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Dietas especiais - Parenteral , Enteral e Terapia nutricional

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Dietas Especiais 
 Por Tainá Rehem 
 
1. Dieta enteral 
a. Em pacientes que necessitam de nutrição 
enteral por curto período (< 6 semanas), a sonda nasoenteral é a mais utilizada 
devido seu baixo custo e fácil colocação. 
i. Já a gastrostomia e a jejunostomia são utilizadas em geral, quando a terapia 
nutricional é superior a 6 semanas. 
b. A QUANTIDADE DE ÁGUA VEICULADA NAS FÓRMULAS ENTERAIS 
VARIA DE CERCA DE 690 A 860 ML POR LITRO DE DIETA. Quanto mais 
viscosa, menos água tem a dieta 
c. Densidade calórica 
i. 
 
d. 
d. Sonda 
i. Calibre 
1. 8fr: dietas poucos viscosas ou com utilização de bomba de infusão; 
2. 10 fr: dietas viscosas, de alta densidade calórica; 
ii. Se colocação na altura do estômago (sonda nasogástrica) 
1. Vantagens 
a. Pode inserir dietas hiperosmóticas 
b. dilatação receptiva gástrica, possibilita a introdução de grandes 
volumes em curto tempo 
2. Desvantagens 
a. tosse, náuseas ou vômitos favorece a saída acidental da sonda 
b. Pode facilitar PNM broncoaspirativa 
iii. Altura pós pilórica - delgado (nasoenteral) 
1. Requer dietas normo ou hiposmolares 
2. Mais difícil saída acidental 
3. Ainda permite broncoaspiração, principalmente na dieta inserida à noite (se 
mobilidade gástrica estiver prejuducada, por tumor, pós op, etc) 
e. Modos de administração 
i. Bolus --> Seringa direto na sonda, 100 a 350 ml de dieta, de 2 a 6 horas, com 
irrigação com água antes e após 
ii. Intermitente --> 50 a 500 ml de dieta administrada por gotejamento de 3 a 6 horas 
1. No estômago : A administração intermitente de nutrientes nesse órgão deve 
iniciar com 100 ml e o volume é aumentado a cada 24 ou 48 horas até as 
necessidades totais de nutrientes serem preenchidas por completo. Se for 
preciso grandes volumes são infundidos até 500 ml de 3 a 4 horas 
2. Sonda em posições distais (duodeno ou jejuno)- Gotejamento observado 
com atenção -- > Risco de Cólica e diarreia 
 
c. Contínua: Bomba de infusão --> 25 a 150 ml/hora, por 24 horas 
i. Interromper a cada 6/8 horas, para lavagem com agua o sistema de infusão 
ii. No estômago 
1. Pode aumentar até a velocidade máxima de 100 a 150 ml/h 
b. Dieta parenteral 
i. Sepse relacionada ao cateter → fungo (cândida), estafilocos ou germes gram 
negativos 
1. Monitorização 
 
 
 
 
 
 
 
1. Indicações 
1. Trato digestivo não funcionante, obstruído ou inacessível e na antecipação 
de que esta condição continue por pelo menos 7 dias. 
2. Vômitos intratáveis:pancreatite aguda, hiperemese gravídica, 
quimioterapia; 
3. Diarréia grave: doença inflamatória intestinal, síndrome da má absorção, 
síndrome do intestino curto; 
4. Mucosite e esofagite:quimioterapia; 
5. Íleo: grandes cirurgias abdominais , trauma grave, quando não se pode usar 
jejunostomia por pelo menos 7 dias; 
6. Obstrução: neoplasias, aderências etc; 
7. Repouso intestinal: fístulas enteroentéricas; 
8. Pré-operatório: somente nos casos de desnutrição grave na qual a cirurgia 
não possa ser adiada. 
ii. Contraindicações 
1. Pacientes hemodinamicamente instáveis, incluindo aqueles com 
hipovolemia, choque cardiogênico ou séptico, edema agudo de pulmão, 
anúria sem diálise ou que apresentem graves distúrbios metabólicos e 
eletrolíticos 
iii. Componentes da dieta parenteral 
1. Uma pessoa precisa de 25-30 kcal/kg/dia para sobreviver 
2. Líquidos : 30-40 ml/dia 
3. Glicose : A máxima concentração de dextrose que pode ser administrada 
perifericamente é 10 %. Por via central é 35 % 
a. A taxa máxima de oxidação de glicose é 7 mg/kg/min. 
b. Recomendação : 4-5 g/kg/dia 
c. 1 g glicose ------- 3,4 Kcal 
d. SEMPRE calcular a Taxa de Infusão de Glicose (TIG): mg de 
glicose/Kg/Min . (recomendação para paciente crítico: <3 
mg/kg/min) 
e. Meta calórica: 1750 kcal (25 kcal /kg) para 70 kg 
4. Aminoácidos: Solução padrão de aa geralmente na concetração de 8,5 a 15 
% é diluída em uma apropriada quantidade de glicose de modo atingir uma 
concentração final de 3,5 a 5 % 
a. Como cada grama de aminoácido fornece 4 kcal 
b. Meta proteica: 105 g (1,5 g/kg- entre 0,8-2,5 g/kg/dia) - para 70 kg 
5. Lipídios 
a. As emulsões lipídicas são isotônicas e podem ser administradas por 
veia periférica. 
b. Lipídios a 20% (TCM/TCL), ou seja, 100mL da emulsão fornece 
20g de lipídios. 
c. Como cada grama de lipídio fornece 10 kcal, 48g=480 kcal. Cada 
mL de lipidio a 20%: 2 kcal 
d. Recomendação de lipídio: 0,7 a 1,5 g/kg ou 30% VET 
e. Não recomenda-se infusão superior a 2g/kg/dia (geralmente 
administra-se 1 g/kg/dia) 
f. triglicerídeos >1000 mg/dl –s suspensão do lipídio. Manter sempre 
abaixo de 400 mg/dl 
6. Eletrólitos 
a. Sódio 
a. Recomendação : 50-200 mEq 
b. Cloreto de sódio 20% : 3,5 mEq; 20 ml tem 70 mEq (então é 
só colocar duas ampolas) 
b. Potássio 
a. Recomendação: 30 a 100 mEq 
b. Cloreto de potássio a 19,1% (1ml = 2,5 mEq) -- 20 ml tem 
tem 50 mEq (também 2 ampolas) 
c. Cálcio 
a. Recomendação: 3 a 30 mEq 
b. Gluconato de cálcio a 10% : 1 ml = 0,5 mEq 
c. 20 ml tem 10 mEq (2 ampolas) 
d. Fósforo 
a. Proporção ideal --> 2,6Ca:1P em Mmol (divide por 2) 
b. Logo, se 10 mEq de potássio, são 5 mmol. E 1,92 mmol de 
Fósforo (regra de 3) 
c. Glicerofosfalato de sódio 1mmol = 1 ml , logo aplicar 
aproximadamente 2 ml de fósforo 
e. Magnésio 
a. Recomendação : 10 - 30 mEq 
b. Sulfato de Magnésio a 10% : 1 ml = 0,8 mEq 
c. 20 ml : 16 mEq (duas ampolas) 
f. Polivitamímicos 
a. A : 10 ml 
b. B: 5 ml 
c. Oligoelementos : 5 ml 
iv. Passos para planejamento da NPT 
1. Cálculo da necessidade calórica e de proteínas, de acordo com peso do 
paciente 
2. Calcular volume de aminoácidos 
3. Depois lipídios 
4. Por último , necessidade calórica (lembrando que os dois últimos tb suprem 
calorias, o que tem que ser contabilizado) 
5. Por último, repor oligoelementos e vitaminas, conforme necessidade 
6. Calcular volume: 30-40 ml/kg/dia --> se necessáio, completar com água 
bidestilada 
7. E recomendado iniciar a NPT com 1/3 desse volume e atingir o aporte em 
até 72 h. Em casos de síndrome de realimentação , iniciar com um volume 
equivalente à 5-10 kcal/kg de peso 
v. Conferência 
1. Limite de eletrólitos para evitar precipitação: 
 
c. Nutrição parenteral periférica 
i. A NPP é uma opção satisfatória para os pacientes bem nutridos ou com desnutrição 
leve, que não tenham restrição hídrica e que necessitem de suplementos para a 
alimentação entérica. 
ii. Dura geralmente sete dias. A NPP não pode atender às demandas nutricionais do 
paciente por muito tempo( não é usada por mais do que duas semanas) . 
iii. Contraindicada se Limitação de fluidos (limitação superior a2000–3000/24h) 
iv. Deve ter baixa osmolaridade (Dan, 2009–700-1000mOsm / ~ 900mOsm) e 
quantidade reduzida de potássio (risco de flebite) 
1. Necessita da infusão de lipídeos para aumentar VET e diminuir 
osmolaridade 
d. Referências 
i. https://pt.slideshare.net/vernecksilva/clculos-em-
np#:~:text=Primeiro%20passo%3A%20C%C3%A1lculo%20das%20Calorias,toral
)%20Segundo%20passo%3A%20c%C3%A1lculo%20dos 
ii. Nutrição Parenteral Toral . Prof Cristina Fajardo Diestel . Disponível em 
<nutmed.com.br/storage/resources/5/2102/Apostila%20Terapia%20Nutricional%2
0Parenteral%20Completa.pdf> 
iii. Manual de terapia nutricional na atenção especializada hospitalar no âmbito do 
Sistema Único de Saúde – SUS [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, 
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e 
Temática. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 
iv. Protocolos de Terapia NutricionalEnteral e Parenteral. Disponível em 
http://www.hgv.pi.gov.br/download/201204/HGV25_acf79f701f.pdf