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dessas pessoas, é possível minimizar os efeitos da doença, 
desenvolvê-los e torná-los adultos sociáveis e inseridos na comunidade. 
Os desafios para incluir as pessoas com autismo na sociedade são notórios e é 
preciso que o Estado, por meio do Ministério da Educação proporcione 
mecanismos de qualificação dos profissionais de educação, com treinamentos, 
palestras e orientações sobre como proceder com alunos com esse transtorno, 
para que, assim, eles possam se desenvolver e viver em sociedade. Além disso, o 
Ministério da Educação deve promover campanhas para informar melhor a 
população sobre essa tão desconhecida doença, e deve, também, aliar-se à 
instituição familiar, para que sejam trabalhados valores como respeito e 
tolerância, a fim de minimizar o preconceito existente e incluí-los no âmbito 
social. 
 
 
Tema: Inclusão dos jovens no mercado de trabalho 
Segundo o sociólogo francês Durkheim, a divisão social do trabalho tem a 
função de estimular a solidariedade entre os indivíduos. No capitalismo ocorre 
uma divisão mais acentuada e predomina a solidariedade orgânica, os 
indivíduos criam laços de interdependência social e econômica. Entretanto, no 
Brasil atual cresce o desemprego entre jovens colocando em risco a manutenção 
da coesão da sociedade. Diante desse preocupante quadro, os principais desafios 
a serem superados são democratizar o acesso à educação de qualidade e 
implementar aulas de inteligência emocional no currículo escolar. 
Nesse contexto, é necessário salientar que, de acordo com dados do Instituto 
Paulo Montenegro 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais e 40% das 
pessoas com mais de 25 anos não têm ensino fundamental. Por outro lado, o 
mercado está cada vez mais exigente e o nível de capacitação e experiência dos 
profissionais selecionados está maior. Com base nisso, é necessário 
democratizar a educação e libertar os indivíduos da situação de marginalização 
e desemprego a qual encontram-se sujeitados através de um ensino capaz de 
estimular a reflexão, como foi proposto pelo pedagogo Paulo Freire. 
Outrossim, é válido ressaltar que, segundo o psicólogo Daniel Goleman, 
inteligência emocional é a capacidade que um indivíduo tem de compreender e 
gerenciar as próprias emoções e lidar com as emoções e sentimentos das outras 
pessoas de forma positiva. Assim, ela se tornou uma exigência do mercado de 
trabalho, pois é a maior responsável pelo sucesso dos indivíduos, já que a 
maioria das situações vividas no trabalho exigem habilidades de relacionamento 
e compreensão humana. Nesse sentido, torna-se evidente, então, a importância 
de aulas de autoexpressão, autopercepção, gerenciamento de stress, yoga e 
meditação nas escolas, a fim de preparar melhor o jovem para a vida 
profissional. 
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para 
tanto, urge que o Ministério de Educação — órgão responsável por todo o 
sistema de educação no Brasil, desde o infantil ao profissional — crie, por meio 
de verbas governamentais, cursos de capacitação para profissionais da educação 
sobre inteligência emocional e implemente as aulas no currículo do ensino 
fundamental e médio com a finalidade de tornar os jovens menos imaturos, 
ansiosos e impacientes, já que, como Paulo Freire afirmava, se a educação 
sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. 
 
 
 
 
Tema: Tabagismo no século XXI: problemas e conseqüências 
No filme estadunidense "Obrigado por fumar", Nick é o principal porta-voz das 
grandes empresas de cigarros e ganha a vida defendendo os direitos dos 
fumantes nos Estados Unidos. Ao longo da trama, a narrativa revela que Nick 
passa a manipular informações em programas de TV, com a finalidade de 
convencer o público de que o cigarro não causa prejuízos à saúde e faz com que 
o mesmo seja promovido nos filmes. Fora da ficção, é fato que, apesar de o 
tabagismo ter sofrido um relativo declínio no século XXI, esse vício ainda 
desencadeia sérias consequências, tanto para o fumante ativo, quanto para o 
passivo e, ainda, prejuízos consideráveis para o Estado. Logo, o debate a 
respeito da glamourização do fumo e a influência da indústria de cigarros faz-se 
necessário. 
Em primeiro lugar, é importante salientar que, de acordo com a Truth Orange, 
comunidade destinada a eliminar o tabagismo entre adolescentes nos Estados 
Unidos, muitos jovens começam a fumar influenciados por personagens de 
filmes e de seriados, já que há um fetichismo do fumo. Assim, na tentativa de 
conter essa atuação, a comunidade propõe uma campanha de incentivo ao corte 
de cenas de fumantes em filmes e em séries. Desse modo, ações como essas são 
fundamentais para a redução da glamourização do fumo e do quadro de 
fumantes. 
Outrossim, embora o Brasil tenha reduzido o número de fumantes, 
principalmente com a proibição de propagandas favoráveis ao tabaco e com a 
implantação da Lei Antifumo, a indústria de cigarros ainda consegue articular 
situações de promoção do tabaco. Segundo pesquisas realizadas pela Aliança de 
Controle ao Tabagismo, os estabelecimentos que comercializam cigarros 
localizam-se próximos a escolas e a faculdades, além de que, geralmente, o item 
viciante encontra-se ao lado de balas, chocolates ou doces, o que costuma atrair 
os mais novos. Ademais, essa indústria divulga seus produtos através de ações 
promocionais em eventos destinados ao público jovem, como shows de música, 
o que resulta em mais usuários ativos. 
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. 
Logo, o Ministério da Saúde — órgão responsável por promover, assegurar e 
proteger a saúde de toda a população brasileira, de forma a reduzir as 
enfermidades e afins — deve criar propagandas nacionais antifumo. Por meio da 
divulgação na grande mídia, tais como a televisiva e as redes sociais, para alertar 
a população a respeito dos prejuízos causados pelo cigarro e estimular o 
combate ao tabagismo. Somente assim, será possível alcançar o 
desenvolvimento saudável da população brasileira. 
 
Na obra musical "A Carne", a cantora Elza Soares afirma que "a carne mais 
barata do mercado é a carne negra, que vai de graça pro presídio e para debaixo 
do plástico, que vai de graça pro subemprego e para os hospitais psiquiátricos". 
Não obstante, a questão do racismo transcende a arte e mostra-se presente na 
realidade brasileira, através de dados do Atlas da Violência evidencia-se que 
75% das vítimas de homicídio no país são negras e segundo o Depen 70% da 
população carcerária é composta por homens negros pobres. Por isso, torna-se 
necessário compreender como o racismo opera no tecido social e quais são as 
formas de superá-lo. 
Nesse contexto, é necessário salientar que em 1888 a escravidão foi abolida por 
meio da Lei Áurea, entretanto os negros continuaram sendo marginalizados e 
discriminados e não houve nenhuma política de inclusão para essa população 
que ficou tanto tempo privada de todos os direitos humanos básicos. 
Consequentemente, mesmo que 55% da população brasileira seja negra, 
segundo o IBGE, temos menos de 4% de negros na mídia brasileira e menos de 
1% de negros no Congresso, no Senado, no Governo e nos cargos executivos das 
empresas brasileiras. Portanto, violência e exclusão social herdada do passado 
está sendo renovada no presente. 
Outrossim, é imperativo pontuar que Florestan Fernandes, sociólogo brasileiro, 
em seu livro "A integração do negro na sociedade de classes" questiona o mito 
da democracia racial ao apresentar diversos fatores que demonstram como 
mesmo após a abolição da escravatura, o negro se manteve em uma situação de 
segregação. Logo, torna-se evidente a necessidade de políticas afirmativas, a fim 
de possibilitar o mínimo de inclusão dos negros na sociedade de classes. 
Ademais, é necessário abordar o tema da diversidade cultural nas escolas e 
universidades, propor