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Endócrino - Hipotálamo e Hipófise

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POR: AMANDA CALFA
PARTE: 02
COD: AMANDA6995
ENDOCRINOFISIOLOGIA 
Hipotálamo e Hipófise 
 
 Descrição da Hipófise e Hipotálamo 
Duas estruturas muito importantes vão reger todo o fenômeno de produção hormonal: adeno e 
neurohipófise, que formam a hipófise. Elas estão localizadas na base do Sistema Nervoso Central, mais 
especificamente na sela túrcica ou turca, encontrada no assoalho do osso esfenoide. A partir da hipófise 
observa-se uma estrutura pedicular, chamada pedúnculo neurohipofisário, que liga a hipófise com a 
estrutura superior denominada hipotálamo. 
Além do hipotálamo, existe uma estrutura vizinha próxima ao hipotálamo, o quiasma óptico. 
 
 Aplicação Clínica 
Em situações de neoplasia na região da hipófise ou hipotalâmica, o quiasma óptico pode ser 
comprometido e gerar a diminuição da visão, principalmente quando ocorre crescimento (invaginação de 
células neoplásicas de uma região para outra). Interferências no quiasma óptico podem causar: 
 Anopsia (perca total de visão); 
 Quadrantanopsia (perca parcial da visão); 
 Hemianopsia (cegueira para metade do campo visual em um ou ambos os olhos). 
 
 Embriologia da Hipófise 
A estrutura hipofisária começa a ser desenvolvida por volta da 4ª semana da gestação. A adeno-
hipófise provém de uma região diferente da neuro-hipófise. A neuro-hipófise, portanto, é proveniente de 
células localizadas na região do 3° ventrículo (células neurais), enquanto que a adeno-hipófise parte de 
uma pequena bolsa do epitélio faríngeo, chamado de bolsa de Rathke. 
A partir da 8ª semana da gestação, já se observa as duas regiões hipofisárias (neuro-hipófise e adeno-
hipófise) bem delimitadas. Na 20ª semana, já se têm as duas estruturas mais organizadas e abrigadas na 
região da concavidade da sela túrcica, ficando nessa região até o nascimento, quando então passa a 
realizar suas funções. 
 
 Compartimentalização 
Adenohipófise: 
 Superior 
 Intermediária (pouco desenvolvida em humanos) 
 Distal (maior parte) 
Neurohipófise: 
 Eminência Mediana 
 Tronco Fucular 
 Processo Fucular (maior parte) 
 
 Hipotálamo 
O hipotálamo é determinante para o funcionamento da hipófise. Adjacente ao hipotálamo, 
encontram-se diversas estruturas, sendo elas responsáveis por enviar mensagens para o hipotálamo que, 
ao receber essas mensagens, retransmite para estruturas vizinhas. Além disso, o hipotálamo recebe 
diversas informações da periferia, como pressão arterial, frequência respiratória, quais hormônios estão 
circulando na periferia. Portanto, o hipotálamo é visto como uma região de transmissão recognitiva de 
mensagens (ele tanto recebe mensagem como envia mensagem). 
O hipotálamo é formado por diversos núcleos, chamados de núcleos hipotalâmicos, presentes na 
região anterior e posterior. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bolsa_de_Rathke
OBS: nesta aula será evidenciado dois núcleos da região anterior: o núcleo paraventricular e o núcleo 
supraóptico. Eles vão realizar a produção de dois hormônios muito importantes, o ADH (antidiurético) e a 
ocitocina. 
Os núcleos hipotalâmicos são muito próximos. Essa união, essa relação de motilidade, faz com que 
quando um núcleo seja ativado, o outro vizinho também seja, e assim produzam os seus hormônios. 
Consequentemente, mais de um hormônio é lançado na corrente sanguínea. 
 Fluxo Portal Hipotalâmico-Hipofisário 
O grande elo entre o hipotálamo e a hipófise é uma região chamada de eminência mediana. Nessa 
região há um grande eixo de ligação entre a região hipotalâmica e a hipófise. Na eminência mediana 
podem se destacar 3 camadas diferentes: 
 Camada ependimal; 
 Camada fibrosa, que é a camada interna; 
 Camada paliçada, que é a camada externa. 
 
A irrigação é complexa; a hipófise posterior é irrigada pela artéria hipofisária inferior, ao passo que a 
porção superior, de ligação ao hipotálamo, é irrigada pela hipofisária superior. A artéria hipofisária superior 
divide-se numa rede capilar, no pedículo de ligação ao hipotálamo, que drena, pelas veias portais longas, 
que levam o sangue até à adeno-hipófise. A adeno-hipófise recebe, também, sangue através das veias 
portais curtas, oriundas dos plexos capilares da artéria hipofisária inferior (na neuro-hipófise). No final, o 
sangue é drenado para o sistema venoso dural. 
A adeno-hipófise não recebe uma 
perfusão arterial direta, os seus leitos capilares 
são segundos leitos e, adicionalmente, 
encontra-se no exterior da barreira hemato-
encefálica, o que a torna muito acessível à ação 
reguladora de uma grande diversidade de 
substâncias. As inter-relações que se 
estabelecem entre a adeno-hipófise e as 
glândulas endócrinas periféricas são exemplos 
elegantes da regulação por feedback. 
 Neurohipófise 
Nos núcleos paraventricular e supra óptico existem vários neurônios. Esses neurônios serão os 
grandes responsáveis pela produção de ADH e ocitocina. Depois desses hormônios serem produzidos nos 
núcleos, descerão pelos longos axônios e chegarão na hipófise posterior. Ao chegarem, cairão na circulação 
local ou serão armazenados nos botões (pequenas expansões formadas no final do axônio). 
 Não consegue fabricar os seus hormônios, apenas armazena os hormônios produzidos na região 
hipotalâmica; 
 Esse hormônios são o ADH e a ocitocina; 
 Ponto de regulação fisiológica importantíssimo. 
 
RESPOSTA: a secreção permanece um pequeno tempo no botão sináptico antes de ser liberada, 
então consequentemente ela fica armazenada. É necessária a entrada de cálcio para liberar o hormônio, 
porque esse hormônio vem do hipotálamo ligado a uma proteína chamada neurofisina: ela se liga tanto à 
ocitocina (neurofisina 1) quanto ao ADH (neurofisina 2). Assim que ela chega à região do botão, nem 
sempre se desprende logo do hormônio para que ele possa cair na circulação, então ele passa um período 
armazenado. 
OBS: esse tipo de comunicação é neurohormonal, pois os neurônios estão secretando uma substância 
(neurohormônio) que cai na corrente sanguínea. 
 Adenohipófise 
 Consegue fabricar seus próprios hormônios; 
 Só consegue lançar seus hormônios na corrente sanguínea se chegarem hormônios específicos 
provenientes do hipotálamo  são chamados de hormônios hipotalâmicos de liberação ou hormônios 
hipotalâmicos de inibição. Logo, toda vez que o hormônio hipotalâmico de liberação chega à 
adenohipófise, ele terá a missão de liberar algum hormônio que ela está produzindo. Os hormônios 
hipotalâmicos de inibição tem função oposta, ou seja, de inibir a liberação dos hormônios produzidos na 
adenohipófise; 
 Esses dois tipos de hormônios são formados pelos núcleos da região médio-lateral do hipotálamo. 
Uma vez produzidos, esses hormônios hipotalâmicos serão direcionados, através do fluxo portal, até a 
região da adenohipófise. 
 
 Principais Hormônios Hipotalâmicos 
 GHRH: hormônio liberador do hormônio de crescimento, somatoliberina 
 GnRH: hormônio liberador das gonadotrofinas (as gonadotrofinas são FSH e LH) 
 TRH: hormônio liberador da tireotrofina 
 TIH: hormônio inibidor da prolactina 
 CRH: hormônio liberador da corticotrofina 
 
 Principais Hormônios Hipofisários 
 GH (hormônio do crescimento/somatotrofina) 
 GnH (gonadotrofina/hormônio gonadotrófico) 
 TSH (hormônio estimulante da tireoide/tireoestimulante) 
 PRL (prolactina) 
 ACTH (adrenocorticotrofina) 
Existem células especificas na adenohipófise responsáveis pela fabricação de cada um desses 
hormônios: 
TIPO DE CÉLULAS HORMÔNIO 
CORTICOTRÓFICAS ACTH 
TIREOTRÓFICAS TSH 
GONADOTRÓFICAS FSH e LH 
LACTOTRÓFICAS Prolactina 
SOMATOTRÓFICAS GH 
 
OBS: a maior parte das células são somatotróficas, chegando a quase 40-50%. Em segundo as células 
corticotróficas. 
 
 
 Hormônios 
 Definição: substância que, quando secretada, cai na corrente sanguínea. Sua composição química 
é de aminoácidos ou colesterol. Atuam em células que possuem o receptor