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Estudos Disciplinares VI - Slides de Aula II

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um canal para desenvolver as propostas do negócio, quanto 
uma ferramenta para gerar transformação social.
 Com a infinidade de informações disponibilizadas gratuitamente pelo governo e por 
instituições mundiais como a ONU, o empreendedor pode identificar problemas locais, 
desenvolver soluções e novos modelos de negócio.
Novas tecnologias no empreendedorismo social
 Em 2017, por exemplo, foi divulgado pela UNAids (ONU) que o Brasil registrou um aumento 
de 3% no número de casos de AIDS entre 2010 e 2016, sendo que o combate a AIDS, assim 
como da malária e outras doenças, é um dos oito objetivos do milênio.
 Empreendedores sociais podem desenvolver diferentes soluções para o problema, atuando 
tanto na prevenção quanto no apoio aos pacientes, com o uso de tecnologias, como 
aplicativos ou plataformas online.
 Uma ferramenta desse tipo poderia auxiliar os soropositivos 
com dados, informações e mecanismos para o controle da 
medicação e uma rede de apoio digital. 
Novas tecnologias no empreendedorismo social
 O tipo de negócio seria capaz de obter recursos com materiais específicos e reverter parte 
dos lucros para campanhas de prevenção ou casas de tratamento populares para crianças 
e jovens em situação de vulnerabilidade e abandono.
 Essa é mais uma ideia de produto que é capaz de gerar impacto tanto para o usuário 
da ferramenta, quanto para a organização que viesse a receber os recursos destinados 
pela empresa. 
 Tal mecanismo não precisa ser desenvolvido apenas por 
grandes empreendimentos de tecnologia, mas por qualquer 
pessoa que se identifique com esse ou outros problemas 
de saúde, educação, meio ambiente, segurança etc.
Novas tecnologias no empreendedorismo social
 A empatia é a principal característica dos empreendedores sociais que buscam conhecer 
o público ou a causa que desejam atender, percebendo seus impasses e suas dificuldades. 
 Não é possível desenvolver empatia apenas com números e relatórios. Para isso é essencial 
ouvir e conversar com potenciais clientes, colocando-se no lugar de quem realmente convive 
com a situação, seja a falta de alimentos, questões de segurança, convívio com o lixo ou a 
dificuldade de acesso à cultura.
Empatia
 Nem só de propósitos e tecnologias vivem os negócios de empreendedorismo social.
A sustentabilidade e a continuidade dos negócios de impacto dependem de inúmeros fatores 
além de sonhos e objetivos socioambientais. Mesmo não sendo a principal meta para os 
empreendedores do segmento, o controle e o retorno financeiro do negócio é que irão 
possibilitar a remuneração dos colaboradores, o pagamento das despesas e a realização 
de novos investimentos.
 Vale destacar que essa modalidade de empreendedorismo não deve ser confundida 
com o trabalhado realizado por organizações não governamentais sem fins lucrativos.
A busca por equilíbrio financeiro
 Na verdade, o faturamento e o equilíbrio financeiro são fundamentais para o 
desenvolvimento e o crescimento das empresas sociais que não buscam patrocínios ou 
subvenções. Em 2017, o 1º Mapa Brasileiro de Negócios de Impacto Socioambiental listou 
579 empreendimentos que atuam nas áreas de educação, tecnologias verdes, cidadania, 
cidades, saúde e finanças. A pesquisa indicou que em 2016: 
 35% não tiveram faturamento;
 31% obtiveram lucro de até R$ 100 mil;
 13% entre R$ 101 mil e R$ 500 mil;
 6% entre R$ 501 mil e R$ 1 milhão;
 5% entre R$ 1,1 milhão e R$ 2 milhões;
 7% acima de R$ 2,1 milhões;
 3% não sabem ou não responderam.
A busca por equilíbrio financeiro
 Para conseguir o capital inicial para abrir uma empresa, muitos empreendedores lançam 
campanhas de financiamento coletivo, buscam investidores, incubadoras de projetos ou 
instituições financeiras. 
 Ao conseguir parte ou total do capital inicial, é necessário apresentar a ideia do negócio 
(escopo), destacando o impacto social esperado e como ocorrerá o retorno financeiro. 
A busca por equilíbrio financeiro
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/papel-neg%C3%B3
cios-realiza%C3%A7%C3%A3o-ar-3253352/
 Nesse processo, é imprescindível desenvolver um plano de negócios e preparar 
um pitch (esse termo surgiu em Hollywood quando investidores e executivos tinham 
pouco tempo para ler os roteiros completos dos filmes, e os produtores tinham de 
resumir a história, a ponto de que pudesse ser contada durante o trajeto no elevador) 
que expresse os objetivos e as soluções da empresa, contemplando também a maneira 
que o negócio irá trazer lucro para os empreendedores. 
A busca por equilíbrio financeiro
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/escrit%C3%
B3rio-neg%C3%B3cios-papelada-3295556/
 Com os recursos em mãos, os profissionais 
devem buscar capacitação para administrar 
corretamente as finanças, não transformando o 
sonho de trabalhar por algo que realmente 
acreditam em pesadelo. 
A busca por equilíbrio financeiro
Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/apresenta%
C3%A7%C3%A3o-estat%C3%ADstica-menino-1454403/
Fonte: https://blog.sebrae-sc.com.br/empreendedorismo-
social/. Acesso em 18 set. 2019.
No que tange à diferença entre empreendedorismo social e clássico, há uma distinção entre 
as empresas tradicionais e os negócios sociais, isso porque enquanto muitas organizações 
adotam práticas internas para redução do impacto ambiental, os empreendedores sociais vão 
desenvolver produtos e serviços específicos para resolver problemas ambientais. A seguir há 
exemplos de negócios sociais, exceto:
a) Lojas de reciclagem.
b) Moda sustentável.
c) Indústrias limpas.
d) Lanchonetes gourmet.
e) Logística reversa.
Interatividade
No que tange à diferença entre empreendedorismo social e clássico, há uma distinção entre 
as empresas tradicionais e os negócios sociais, isso porque enquanto muitas organizações 
adotam práticas internas para redução do impacto ambiental, os empreendedores sociais vão 
desenvolver produtos e serviços específicos para resolver problemas ambientais. A seguir há 
exemplos de negócios sociais, exceto:
a) Lojas de reciclagem.
b) Moda sustentável.
c) Indústrias limpas.
d) Lanchonetes gourmet.
e) Logística reversa.
Resposta
 Marketing social é uma modalidade de ação mercadológica institucional que tem como 
objetivo principal atenuar ou eliminar os problemas sociais, as carências da sociedade 
relacionadas principalmente às questões de higiene e saúde pública, de trabalho, educação, 
habitação, transportes e nutrição (VAZ, 1995, p. 280).
Marketing social
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/aperto-de-m%C3%A3o-m%C3%A3os-3382503/
 Os programas baseados no marketing social são trabalhos cuidadosos de pesquisa, que 
procuram encontrar a raiz do problema social, identificando-se os focos de resistência a uma 
mudança (comportamental) e, então, definindo um planejamento de apresentação das ideias, 
de formulação das propostas e de preparação da estrutura necessária para dar sustentação 
à campanha (VAZ, 1995).
Marketing social
Fonte: https:/pixabay.com/pt/photos/internet-conte
%C3%BA/do-portal-pesquisa-315132/
 Segundo Kozel Júnior (1997), o marketing social cria e administra todo o processo, 
cujas ações e resultados passam a construir valores que se agregam aos produtos. 
O assistencialismo, mesmo se efetuado de forma sistemática, pouco agrega ao conceito 
da empresa, pois ela não gerencia nem detém a autoria e o controle do processo.
 Kozel Júnior vê o marketing social sob outra ótica, ou seja, na construção do valor agregado 
ao produto. Quanto ao assistencialismo, ele acredita que o marketing social não agrega 
muita coisa ao conceito da empresa.
Marketing social
Pelo exposto, fica claro que todos os autores concordam que o marketing social:
 Trata-se de uma administração de ações com base no marketing e com um foco na 
promoção de uma causa que gere mudanças comportamentais.
 É realizado para tratar um problema ou uma causa social. 
 É feito por organizações

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