A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
4 pág.
Organização Político-Administrativa

Pré-visualização | Página 1 de 1

ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 
 
 A Constituição Federal estabelece que a organização político-administrativa compreende a 
União, Estados, Distrito Federal e Municípios (art. 18). O legislador constituinte opta pela forma 
federativa de Estado para repartição de poderes, forma republicana de governo para exercício do 
poder pelos governantes. Todos dotados de autonomia política. 
 Será núcleo de estudos: forma de Estado, forma de governo, sistema de governo, regime de 
governo e autonomia dos entes federados. 
 
Formas de Estado 
 
 Este está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de 
um dado Estado. A existência da repartição regional de poderes autônomos é núcleo caracterizador 
do conceito de forma de Estado. 
 O Estado pode ser: 
• Unitário - centro de poder político no respectivo território. É o que ocorre no Uruguai, em 
que só existe um centro de poder político nacional que se estende por todo o território e so-
bre toda a população, controlando as coletividades regionais e locais 
• Federado – caracterizado por uma descentralização política, a partir da repartição constituci-
onal de competências entre as entidades federadas autônomas. Este poder é dividido entre as 
diferentes entidades federadas dotadas de autonomia. Esta forma nasceu nos Estados Unidos, 
em 1789, é adotado pelo Brasil e não confere a nenhuma das entidades o direito de secessão, 
pois não poderão dissolver a unidade. 
 
Formas de Governo 
 
 Refere-se a maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e a relação entre gover-
nantes e governados. 
 As formas existentes são: Monarquia e República. A Monarquia é marcada pela hereditarie-
dade, vitaliciedade, inexistência de representação popular, e irresponsabilidade do governante. 
São características básicas da República: Eletividade; Temporalidade no exercício do poder; 
Representatividade popular e Responsabilidade dos governantes (dever de prestar contas). 
 O Brasil nasceu Monarquia com a chegada da família real portuguesa e somente com a 
Constituição de 1891 é que implantou a forma republicana de governo. 
 
Sistemas de Governo 
 
 Este conceito está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo 
no exercício das funções governamentais. Pode ser: 
• Parlamentarista – corresponsabilidade entre os Poderes na condução das funções governa-
mentais. Aqui o Chefe de Estado e chefe do Governo são duas pessoas distintas. 
• Presidencialista – cumpre mandato por tempo certo, responsabilidade exclusiva do Executi-
vo pelos planos de governo 
 
Regimes de Governo 
 
 Distinguem-se os regimes Democrático e Autocrático 
• Autocracia – os destinatários das normas não participam da sua produção. É regime estrutu-
rado de cima pra baixo, impondo a vontade do governante 
• Democracia – prevalece a vontade da maioria, conquanto sejam protegidos os direitos das 
minorias. Suas principais características são: liberdade do povo para votar, a divisão de po-
deres e o controle popular da autoridade dos governantes. 
 
Federação na Constituição de 1988 
 
 A Federação brasileira se desdobra em três ordens: União, Estados e Municípios. O Estado 
federado pode se formar por agregação (antigos Estados independentes ou soberanos abram mão de 
sua soberania e se unem para a formação de um único Estado federal) ou desagregação (quando um 
Estado unitário descentraliza-se, instituindo uma repartição de competências entre entidades federa-
das autônomas). 
 
Estado e Federação 
Para se compreender a organização do Estado se faz necessário entender algumas definições a prio-
ri. O Estado é a nação politicamente organizada, enquanto a Nação trata-se da união em comuni-
dade, assim podemos entender que este é conceito sociológico. Dito isso, temos como elementos 
constitutivos do Estado, os seguintes: 
• Território: limites do poder do estado – Dimensão física 
• Povo: nacionais daquele Estado – Dimensão pessoal 
• Governo soberano*: Autoridade/poder que não se sujeita a qualquer outra, ou seja, poder 
uno, indivisível, inalienável e imprescritível – Dimensão política 
*Ainda que o governo seja soberano, a titularidade desse poder é do povo, não se esqueça: 
Art. 1º parágrafo único – “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes 
eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” 
O Brasil adotou como Forma de Estado a Federação, nesse tipo de Estado existe uma grande des-
centralização, existindo pessoas jurídicas autônomas politicamente. Podemos compreender como 
consequência da autonomia política, as seguintes: 
• Auto-organização: entes criam suas próprias constituições Ex: Constituições Estaduais 
• Autolegislação: entes criam suas leis, ainda que haja normas gerais nacionais sobre o pro-
cesso 
• Autoadministração: os entes têm capacidade de autoadministração 
• Autogoverno: entes escolhem ser governantes 
 A confederação é uma associação de Estados soberanos, usualmente criada por meio 
de tratados. A principal distinção entre uma confederação e uma federação é que, na Confederação, 
os Estados constituintes não abandonam a sua soberania (poderes de auto-defesa e auto-regulação), 
enquanto que, na Federação, a soberania é transferida para o Estado Federal. 
Exemplo: a União Europeia (UE) é uma união económica e política de 27 Estados-
membros independentes situados principalmente na Europa. 
 
Vedações Federativas 
A Constituição trouxe algumas vedações aos entes federados, com a finalidade de tornar mais har-
moniosa suas interações e garantir a igualdade entre os cidadãos. 
Essas vedações são bem tranquilas e costumam ser cobradas em sua literalidade, vejamos. 
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
• Vedação de cunho religioso 
Trata-se de uma forma de proteção ao próprio direito de liberdade religiosa, uma vez que o Estado 
não poderá ter religião oficial, ou seja, o Estado deve ser laico. 
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento 
ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na 
forma da lei, a colaboração de interesse público; 
 
• Recusar fé documentos públicos 
Assim, um ente não pode recusar um documento “legítimo” de outro ente. 
II – recusar fé aos documentos públicos; 
 
• Vedação a distinção entre brasileiros 
Trata-se do Princípio da isonomia federativa, logo não poderia um concurso público em SP exclusi-
vo para paulistas, por exemplo. 
III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.