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televisiva Sex Education, produzida pela Netflix, é retratada a história de um 
adolescente, filho de uma terapeuta sexual, que resolve montar sua própria clínica de 
saúde sexual dentro da escola para ajudar outros estudantes. Fora da ficção, é 
perceptível a importância do estabelecimento de aulas de educação sexual nas escolas, 
pois além de ter um poder transformador na vida das pessoas, é uma ótima ferramenta 
no processo de redução da transmissão de HIV no Brasil. Destarte, sabe-se que a 
persistência do surto de doenças sexualmente transmissíveis na sociedade brasileira é 
um problema muito grave. Nesse sentido, é fundamental analisar seriamente as causas 
dessa problemática, como a ignorância da população e a segurança passada pela 
diversidade e modernidade dos tratamentos. 
Primeiramente, é fulcral pontuar que segundo o pensador Jacques Bossuet "a saúde 
depende mais das precauções do que da medicação". Por isso, faz-se necessário falar 
abertamente sobre a AIDS, divulgar casos, meios de transmissão e formas de 
tratamento, a fim de prevenir a propagação da doença. Ademais, no Brasil, não é 
obrigatório a matéria de educação sexual nas escolas para os adolescentes, o que acaba 
privando muitos jovens de adquirir conhecimento sobre o assunto e os devidos 
cuidados. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura da sociedade e do 
Estado de forma urgente. 
Convém destacar, também, a segurança passada pela quantidade e qualidade dos 
tratamentos, o que, de certa maneira, tranquiliza a juventude e estimula o pouco 
cuidado com a transmissão. O fato de os avanços científicos terem proporcionado uma 
qualidade de vida maior aos indivíduos portadores do vírus ameniza os perigos da 
AIDS e, na sociedade de hoje, ofusca a cura ainda impossível. Poder conviver com a 
doença, para os jovens, é um sinal de que as consequências se tornaram comuns, o que 
banaliza uma enfermidade que é crônica, pode matar e precisa ser evitada. Como é 
retratado no livro "Você tem a vida inteira" de Lucas Rocha, receber o diagnóstico do 
HIV é muito doloroso e gera várias mudanças na vida do indivíduo, como idas 
constantes ao médico, uso de medicamentos todos os dias e uso obrigatório de 
preservativos. 
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na 
sociedade brasileira. Portanto, a mídia, grande difusora de informações, deve trabalhar 
campanhas com relação à divulgação de tratamentos e, principalmente, meios de 
transmissão do vírus durante todo o ano, por meio de propagandas televisivas e 
“outdoors”, a fim de democratizar os conhecimentos sobre a doença e ajudar a preveni-
la. Além disso, o Ministério da Educação deve implantar disciplinas de educação sexual 
nas escolas que, em seus programas, discutam a transmissão e prevenção de DSTs. 
 
Tema: A judicialização da saúde no Brasil 
Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante a todos os cidadãos 
brasileiros o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o Sistema Único 
de Saúde tem enfrentado dificuldades para atender a todos os pacientes, fato 
que fomenta a judicialização da saúde – fenômeno que ocorre quando é 
necessário reivindicar o acesso à saúde por meios processuais – e impossibilita 
que a população desfrute de seus direitos na prática. Nessa perspectiva, é 
fundamental suprir as carências do SUS e reduzir a interferência do Poder 
Judiciário nas políticas públicas de saúde. 
Nesse contexto, é necessário salientar, a princípio, que são inúmeros os 
problemas em relação à prestação de saúde no Brasil, como a escassez de 
recursos financeiros e de materiais para manter os serviços os atendimentos/ a 
assistência, atrasos no repasse de verbas públicas e nos pagamentos aos 
servidores e tempo de espera muito longo para realizar procedimentos. A título 
de comprovação/ Prova disso é que, Segundo o relatório da Organização 
Mundial da Saúde, o Brasil utiliza apenas 4% do seu PIB (produto interno 
bruto) com saúde pública. Diante disso, as deficiências e insuficiências 
preocupantes desse sistema único acabam fortalecendo o crescimento das 
demandas judiciais individuais para se obter o acesso digno à saúde. Desse 
modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal, especialmente no que 
tange à atenção mínima destinada aos setores de atendimento fundamentais ao 
povo, de forma urgente. 
Ademais, é imperativo ressaltar que utilizar o Poder Judiciário como uma 
forma de reivindicação é um direito de todos. Entretanto, de modo mais 
recorrente do que o normal, segundo o Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), 
de 2009 a 2017, o número anual de processos na primeira instância da Justiça, 
relativos à saúde no Brasil, praticamente triplicou. A maioria dos processos têm 
pedidos em relação à assistência para medicamentos e para tratamentos que 
não são disponibilizados pelo SUS e pelos planos de saúde. Evidencia-se, 
portanto, que a obrigatoriedade do Estado em ofertar serviços de saúde passou a 
constar, frequentemente, na pauta do Judiciário, revelando que, diante de uma 
omissão constante das instituições públicas, pois o cidadão vê nesse poder uma 
via para garantir seus direitos. 
Logo, com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da 
Saúde, por meio da redistribuição de/de um novo planejamento de distribuição 
de verbas governamentais, no mínimo 8% do PIB do país, deve ampliar o corpo 
clínico, os postos de atendimento e a lista de medicamentos do RENAME 
(Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), a fim de garantir o acesso à 
saúde de qualidade a todos os brasileiros. Desse modo, atenuar-se-á, em médio 
e longo prazo, o impacto nocivo do processo de judicialização da saúde. 
200 200 180* 160 200* = 940 
Tema: A judicialização da saúde no Brasil 
Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante a todos os cidadãos 
brasileiros o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o Sistema Único 
de Saúde tem enfrentado dificuldades para atender a todos os pacientes, fato 
que fomenta a judicialização da saúde, fenômeno que ocorre quando é 
necessário reivindicar o acesso à saúde por meios processuais, e impossibilita 
que a população desfrute de seus direitos na prática. Nessa perspectiva, é 
fundamental suprir as carências do SUS e reduzir a interferência do Poder 
Judiciário nas políticas públicas de saúde. 
Nesse contexto, é necessário salientar que são inúmeros os problemas em 
relação à prestação de saúde no Brasil, como a escassez de recursos financeiros 
e materiais para manter os serviços, atrasos no repasse de verbas públicas e 
pagamentos aos servidores e tempo de espera muito longo para realizar 
procedimentos. Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil 
utiliza apenas 4% do seu PIB (produto interno bruto) com saúde pública. Diante 
disso, as deficiências e insuficiências preocupantes desse sistema único 
acabam fortalecendo o crescimento das demandas judiciais individuais para se 
obter o acesso à saúde. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura 
estatal, de forma urgente. 
Ademais, é imperativo ressaltar que utilizar o Poder Judiciário como uma forma 
de reivindicação é um direito de todos. Entretanto, segundo o Insper (Instituto 
de Ensino e Pesquisa), de 2009 a 2017, o número anual de processos na 
primeira instância da Justiça, relativos à saúde no Brasil, praticamente 
triplicou. A maioria dos processos têm pedidos em relação à assistência para 
medicamentos e tratamentos que não são disponibilizados pelo SUS e pelos 
planos de saúde. Evidencia-se, portanto, que a obrigatoriedade do Estado em 
ofertar serviços de saúde passou a constar, frequentemente, na pauta do 
Judiciário, pois o cidadão vê nesse poder uma via para garantir seus direitos. 
Logo, com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Saúde, por 
meio de verbas governamentais, no mínimo 8% do PIB do país, deve ampliar o 
corpo