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Doenças exantemáticas II Pediatria Profº Luciano

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Doenças exantemáticas II Pediatria
Profº Luciano
Sarampo
· Existem países que ainda apresentam sarampo, logo, temos que tomar cuidado com história de hospedagem de pessoas de outros países e viagens internacionais.
· Tem como característica as manchas de Koplik, mas aparece e desaparece muito rápido.
· Doença exantemática, altamente contagiosa, viral, que compromete vários órgãos.
· Atualmente, é motivo de preocupação das autoridades de saúde, já que os casos estão aumentando.
· Agente etiológico: Paramixovírus.
· Transmissão: Gotículas de secreção respiratória ou partículas de aerossol.
· Inicia-se 4 dias antes do exantema e vai até 4-6 dias após seu início.
· Imunodeprimidos podem eliminar o vírus durante toda a doença. 
· Acomete mais pré-escolares.
· Rara até os 6 meses de idade por conta da imunidade materna, que zera até 1 ano (quando se faz a primeira dose da vacina).
· Tem período de incubação de 10-14 dias.
· A imunidade adquirida é permanente.
· Evolui em 3 fases: Prodrômica; Exantemática; de Convalescença.
· Fase prodrômica (2-4 dias): Conseguimos nos aproximar do diagnóstico por ela.
· Febre alta e progressiva até o início do exantema.
· Depois que ela passa (geralmente ocorre quando o exantema surge), não tende a voltar, se voltar indica complicações.
· Tosse intensa, persistente e irritativa.
· Existe conjuntivite não purulenta que leva a fotofobia.
· Coriza mucopurulenta, espessa e amarelada.
· Não existe sarampo sem a existência dessa fase.
· As manchas de Koplik surgem de 1-4 dias antes do exantema.
· Aparecem nas faces internas das bochechas.
· Apresenta linfadenopatia cervical e occipital.
· Manchas de Koplik na parte interna da bochecha.
· Fase exantemática (média de 5 dias): Tem como característica principal o exantema maculopapular eritematoso (morbiliforme).
· Distribui-se de forma craniocaudal, iniciando na cabeça, indo para tronco e extremidades.
· Pode acometer regiões palmoplantares.
· Exantemas disseminados pelo corpo.
· Fase de convalescença: O exantema, antes eritematoso, começa a ser acastanhado
· Começa a sumir de forma craniocaudal.
· No final, descama de forma furfurácea (parece farinha).
· Avaliação complementar: Feito com exames.
· Hemograma completo: Leucopenia, linfopenia, trombocitopenia;
· Por ser uma doença de identificação compulsória, temos que pedir, sempre, a detecção de anticorpos.
· IgM fica positivos 1-2 dias após o exantema e até um mês.
· Se colhido em até 72h, pode ser negativo. 
· Nesses casos, é necessário repetir.
· Isolamento viral pode ser feito com sangue, secreções respiratórias, urina (mais comum).
· O método de detecção molecular existe, contudo é reservado para pesquisas.
· Criança com fase catarral com sinais ricos, sinal de Koplik e exantema indica fortemente sarampo. Por isso, pedimos para ver a caderneta vacinal dela.
· Complicações: São muito importantes.
· A mais importante é a pneumonia, sendo a principal causa de morte (1/20).
· A complicação bacteriana mais comum é a otite média aguda (1/10).
· Bronquiolite, traqueite, sinusite, mastoidite, diarreia, encefalite podem aparecer.
· Tratamento: É sintomático, já que não existe específico.
· Internamos crianças de acordo com a gravidade da sintomatologia por conta de contato aéreo.
· Realização de medidas de suporte.
· Para febre, que é alta, fazemos antipiréticos.
· A antibioticoterapia pode não ser necessária, sendo reservada para casos de infecções bacterianas secundárias.
· O único tratamento preconizado é o uso de vitamina A.
· Serve como tratamento profilático para perda de visão porque o vírus agride o epitélio córneo.
· Feito em 2 doses que variam de acordo com a idade.
· < 6 meses: 50.000 UI por dia; 6-12 meses: 100.000UI; > 12 meses: 200.000UI.
· Prevenção: Na pré-exposição, fazemos a tríplice viral com 1 ano de vida e, como reforço, fazemos a tetraviral de 15 meses a 4 anos.
· Existe a vacina de bloqueio, que é feita em até 72h após o contato.
· Feita em pacientes de 6 meses a 39 anos.
· Imunoglobulinas são reservadas para casos específicos, como menores de 6 meses, gestantes e imunocomprometidos.
· Deve ser feito isolamento de crianças por 4-6 dias (período de transmissão).
· Pessoas que tomaram uma dose até os 29 anos de idade tem duas possibilidades.
· Entre 1-29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema.
· Quem tomou as duas doses, não precisa tomar outra.
· Pessoas que não tomaram dose alguma, perdeu o cartão ou não se recorda:
· 1-29 anos: 2 doses // 30-59 anos: Apenas uma dose.
Enteroviroses não-pólio
· Muito comuns na pediatria, com o agente etiológico mais comum sendo o vírus Coxsackie.
· A transmissão se dá via fecal-oral, respiratória, por objetos contaminados, vertical
· O maior período de transmissibilidade é no início.
· Tem faixa etária predominante de 1-4 anos.
· Período de incubação de 3-6 dias.
· Clínica: Paciente se queixa de dor de cabeça, anorexia, dor de garganta, aftas, vômitos, diarreia, dor abdominal.
· Nem sempre tem exantema, que varia de acordo com o agente etiológico.
· Pode ser maculopapular, vesicular, petequial ou urticariforme.
· O exemplo mais comum é a doença mão-pé-boca (apesar do nome, pode acometer as nádegas, mas com lesões diferentes).
· Coxsackie A16 é o agente causador.
· Cursa com febre baixa ou ausente, com lesões vesiculares na mão, pé e boca.
· Não é pruriginoso, logo, a criança mantem um bom estado geral não irritativo.
· Dura, em média, 1 semana.
· Lesões padrões.
· Diagnóstico: De forma geral, é clínico.
· Algumas vezes fazemos diagnóstico laboratorial com cultura ou detecção via PCR.
· Por ser benigna, não o fazemos.
· Tratamento: Sintomático.
· Febre = Antitérmico // Lesões na boca = Anestésico tópico.
· Prevenção: Medidas de higiene (mãos, utensílios e superfícies).
Mononucleose infecciosa
· Doença infectocontagiosa, exantemática, de evolução insidiosa, com duração de 2-4 semanas, seguindo-se de gradual recuperação.
· Conhecida como doença do beijo, tem como agente etiológico o vírus Epstein-barr (EBV).
· A faixa mais comum é de 3-6 anos.
· Transmissão: Contato direto com saliva, mesmo em pessoas assintomáticas (portador).
· O vírus pode ser excretado por meses após a infecção.
· Incubação de 2-7 semanas.
· Entre os sintomas temos: Febre prolongada; Mialgia; Mal estar; Fadiga; Cefaleia; Dor abdominal; Odinofagia; Náusea.
· Tem a tríade clássica que é composta de fadiga, faringite, linfadenomegalia generalizada (são vários gânglios que ficam assim).
· Temos que lembrar de palpar fígado e baço também.
· O uso de ampicilina e amoxicilina pioram o quadro, causando uma vasculite imunomediada.
· São muito usadas por conta de diagnósticos errados.
· No exame físico, temos linfadenopatia generalizada em 90% dos casos.
· Também apresenta hepatoesplenomegalia em alguns casos.
· O exantema maculopapular nem sempre aparece, quando aparece (15% dos casos), fica em troncos e membros.
· Diagnóstico: Pedimos hemograma, anticorpos heterofilos, anticorpos específicos.
· Hemograma completo: Leucocitose, linfócitos atípicos, trombocitopenia, transaminases aumentadas. 
· A existência de linfócitos atípicos praticamente determina o diagnóstico.
· Eles, junto com a clínica, auxiliam muito no diagnóstico.
· Para fecha-lo, pedimos os anticorpos específicos.
· Anticorpos heterofilos: Possuem pouco valor em crianças menores de 4 anos.
· São pouco pedidos hoje em dia.
· Anticorpos específicos: IgM (anti-VCA) e IgG (anti-VCA).
· Complicações: São incomuns e peculiares.
· A pior e mais importante de todas é a ruptura esplênica, mas que já é bem rara e ainda mais em crianças.
· Muito associada ao trauma.
· Obstrução dos VAS: Edema das amigdalas e do tecido linfoide, gerando estridor, sialorreia e dispneia.
· Sintomas neurológicos: Cefaleia, convulsões, ataxia cerebelar.
· Hematológicas: Anemia hemolítica, trombocitopenia.
· Tratamento: Não há tratamento específico.
· Aciclovir, que reduz a replicação viral, não faz diferença na evolução do caso.
· Não reduz a duração dos sintomas, por isso não é muito usado.
· Indica-se