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política Angela Davis 
apresenta o sofrimento da população pobre norte-americana, em sua maioria 
negra, durante o governo de Ronald Reagan, marcado pela redução das políticas 
de bem-estar social, de programas sociais ligados à alimentação, à saúde e aos 
direitos reprodutivos. Paralelamente, no Brasil a assistência social não só é 
dever do Estado, como é direito de todos os cidadãos e como fica explícito no 
livro de Davis, é essencial para os indivíduos pobres e oprimidos. 
Nesse contexto, é necessário salientar que o Estado de Bem-Estar Social, modo 
de organização no qual o Estado se encarrega da promoção social e da 
economia, se popularizou após a Crise de 1929, pois esta representou o fracasso 
do Estado Liberal. Até hoje, Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca são 
destaques na aplicação do Bem-Estar Social e são países que estão no topo do 
ranking de melhor Índice de Desenvolvimento Humano. Mas para que seja 
efetivo, é necessário que seja aplicado como investimento produtivo para 
sociedade não apenas de forma assistencialista, visando de fato reduzir a 
pobreza e a desigualdade social. 
Ademais, é necessário salientar que o governo de Getúlio Vargas, que vigorou de 
1930 a 1945, é caracterizado pela criação do Ministério do Trabalho, Previdência 
Social, dentre outros programas assistencialistas. Apesar disso, atualmente, 
segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, o Brasil está em 
segundo lugar em má distribuição de renda entre sua população. Evidencia-se, 
portanto, que não basta criar políticas públicas, é necessário também criar 
empregos, cursos técnicos, oferecer educação de qualidade para todos e investir 
nos pequenos empresários. 
Depreende-se, então, que a assistência social no Brasil é indubitavelmente 
relevante, mas não é suficiente para alcançarmos equidade social. Nesse 
sentido, o Ministério do Trabalho, por meio de verbas governamentais, deve 
promover cursos capacitação profissional em locais instalados nas regiões 
periféricas das cidades visando alcançar a população mais pobre e aumentar sua 
inserção em melhores postos de emprego, a fim de diminuir a desigualdade 
social. Além disso, o Governo Federal deve destinar mais verbas à educação, 
advindas de reajustes fiscais, com o intuito de democratizar o ingresso em 
escolas e em universidades. 
 
Tema: A importância da educação financeira para jovens na sociedade contemporânea 
Na obra cinematográfica “O menino que descobriu o vento”, produzida pela Netflix, é retratada a 
história de um garoto que tem sua vida transformada pela educação, na qual utiliza de conhecimentos 
de livros para mudar sua realidade. Fora da ficção, é perceptível que a educação tem um poder 
transformador na vida das pessoas, sendo uma ótima ferramenta, inclusive, no processo de 
planejamento financeiro do cidadão. Destarte, sabe-se que a educação financeira é muito importante 
no Brasil, tendo em vista os problemas advindos da sua ausência, tais como o aumento de indivíduos 
endividados e também a falta de gerenciamento dos gastos pessoais, sendo um problema alarmante 
para a contemporaneidade. Nessa perspectiva, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a 
fim do pleno funcionamento da sociedade. 
Nesse contexto, é fulcral pontuar que a ausência de educação financeira nas escolas deriva da baixa 
atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal 
recorrência. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da 
população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades,o resultado 
é uma sociedade endividada, que não sabe lidar com o próprio dinheiro. Desse modo, faz-se mister a 
reformulação dessa postura estatal de forma urgente. 
Outrossim, segundo o pensador Sócrates, “os erros são consequência da ignorância humana”. Por 
conseguinte, é indubitável que a falta de conhecimento sobre gerenciamento pessoal reflete 
diretamente na vida financeira do cidadão brasileiro, marcada fortemente pela ignorância acerca 
desse tipo de conhecimento. Dessa forma, é possível perceber que a educação financeira é muito 
importante para melhorar a situação dos brasileiros na atualidade como um todo. 
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade 
brasileira. Para tanto, o Governo Federal, em parceria com empresas privadas, deve desenvolver um 
projeto que leve a educação financeira aos lares brasileiros, por meio de campanhas midiáticas e 
programas de visitação em moradias por profissionais da área, como economistas e gestores. 
Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover gincanas educativas em escolas a partir dos 
primeiros anos do ensino fundamental, a fim de melhorar a situação futura do país, utilizando o 
conhecimento como agente transformador, tal como retratado na obra “O menino que descobriu o 
vento”. 
 
Tema: Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue 
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade 
perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e 
problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto 
do que o autor prega, uma vez que os homossexuais são proibidos de doar 
sangue no Brasil, dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário 
antagônico é fruto tanto do preconceito histórico da sociedade, quanto pelas 
limitações impostas pela legislação federal. Diante disso, torna-se fundamental 
a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. 
Primeiramente, é fulcral pontuar que a homofobia deriva da baixa atuação dos 
setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam 
tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável 
por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. 
Devido à falta de atuação das autoridades, comumente, a população associa 
DSTs, como Aids e Hepatite, aos homoafetivos, uma vez que, por não haver o 
risco de engravidar, julga que a maioria não usa preservativos nas relações 
sexuais. Por conseguinte, homossexuais, regularmente, são impedidos de doar 
sangue, sem que haja testes para detecção de DSTs e, com isso, ajudar a salvar 
vidas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma 
urgente. 
Ademais, é imperativo ressaltar o que a legislação brasileira, ao impedir que 
homens que tiveram relações sexuais com outros homens doem sangue pelo 
período de um ano, fomenta o preconceito já existente. De acordo com dados da 
revista “Superinteressante”, mais de 18 milhões de litros de sangue são 
desperdiçados com a restrição da parcela homossexual e bissexual. Partindo 
desse pressuposto, mesmo com o déficit de sangue nos hemocentros do país, o 
Ministério da Saúde faz restrições quanto à doação de homoafetivos. Tudo isso 
retarda a resolução do empecilho, já que as limitações impostas pela legislação 
federal contribuem para a perpetuação desse quadro deletério. 
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da 
problemática na sociedade brasileira. Portanto, é fundamental que instituições 
sociais, como ONGs, por meio de publicidades, por exemplo propagandas 
televisivas e “outdoors”, promovam a conscientização sobre a importância de 
doar sangue para a melhoria da saúde do país, com o intuito de fazer com que 
essa ação seja sempre valorizada, independente da orientação sexual do doador. 
Somado a isso, é papel do governo, por meio de leis, instituir a obrigatoriedade 
da realização de testes de detecção de DSTs, a fim de que as oportunidades de 
doação sejam democratizadas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo 
prazo, o impacto nocivo da homofobia e a coletividade alcançará a Utopia de 
More. 
Tema: Caminhos para a redução da transmissão de HIV/AIDS no Brasil 
 
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