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Psicologia Juridica 4

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PSICOLOGIA JURÍDICA
ATUAÇÃO E RESPONSABILIDADES DO 
PSICÓLOGO JURÍDICO NAS VARAS DE 
FAMÍLIA E DA INFÂNCIA E JUVENTUDE
Paulo Roberto de Souza Junior
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Olá!
Você está na unidade Atuação e responsabilidades do psicólogo jurídico nas Varas de Família e da Infância
. Conheça aqui a função do psicólogo dentro de uma demanda pré-processual ou processual,e Juventude
acompanhamento, entrevista, mediação (caso tenha condições) e parecer, dentro das questões de família e da
infância e adolescência.
Analise as implicações legais na atuação de um psicólogo jurídico e as possíveis sanções: administrativa; punição
pelo Conselho Federal de Psicologia; e, caso seja concursado, processo administrativo disciplinar; penal (crime
praticado); e cível (responsabilidade civil e danos morais).
Bons estudos!
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1 Atuação do psicólogo e o CNJ
A regulação da vida humana em sociedade é realizada pelo direito objetivo, em que regras sociais definem a
 de pessoas com a finalidade de garantir a paz social.conduta
Nesse campo de atuação, a atividade do psicológico é de suma importância, já que poderá atuar nas fases pré-
processual, processual, e nas questões ligadas à cidadania dentro dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos
e Cidadania – CEJUSCs, criados pela Resolução CNJ n. 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça, como
mencionado do art.10 (CNJ, 2010):
Art. 10. Cada unidade dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania deverá
obrigatoriamente abranger setor de solução de conflitos pré-processual, de solução de conflitos
processual e de cidadania.
Os CEJUSCs são unidades do Poder Judiciário às quais compete, preferencialmente:
A realização das sessões e audiências de conciliação e de mediação a cargo de conciliadores e mediadores.
O atendimento e a orientação aos cidadãos que possuem dúvidas e questões jurídicas (CNJ, 2010).
Devem possuir, também, ao menos um servidor com , capacitado em métodos consensuaisdedicação exclusiva
de solução de conflitos, para triagem e encaminhamento adequado de casos (CNJ, 2010).
Esse profissional também deverá atuar diretamente dentro das em curso (processos dedemandas judiciais
divórcio, guarda de filhos, alienação parental e alegações de abuso sexual, por exemplo) através de técnicas que
compõem a avaliação do comportamento do ser humano.
Todavia, poderá estar impedido ou suspeito em determinada demanda judicial devido a interesses na causa,
conforme reza o Código de Processo Civil. Esse impedimento é a arguição definitiva, a qual proíbe o perito de
atuar no processo; já, a suspeição é uma causa temporária, devido a motivos previstos em lei.
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1.1 A função do laudo ou parecer do psicólogo jurídico e suas etapas
O objetivo básico do serviço de Psicologia é o de elaborar um esboço o mais fidedigno possível acerca da situação
das pessoas envolvidas, definido através de um laudo fundamentado dotado de decaracterísticas psicológicas
cada caso, onde serão observadas situações (relação de pessoas e bens) e fatos (ocorrência de situações) visando
o respeito à sua dignidade.
Denise Maria Perissini da Silva (2016) coloca que não há uma uniformidade quanto ao termo do documento
escrito apresentado aos autos:
[...] pode ser laudo, relatório, parecer (no caso das Varas da Infância e da Juventude). O importante
aqui é que o laudo deve responder ao questionamento do juiz. Contudo, a Resolução CFP nº 07/2003
(que substituiu a Resolução CFP nº 17/2002) institui o Manual de Elaboração de Documentos
produzidos pelo psicólogo, a partir de avaliações psicológicas. Nesse Manual, estão definidos os
conceitos de laudo, os critérios éticos e técnicos para sua apresentação, e até mesmo um modelo
obrigatório desse documento para ser juntado aos autos (SILVA, 2016, p. 330).
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2 Os documentos expedidos pelos psicológicos: Resolução 
do CFP nº 6, de 29 de março de 2019
A Resolução do CFP nº 6, de 29 de março de 2019, a qual institui regras para a elaboração de documentos
escritos produzidos pela(o) psicóloga(o) no exercício profissional e revoga a Resolução CFP nº 15/1996, a
Resolução CFP nº 07/2003 e a Resolução CFP nº 04/2019, define os documentos a serem expedidos pelos
psicólogos: Declaração; Atestado Psicológico; Relatório (Psicológico; Multiprofissional); Laudo Psicológico;
Parecer Psicológico.
Clique nas abas abaixo para conhecê-los.
Declaração
A declaração é um documento que responde a questões especificas, como: dias e horários
em que o paciente foi atendido.
Atestado
psicológico
O atestado advém do processo de avaliação psicológica e define situações ou condições do
estado psicológico do paciente.
Laudo e
relatório
psicológico
O laudo se diferencia do relatório psicológico. O primeiro nasce de um processo de
avaliação psicológica oriundo de uma demanda específica; já o segundo (art. 11) não
envolve o referido processo de avaliação.
O referido laudo deverá possuir as seguintes etapas: identificação; descrição da demanda;
procedimento; análise; e a conclusão.
Parecer
psicológico
O parecer psicológico é um documento que contém a visão do parecerista, devidamente
fundamentada de determinada demanda apresentada. Este não advém de uma avaliação
ou intervenção realizada pelo subscritor do documento.
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3 O psicólogo jurídico e sua atuação dentro do direito de 
família
O psicólogo jurídico tem como missão existentes entre as famílias quetrabalhar os conflitos familiares
poderão estarem juntas ou não, observando o lado comportamental das partes envolvidas.
Deverá utilizar seu olhar clínico para entender as diversas situações ocorridas e garantir uma vida digna entre as
pessoas que estão litigando ou em situação de.
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3.1 A família: ontem e hoje
A família tradicional, constituída de duas pessoas heterossexuais – um homem e uma mulher – unidos com a
finalidade de procriação, perdeu espaço para a , unida através do afeto, troca de amparofamília contemporânea
e responsabilidade, que por vezes, não é constituída por laços sanguíneos.
Sérgio Resende de Barros (2002) ressalta que o afeto é "[...] especial, representado pelo sentimento de duas
pessoas que se afeiçoam pelo convívio diuturno, em virtude de uma origem comum ou em razão de um destino
comum, que conjuga suas vidas tão intimamente, que as torna cônjuges quanto aos meios e aos fins de sua
afeição, até mesmo gerando efeitos patrimoniais" (BARROS, 2002, p. 8).
Assim, há um novo perfil da família diferentemente do que se previa no Texto Constitucional, que são as
chamadas famílias plurais, cujo modelo diverge dos descritos abaixo. Clique para ver.
• Casamento
 A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.Art. 226.
 O casamento é civil e gratuito a celebração (BRASIL, 1988).§ 1º
• União estável
 A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.Art. 226.
 Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como§ 3º
entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento (BRASIL, 1988).
• Família monoparental, representada pela comunidade formada por qualquer qualquer um dos pais com
seus descendentes
 A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.Art. 226.
§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus
descendentes (BRASIL, 1988).
• União homoafetiva como entidade familiar
Resolução CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – CNJ nº 175, de 14.05.2013 – D.J.: 15.05.2013.
Dispõe sobre a habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em
casamento, entre pessoas de mesmo sexo.
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Essa Resolução fundamenta-se “nos acórdãos prolatados em julgamento da ADPF 132/RJ e da ADI 4277/DF”,
pelos quais o Supremo Tribunal Federal “reconheceu a inconstitucionalidade de distinção de tratamento legal às
uniões estáveis constituídas por pessoas de mesmo sexo”, e no “julgamento do RESP 1.183.378/RS”, pelo qual o
Superior Tribunal de Justiça

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