A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
Endócrino - Hipotálamo e Hipófise

Pré-visualização | Página 4 de 5

mas vai continuar 
sendo produzido. A importância da produção contínua do GH é porque ele não só faz com que a ocorra um 
crescimento do corpo, mas também regula a produção desses elementos energéticos corporais. 
Fatores catabólicos estimulam o GH. 
 
 
 
 Feedback Negativo 
Uma vez que o GH e o IGF1 foram produzidos, eles irão inibir o excesso de GH e IGF1. 
O GH e o IGF podem promover uma inibição através de uma alça inibitória que é chamada de alça 
curta, na qual esses hormônios inibem a própria adenohipofise de liberar GH (isso é chamado de inibição 
curta). E essa inibição também pode ser dada através de uma alça intermediária, onde o GH e o IGF1 
podem realizar uma inibição direta - eles vão inibir a liberação de GHRH, inibindo o GH. Ou através de uma 
alça de inibição longa que é indireta - vão estimular a fabricação do GHIH, que causa a inibição do 
hormônio de crescimento. 
OBS: O GH também aumenta o IGFBP (proteína de ligação do IGF). 
 
 Excesso de GH 
Muitas vezes, o hormônio do crescimento (GH) estará alterado, resultando em diversas síndromes, 
gerando o aumento do tamanho estatural ou a diminuição do tamanho estatural. O maior homem que já 
viveu atingiu 2,72m de altura, trazendo diversas consequências, como a dificuldade para retorno venoso, 
para o bombeamento de sangue para periferia, sem contar na tensão gerada nas articulações e ossos. 
Dessa forma, quando se fala no excesso de GH, podem ocorrer duas coisas: 
 gigantismo hipofisário, que ocorre antes do fechamento das epífises; 
 acromegalia, quando essas alterações ocorrem depois do fechamento das epífises, já na fase 
adulta. As causas podem ser diversas; a mais comum, adenomas hipofisarios, crescimento de tumores na 
hipófise, que vão resultar em aumento do esqueleto e também dos resíduos circulantes. Então o indivíduo 
não vai crescer em estatura, então o que vai crescer são as extremidades ósseas da face, a mandíbula e o 
osso frontal, que ficam bastante protraídos e proeminentes; as mãos vão se tornar bem globulosas 
formando dedos em salsicha. E muitas vezes consegue-se observar essas alterações através de fotos do 
paciente, desde pequeno até a fase em que ele chega no consultório. 
 
 Deficiência de GH 
Caracterizada pelo estado de nanismo. Pode ser classificada como idiopática (quando se desconhece 
a causa) ou hipotalâmica, provocado pela deficiência de IGF1, muitas vezes retardo mental, e uma das 
causas pode ser por mutações ou irradiação. 
As características de um individuo que possui deficiência de hormônio do crescimento são: 
 diminuição da velocidade do crescimento; 
 baixa estatura proporcional; 
 braços e mãos proporcionais (a princípio não se reconhece que a pessoa possui deficiência de 
hormônio do crescimento, principalmente se está na adolescência ou na fase adulta, porque é tudo bem 
proporcional e ela não tem o rosto de pessoa velha); 
 idade óssea atrasada; 
 voz fina; 
 pés e cabelos finos; 
 maxilares pequenos; 
 hipoglicemia; 
 micropênis. 
OBS: hormônio de crescimento não é administrado em cápsulas, mas através de injeção. 
 
 Hormônio Antidiurético (ADH) 
O ADH (antidiurético) é produzido nos núcleos paraventricular e supra-óptico e lançado na região da 
neurohipófise. Após cair na circulação, esses hormônios procuram suas células-alvo — os túbulos renais — 
sendo responsáveis pelo aumento da reabsorção de água. Logo, o fator desencadeador do processo de 
liberação do ADH é o aumento da osmolaridade do sangue, o que ativará a ação do hipotálamo. Uma vez 
que abaixa a osmolaridade sanguínea e a quantidade de água é restaurada, o hormônio antidiurético é 
inibido. 
 
 Regulação no Hipotálamo 
Pequenos osmorreceptores (estruturas que identificam regulações osmóticas) lançam axônios até as 
regiões dos núcleos paraventriculares e supra-óptico. Dessa forma, sempre que houver aumento da 
osmolaridade, esses osmorreceptores serão ativados e, consequentemente, ativarão os núcleos citados 
acima, levando, então, à liberação de ADH. 
 
 Ação nos Túbulos Renais 
Para que a substância seja reabsorvida, ela tem que passar do lúmen do túbulo para um capilar (para 
o sangue). 
A parede do túbulo contorcido proximal possui duas regiões: uma parede celular voltada para o 
lúmen tubular e outra voltada para o capilar. 
O ADH chega através dos capilares, sai do capilar, vai para a parede celular voltada para o capilar, 
onde encontrará o receptor para ADH. Ao se ligar, ele aciona uma cascata de sinalização, fazendo com que 
sejam produzidas proteínas que irão se organizar para formar aquaporinas. As aquaporinas são 
responsáveis por transportar a água. 
Tem-se, portanto, a formação das aquaporinas 3 e 4 na membrana voltada para o sangue e a 
formação da aquaporina 2 na membrana voltada para o lúmen. Dessa forma, a água que chega no filtrado 
começa a entrar na célula e a ser reabsorvida. Com o ADH a água começa a ser absorvida nos seguimentos 
distais. 
Quando a pressão arterial 
diminui, há uma diminuição da 
pressão nas câmaras atriais; essa 
diminuição também estimula, via 
hipotalâmica, a produção de ADH, 
que ao ser liberado, vai aumentar a 
reabsorção nos túbulos renais. 
Quando a pressão atrial aumenta, 
inibe-se o ADH e também o 
mecanismo de sede, pois quando a 
pressão está baixa, aumenta-se a sede para que, ao se tomar água, aumente a volemia do sistema. 
O ADH também pode ser chamado de “arginina vasopressora”, ou apenas “vasopressor”, porque 
quando o indivíduo está perdendo sangue, há hipovolemia; as câmaras cardíacas detectam essa perda pela 
queda na pressão exercida pelo sangue nas paredes atriais, o menor distendimento das paredes atriais 
estimula a hipófise a liberar o ADH. O ADH na corrente sanguínea vai se ligar a receptores do tipo “V1”, 
causando vasoconstrição e elevando a pressão. 
 
 Hormônio Ocitocina 
A ocitocina também é um hormônio peptídico, possui nove aminoácidos e, como hormônio 
peptídico, também vai atuar via proteína G e a principal função é agir no útero e na mama. 
 
 Ação no Útero 
Quando o bebê está próximo do nascimento, se posiciona em direção ao canal do parto. A pressão 
exercida por sua cabeça aciona receptores para estiramento que enviam informação para a região 
hipotalâmica; imediatamente o hipotálamo libera ocitocina. 
Ao cair na circulação, a ocitocina vai até a musculatura lisa uterina e permite sua contração, 
empurrando mais ainda a cabeça do bebê no canal do parto e estirando o canal do parto, 
consequentemente formando um feedback positivo. 
No início o estrogênio terá uma participação muito importante, pois ele induz a formação dos 
receptores de ocitocina. Nada adianta ter ocitocina se não tiver os receptores. 
Além de mediar a contração uterina, a ocitocina media a formação de prostaglandinas que auxiliam 
no processo de contração uterina. 
 
 Ação na Mama 
O movimento de sucção mamária feito pelo bebê aciona as células mioepiteliais que, por meio da 
“fiação nervosa”, leva a informação para o hipotálamo, fazendo 
que o hipotálamo libere ocitocina e este hormônio se dirija até a 
mama. 
O estrogênio estimula a formação dos receptores de ocitocina 
na gestação. 
 
 Hormônio Prolactina 
Estimula a produção de leite. 
Na glândula mamária totalmente formada nós encontramos: 
 alvéolos mamários; 
 ductos alveolares; 
 ductos lactíferos. 
Na mama encontram-se diversos lobos, formando a estrutura mamária como um todo. Em cada lobo 
encontram-se diversos alvéolos; e percebe-se que os alvéolos são formados por glândulas alveolares ou 
glândulas acinares, as grandes responsáveis pela produção de leite. Cada conjunto de células presentes 
nesses alvéolos que formam os lobos é responsável pela produção de leite. 
Para que a mama atinja a capacidade de produção de leite, esses ductos e esses alvéolos terão que se 
desenvolver. Quando a menina está na pré-adolescência, os ductos estão atróficos.