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leituras sobre racismo e desigualdade social e ensinar 
sobre justiça, respeito e tolerância. 
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser 
tomadas. Cabe, então, ao Ministério da Educação promover ações sistemáticas 
de engajamento antirracista no âmbito educacional, por meio de eventos, 
debates e materiais didáticos, incluindo leitura obrigatória de autores negros 
nas escolas, como Alice Walker, Djamila Ribeiro e Paulo Lins e o estudo da 
história da África, a fim de que o negro não sofra mais nenhuma espécie de 
discriminação, de preconceito, de estigmatização e de segregação. Retomando 
Florestan Fernandes só quando houver, de fato, igualdade racial no Brasil, a 
democracia só será uma realidade. 
 
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Segundo Thomas Marshall, sociólogo britânico, a ideia de cidadania está 
atrelada aos direitos civis, aos direitos políticos e aos direitos sociais. Portanto, 
grupos em desvantagem social, que não têm seus direitos garantidos, são 
considerados minoritários, como é o caso da população em situação de rua. Sob 
tal ótica, o cenário de vulnerabilidade no qual essas pessoas estão inseridas 
desrespeita princípios importantes da vida social, a saber, inclusão e cidadania. 
Nesse contexto, é importante salientar que o psicólogo brasileiro Fernando 
Braga trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da USP para concluir sua 
tese de mestrado da "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as 
pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem 
posicionado sob esse critério, vira mera sombra social, que é o caso das pessoas 
que utilizam as ruas da cidade como moradia. São excluídas, rejeitadas e têm 
seus direitos violados. Logo, torna-se necessário a inclusão desses indivíduos na 
sociedade e uma mudança da percepção humana sobre o outro. 
Ademais, de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal, todos são iguais 
perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros 
e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Entretanto, os moradores 
de rua não são contemplados com esses direitos e, por conseguinte, não exercem 
sua cidadania, pois vivem à margem do amparo governamental e dos próprios 
concidadãos. Desse modo, faz-se mister que a reformulação da postura estatal 
de forma urgente. 
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para 
tanto, urge que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos crie, 
por meio de verbas governamentais, campanhas midiáticas sobre os direitos da 
população em situação de rua e as diversas formas de agressão sofridas por esse 
grupo, incentivando o trabalho voluntário e assistência à esses indivíduos 
(oferecendo albergues para que eles possam se higienizar e passar a noite, por 
exemplo), a fim de proporcionar uma vida mais digna para essa população tão 
vulnerável. 
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 A chegada da família real portuguesa, em 1808, marca o início da constituição 
do núcleo de ensino superior no Brasil, que no começo era extremamente 
elitizado. Mas com o decorrer do tempo, as universidades passaram por uma 
série de mudanças, e como consequência houve o aumento e a diversificação do 
público, o crescimento de unidades, a proliferação das instituições particulares e 
a formação de novos cursos. Entretanto, a formação universitária é um dos 
principais problemas da educação brasileira atualmente, já que há um alto 
índice de evasão e graves falhas no sistema acadêmico. 
 Nesse contexto, é necessário salientar que segundo o filósofo prussiano 
Immanuel Kant, a educação é essencial para a construção da autonomia dos 
indivíduos, pois os ensina a usar a própria razão para deliberar sobre seu modo 
de agir. Evidencia-se, assim, o papel fundamental do ensino superior na vida 
dos jovens. Contudo, muitos estudantes desistem de seus cursos e os principais 
motivos são: dificuldades financeiras, ideia equivocada do curso e perspectiva 
negativa de salário e condições de trabalho, segundo pesquisas realizadas pelo 
jornal Carta Capital. Logo, faz-se mister solucionar as causas da evasão 
universitária e possibilitar a formação de sujeitos mais autônomos. 
 Ademais, cabe analisar o sistema acadêmico sob a perspectiva do educador, 
escritor e filósofo Paulo Freire. Segundo o autor, a educação deve ter como base 
o respeito pelo educando, a conquista da autonomia, consciência crítica e 
capacidade de decisão, tendo a dialogicidade como fio condutor do processo de 
ensino-aprendizagem. Porém, em grande parte das universidades valoriza-se 
elevadas cargas horárias e um rígido sistema de encadeamento de disciplinas, 
segundo dados do Ministério da Educação (MEC), em detrimento do saber 
técnico-científico das diferentes áreas de conhecimento, da cultura e do 
contexto onde acontece o ensino, desmotivando o aluno a concluir seus estudos. 
 Assim, cabe ao MEC, por meio de verbas governamentais, ampliar o sistema 
de bolsas acadêmicas e promover maior entrosamento entre as instituições 
formadoras e conselhos profissionais, a fim de que os estudantes não desistam 
de se graduar por problemas financeiros e visando a formação profissional mais 
efetiva e qualificada, sem ideias equivocadas sobre salário ou carreira. 
Retomando Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela 
tampouco a sociedade muda. 
 
 
 
Tema: A necessidade de se promover a consciência coletiva na sociedade 
contemporânea 
Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, é um livro que narra a história de 
uma epidemia de cegueira branca que se espalha por uma cidade e vai 
acometendo um por um, trazendo o caos e abalando as estruturas de uma 
sociedade civilizada. O autor nos guia para a desorganização e a superação dos 
valores mais básicos da sociedade, transformando seus personagens em animais 
egoístas na sua luta pela sobrevivência. Não distante da ficção, na sociedade 
contemporânea , percebemos que o individualismo e o egoísmo são as atitudes 
predominantes, em detrimento da consciência coletiva. 
Nesse contexto, é pertinente trazer o discurso do filósofo Immanuel Kant, no 
qual ele conceitua o imperativo categórico, este consiste em agirmos apenas 
segundo aquelas máximas que queremos que se transformem em uma lei 
universal da natureza. Portanto, se não desejamos que o egoísmo seja uma lei 
universal, não devemos ser egoístas. O individualismo gera a fragmentação 
social e consequências negativas para todos. Quando optamos pelo uso do carro, 
por exemplo, ao invés de ônibus ou metrô, estamos agindo de forma não 
solidária, gerando mais poluição e afetando negativamente a vida de todos. Faz-
se imprescindível, portanto, promover a preocupação com a coletividade. 
Outrossim, é válido ressaltar que, conforme o sociólogo Durkheim, a sociedade 
é um organismo vivo. Para ele, os integrantes desse organismo atuam como 
partes que colaboram para o funcionamento do todo, ou seja, todos direcionam 
suas ações buscando o bem geral. Além disso, infere-se que a sociedade está 
perpassada de laços de solidariedade e por isso a mesma não representa a soma 
das consciências individuais, mas sim a expressão da consciência coletiva. Logo, 
os sujeitos que agem pautados apenas pelo egoísmo e pela busca do bem 
individual comprometem o funcionamento da vida em comum. 
Com o intuito de mitigar essa problemática, cabe ao Ministério da Educação 
promover ações sistemáticas de engajamento social no âmbito educacional, 
como o incentivo ao trabalho voluntário (visitas em orfanatos e asilos, por 
exemplo), por meio de verbas governamentais, a fim de que a consciência 
coletiva seja construída desde a infância. Pois, segundo Kant, o homem não é 
nada além daquilo que a educação faz dele.