se sabe sobre essa doença, o que acarreta uma 
alienação sobre o assunto. Em vista disso, tudo aquilo que é desconhecido causa 
medo e, como consequência, tem-se a dificuldade de inserir essas pessoas na 
sociedade, uma vez que a falta de informação leva ao preconceito e à 
discriminação. Nesse sentido, o filme “Meu Nome é Radio”, que se passa em 
Carolina do Sul em 1976, retrata a história de um treinador local de futebol 
americano que conhece um jovem com deficiência mental. O treinador se 
preocupa com o jovem quando alguns de seus jogadores maltrata o rapaz, então 
o coloca sob sua proteção, além de contratá-lo como assistente. Portanto, é 
preciso criar mecanismos que objetivem a informação do corpo social, para, 
assim, possibilitar a inclusão desses cidadãos e combater a discriminação. 
Outrossim, a falta de capacidade técnica do corpo docente nas escolas é um dos 
entraves para a educação e socialização das crianças autistas. De acordo com 
Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a 
sua realização pessoal e busca pela felicidade. Nesse aspecto, a inclusão de 
pessoas com Transtorno do Espectro Autista é fundamental para a manutenção 
do bem estar social. A partir de uma educação de qualidade, que possibilite o 
desenvolvimento