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Tema: As dificuldades do poder judiciário no Brasil 
O filósofo iluminista Montesquieu, em “O espírito das leis”, propôs a divisão do 
Estado em três poderes independentes, executivo, legislativo e judiciário, 
visando a ordem. Com isso, no início do período republicano, o Brasil 
institucionalizou a fragmentação proposta. No entanto, diversos entraves no 
judiciário, como o número limitado de funcionários, o excesso de demandas e a 
crise dos princípios morais na contemporaneidade, colocam em cheque a 
credibilidade do Estado. 
Nesse contexto, é necessário salientar que segundo relatório do Conselho 
Nacional de Justiça, o índice de produtividade dos juízes brasileiros é um dos 
maiores do mundo, acima até mesmo dos juízes europeus. Entretanto, a 
quantidade insuficiente de magistrados e servidores e o excesso de demandas e 
atribuições fazem com que os magistrados fiquem sobrecarregados, por 
conseguinte, eles não conseguem fazer o suficiente, ainda que seus 
desempenhos estejam acima dos padrões internacionais. Dessa maneira, 
entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser 
imediata. 
Ademais, é válido ressaltar que, conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é 
agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal. De maneira 
análoga, a ausência do exercício de alteridade compromete a aplicabilidade das 
leis e fere a isonomia. Isso ocorre porque, historicamente, as decisões políticas e 
judiciais sempre foram pautadas nos interesses da minoria. Dessa forma, a 
conveniência elitizada sobrepõe os valores éticos e morais, além de anular a 
afirmativa proposta na Constituição Federal de 1988: o poder emana do povo, 
contrariando a ética kantiana, pois se a falta de princípios morais se tornasse 
universal, a sociedade certamente entraria em colapso. 
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser 
tomadas. Para tanto, o Ministério da Justiça deve uniformizar o processo 
judicial eletrônico, a fim de que facilitar e agilizar o trabalho dos magistrados, 
por meio de uma reforma na infraestrutura jurídica, incrementando a 
informática no âmbito judicial. Cabe também ao executivo, a criação de órgãos 
fiscalizadores de julgamentos, que não interfiram, mas que possam alertar e 
acusar casos de falta de ética e corrupção quando necessário, visando igualdade 
judicial a todos os cidadãos. 
 
 
 
 
Tema: A violência obstétrica contra a mulher na sociedade contemporânea 
Na trilogia O Renascimento do Parto, os documentários abordam temas como 
cesárea, parto natural, violência obstétrica e desumanização da medicina. Nesse 
contexto, é crescente o número de relatos que envolvem agressões na área 
obstetrícia na atual conjuntura brasileira. Sob tal ótica, o combate à essa 
violência é imperioso e deve partir do ataque às suas causas: falta de empatia 
dos profissionais de saúde e pouco diálogo sobre o tema. 
Nesse contexto, é necessário ressaltar que a falta de empatia dos médicos e 
enfermeiros é um fator primordial que reflete nos índices de agressão. Acerca 
disso, a trilogia documental mostra inúmeros exemplos de violência obstétrica, 
como mulheres impedidas de comer ou beber água, mesmo após horas a fio de 
trabalho de parto, excessivos e dolorosos exames de toque para aferir a dilatação 
e episiotomias (corte pélvico entre vagina e ânus) realizadas sem necessidade e 
não comunicadas. Faz-se imprescindível, portanto, o combate à desumanização 
da medicina. 
Ademais, é válido salientar que devido a falta de informação muitas mulheres 
são manipuladas pelos profissionais da saúde. Por conseguinte, muitas optam 
pela cesárea em detrimento do parto natural por não saberem dos prós e contras 
de cada um, por exemplo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cesárea 
requer menos esforço de quem faz o procedimento, porém, é danoso à mulher. 
Com base nisso, é necessário que haja mais diálogo sobre gravidez, tipos de 
parto, direitos da gestante e violência contra a mulher. 
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para 
tanto, o Ministério da Saúde em parceria com a mídia, devem promover 
campanhas midiáticas em hospitais e em universidades, por meio de palestras e 
debates que deem enfoque à individualidade do paciente e à importância de 
respeitar seus direitos, deixando claro que é essencial um atendimento baseado 
na solidariedade e na empatia, com o objetivo de tornar a medicina mais 
humanizada. Além disso, também cabe a esses órgãos, por meio de propagandas 
e debates no âmbito educacional, informar e discutir sobre os direitos das 
gestantes na hora do parto, como se manifesta a violência obstétrica e quais são 
os seus possíveis efeitos, para que assim, as mulheres estejam mais cientes e 
confiantes para denunciar tais atos e que os seus infratores obtenham suas 
devidas sanções, a fim de reduzir o número de agressões na sociedade. 
 
Tema: Experimentos científicos em debate no Brasil 
No episódio "Os cães de Baskerville", da série Sherlock, produzida pela BBC, o 
detetive Sherlock investiga o assassinato cometido por um cachorro modificado 
geneticamente em uma base militar que realizava diversos experimentos 
científicos em animais secretamente. Não distante da ficção, nos dias atuais, 
animais são utilizados em laboratórios, tanto para fins médicos quanto para fins 
comerciais. Esse cenário nefasto ocorre em razão da busca por lucro a qualquer 
custo, reflexo do sistema capitalista, e também devido à negligência 
governamental. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito 
de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos dos animais. 
Nesse contexto, é necessário salientar que, no filme Planeta dos Macacos, um 
cientista procura descobrir novos medicamentos para a cura do mal de 
Alzheimer e realiza experiências em macacos, entretanto não obtém o resultado 
esperado. Segundo matéria da Superinteressante, revista de divulgação 
científica e cultura, milhões de animais são submetidos a sofrimento intenso, 
muitas vezes levando-os à morte anualmente, com poucos resultados reais para 
o progresso da ciência, como ocorre com os macacos do filme. Além disso, 
muitas cobaias são usadas para testar produtos nada essenciais, como os de 
beleza, e alimentar a indústria capitalista. Evidencia-se, portanto, que as 
escolhas morais de muitas empresas dependem dos benefícios que elas 
receberão, podendo até mesmo realizar experimentos ineficazes e dolorosos em 
prol de uma alta lucratividade. 
Além disso, a postura negligente do Governo, aliada com uma economia 
macrorreguladora, solidifica a problemática. Isso ocorre porque o poder 
governamental não criou ferramentas eficazes que retirem o animal da condição 
de objeto dentro do sistema capitalista. Essa situação é percebida no pouco 
incentivo do Estado em pesquisas que substituam os experimentos com animais 
pelo uso de máquinas ou modelos sintéticos, por exemplo. Com efeito, tal 
conjuntura pode ser analisada sob a perspectiva dos sociólogo Karl Marx. 
Segundo o autor, a superestrutura é um conjunto de instituições e normas, 
como o Estado e as leis, que mantém a ideologia social e a lógica de exploração 
funcionando. 
Com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Ciência e 
Tecnologia deve reforçar os recursos destinados à pesquisa científica brasileira, 
por meio de verbas governamentais, de modo a impulsionar o desenvolvimento 
de tecnologias alternativas, como a criação laboratorial de células e tecidos para 
este fim, bem como o uso de simulações em computador, a fim de extinguir os 
testes em animais. Além disso, o Governo Federal deve tornar mais rigoroso o 
controle de indústrias e laboratórios para garantir que realmente pararam de 
utilizar animais. 
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Tema: A relevância da assistência social no Brasil 
No livro " Mulheres, cultura e política", a ativista