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APOSTILA D1 - UN 3

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informações macroeconômicas sobre os efeitos dos gastos do setor público na economia. Além disso, 
facilita o controle contábil do gasto; 
Para Burkhead, um estudioso do orçamento público, este tipo de classificação pode 
proporcionar informe acerca da contribuição do Governo à renda nacional e se essa contribuição está 
aumentando ou diminuindo. Pode indicar, também, a parcela relativa da formação de capital de uma 
nação, propiciada através do setor governamental. 
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Ela pode indicar, através da comparação de períodos fiscais, se o governo está contribuindo 
para criar pressões inflacionárias, em virtude de suas atividades aumentarem a procura ou se as atividades 
governamentais têm caráter deflacionário. 
Este tipo de classificação pode ainda informar acerca da forma pela qual o impacto das 
atividades governamentais é transmitido – se por meio de transferências ou pelo uso direto de recursos. 
Conforme a Portaria Interministerial nº 163, de 4 de maio de 2001, a classificação por natureza 
da despesa compõe-se de: 
I - categoria econômica; 
II - grupo de natureza da despesa; 
III - elemento de despesa; 
Em seu art.6º, a Portaria 163 dispõe: 
“Na lei orçamentária, a discriminação da despesa, quanto à sua natureza, far- 
se-á, no mínimo, por categoria econômica, grupo de natureza de despesa e 
modalidade de aplicação.” 
 
Note que o elemento da despesa e demais desdobramentos não constam necessariamente da 
LOA, podendo sofrer alteração durante a execução dos orçamentos sem a necessidade de processo 
legislativo. No entanto, a natureza da despesa será complementada pela informação gerencial denominada 
“modalidade de aplicação”, a qual tem por finalidade indicar se os recursos são aplicados diretamente por 
órgãos ou entidades no âmbito da mesma esfera de Governo ou por outro ente da Federação e suas 
respectivas entidades, e objetiva, precipuamente, possibilitar a eliminação da dupla contagem dos recursos 
transferidos ou descentralizados; 
Ainda segundo a Portaria: 
A categoria econômica é composta por despesas correntes50 e despesas de 
capital. Por seu turno, os grupos de natureza de despesa representam a 
agregação de elementos de despesa que apresentam as mesmas 
características quanto ao objeto de gasto. Em relação ao elemento de despesa, 
este tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como vencimentos e 
vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros 
prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e instalações, 
equipamentos e material permanente, auxílios, amortização e outros de que a 
administração pública se serve para a consecução de seus fins; 
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Os esquemas seguintes ilustram a questão das classificações quanto à natureza da despesa. 
 
 
Figura 2. Ilustração sobre a classificação orçamentária (continua) 
 
 
 
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Figura 3. Ilustrações sobre a classificação orçamentária (continua) 
 
 
 
 
 
Figura 4. Ilustração sobre a classificação orçamentária (continuação) 
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 4. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
 
 
Como se viu, por intermédio da elaboração orçamentária estima-se a receita e fixa-se a despesa 
para um determinado exercício. Depois de elaborada, consolidada, aprovada, sancionada e publicada, a 
LOA permite que os recursos nela previstos sejam aplicados com vistas ao alcance dos objetivos e metas 
definidos na fase de programação. A partir daí, começa a fase de execução dos orçamentos. 
A execução dos orçamentos requer uma série de providências de natureza orçamentária e 
financeira. Pode-se dizer que essas providências são atos de maior ou menor formalidade que ocorrem 
durante a Execução Orçamentária e Financeira. Neste tópico, serão apresentados os principais aspectos da 
Execução Orçamentária da Execução Financeira, além de seus termos de integração. 
 
4.1. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA 
Pode-se definir a Execução Orçamentária como sendo a utilização dos créditos consignados no 
orçamento. Já a execução Financeira, representa a utilização dos recursos financeiros, visando atender a 
realização das ações orçamentárias atribuídas a cada unidade. No contexto da técnica orçamentária, os 
termos Crédito e Recurso têm significados distintos. Crédito designa o lado orçamentário, representando a 
dotação ou autorização de gasto. Já Recurso, refere-se ao lado financeiro, indicando dinheiro ou saldo 
financeiro. Neste sentido, diz-se que ambas são as faces de uma mesma moeda. 
 
Créditos adicionais 
Durante a execução do orçamento, os créditos inicialmente aprovados pela LOA podem revelar- 
se insuficientes para realização dos programas de trabalho, ou pode ocorrer a necessidade da realização de 
despesa não autorizada inicialmente. Assim, a LOA poderá ser alterada no decorrer de sua execução por 
meio de créditos adicionais. Os créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou 
insuficientemente dotadas na lei do Orçamento, e apresentam-se em três espécies: especiais, 
extraordinários e suplementares. 
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Créditos especiais 
São os destinados a despesas, para as quais não haja dotação orçamentária específica, devendo 
ser autorizados por lei, sendo que sua abertura depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer 
à despesa precedida de exposição justificada. 
Os créditos especiais não poderão ter vigência além do exercício em que forem autorizados, 
salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, 
reaberto nos limites dos seus saldos, poderão viger até o término do exercício financeiro subsequente. O 
ato que abrir crédito especial indicará a importância e a classificação da despesa, até onde for possível. 
 
Créditos extraordinários 
São os destinados a despesas urgentes e imprevistas, como em caso de guerra ou calamidade 
pública, conforme art. 167 da CF/88. Serão abertos por Medida Provisória, no caso federal, e por decreto 
do Poder Executivo para os demais entes, dando imediato conhecimento deles ao Poder Legislativo. Os 
créditos extraordinários não poderão ter vigência além do exercício em que forem autorizados, salvo se o 
ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos 
nos limites dos seus saldos, poderão viger até o término do exercício financeiro subsequente. 
 
Créditos suplementares 
São os destinados a reforço de dotação orçamentária. A LOA poderá conter autorização ao 
Poder Executivo para abertura de créditos suplementares, até determinada importância ou percentual, 
sem a necessidade de submissão do crédito ao Poder Legislativo. Os créditos suplementares terão vigência 
adstrita ao exercício em que forem abertos. O ato que abrir crédito suplementar indicará a importância e a 
classificação da despesa, até onde for possível. 
 
4.2. ESTÁGIOS DA DESPESA 
Após o recebimento do crédito orçamentário, as UGs estão em condições de efetuar a 
realização da despesa, que obedece aos seguintes estágios: planejamento, empenho, liquidação e 
pagamento (este último está vinculado à execução financeira). 
O empenho é o primeiro estágio da despesa e precede sua realização, estando restrito ao limite 
do crédito orçamentário. A formalização do empenho dá-se com a emissão da Nota de Empenho - NE, 
comprometendo dessa forma os créditos orçamentários e tornando-os indisponíveis para nova utilização. 
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O SIAFI dispõe, ainda, da figura do pré-empenho, que permite reservar parte do crédito 
orçamentário a ser utilizado após a conclusão do processo licitatório, quando for o caso. 
A liquidação é o estágio que consiste na verificação do direito adquirido pelo credor com base 
nos títulos e documentos devidamente atestados, que comprovem a entrega do material ou a prestação do 
serviço. A formalização da liquidação dá-se com a emissão da Nota de Lançamento - NL. 
 
4.3. EXECUÇÃO FINANCEIRA 
A execução financeira representa

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