A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
Transtorno Bipolar

Pré-visualização | Página 1 de 1

→ O TB é de caráter fásico, episódico entre mania e 
depressão, ocorrendo de modo relativamente 
delimitado no tempo, e, com frequência, há períodos 
em que o humor do indivíduo encontra-se normal e as 
alterações psicopatológicas mais intensas regridem. 
 
→ O TB é um transtorno mental grave, provocando 
prejuízos na qualidade de vida, na produtividade e 
sociabilidade, tendo também prejuízos 
neuropsicológicos e aumento no risco de doenças 
físicas e suicídio. 
 
→ O risco de cometer suicídio aumenta para 
indivíduos que apresentam episódios mistos, 
ciclagem rápida e mais sintomas ansiosos ou recebem 
tratamentos inadequados para o transtorno. 
 
→ O risco aumenta ainda mais se houver 
comorbidade como transtornos da personalidade 
(TPs) do grupo B (TPs borderline, histriônica ou 
narcisista) e se fizer uso de substâncias como álcool, 
cocaína ou maconha. 
 
** Não foi ainda identificada uma única causa para o 
transtorno bipolar, mas acredita-se que tanto fatores 
biológicos, psicológicos ou sociais possam contribuir 
para tal, levando a alterações químicas no cérebro. 
 
 
 
 
 
• TB tipo I: episódios depressivos intercalados com 
fases de normalidade e pelo menos uma (mas 
geralmente várias) fase maníaca bem caracterizada. 
 
↪ É caracterizada por períodos de temperamento 
alterado, que podem ser maníacos, depressivos ou 
mistos. 
 
↪ Humores intensos podem dar origem a problemas 
com a gestão do dia a dia, relacionamentos pessoais e 
levam a tentativa de suicídio. 
 
↪ O primeiro episódio maníaco, necessário para 
concretizar um diagnóstico do transtorno bipolar tipo 
I é frequentemente precedido por um ou mais 
episódios depressivos. 
 
↪ Um estado emocional excessivamente feliz ou 
excitado é chamado de episódio maníaco e está 
associado a um aumento de energia e atividade. 
 
↪ O fator mais importante desse tipo é a mania. 
Depressão e hipomania costumam ocorrer, mas não 
são obrigatórios. 
 
↪ Podem incluir uma exagerada autoestima e 
profusão de ideias, diminuída necessidade de sono, 
conversar excessivamente e tendência para 
comportamentos impulsivos e destemidos. 
 
↪ Episódios maníacos podem alternar com 
prolongados episódios de depressão, durante os quais 
se verifica uma diminuição do humor e menor energia 
e atividade. 
 
↪ Também podem ocorrer episódios mistos, onde 
tanto a mania como a depressão acontecem no 
mesmo dia, levando a pessoa a oscilar rapidamente 
entre os dois estados. 
 
Jéssica Alves - Psicologia 
 
 
• TB tipo II: episódios depressivos intercalados com 
períodos de normalidade e seguidos de fases 
hipomaníacas. 
 
↪ É caracterizado por pelo menos um episódio de 
hipomania e um episódio de depressão maior. 
 
 
 
 
 
 
 
↪ O episódio depressivo deve durar pelo menos 2 
semanas e o episódio hipomaníaco deve durar pelo 
menos 4 dias, para atender aos critérios diagnósticos. 
 
↪ Neste caso, não há episódios de mania. 
 
↪ A depressão é o fator mais comum e incapacitante 
desse tipo. 
 
↪ O quadro geralmente começa com um ou mais 
episódios de depressão e não é reconhecido como 
transtorno bipolar até ocorrer o primeiro episódio 
hipomaníaco. 
 
↪ Cerca de 15% dos pacientes mantém-se pouco 
produtivos durante os intervalos das crises e até 20% 
transitam de um humor para outro de forma quase 
imediata, sem fase de intervalo. 
 
• Transtorno bipolar com ciclagem rápida: o indivíduo 
vai de uma fase maníaca a uma deprimida sem um 
período normal entre elas na transição. 
 
↪ Para o diagnóstico, deve haver nos últimos 12 
meses pelo menos 4 episódios caracterizados e 
distintos (mania, hipomania e depressão) com 
qualquer combinação. 
 
↪ Pode ser difícil de diagnosticar, apesar de que o 
ciclo rápido aparenta fazer o transtorno bipolar mais 
óbvio. 
 
↪ Devido ao fato de que a maioria das pessoas com 
transtorno bipolar de ciclagem rápida passaram muito 
mais tempo deprimidas do que com mania ou 
hipomania, muitas vezes são diagnosticadas “apenas” 
com depressão. 
 
↪ Tem surgimento mais precoce, de curso mais 
longo, tendência a mais uso de álcool e substâncias 
ilícitas e aumento do risco de suicídio. 
↪ Não se sabe a causa das ciclagens rápidas, mas o 
uso de antidepressivos e o hipotireoidismo 
favorecem sua ocorrência. 
 
↪ Aparenta ser um fenômeno transitório do que um 
padrão estável que caracteriza um grupo de 
pacientes. 
 
 
 
• Bases genéticas e neurobiológicas: tem uma base 
genética que, embora muito heterogênea, é 
relevante. 
 
↪ Os fatores genéticos, em uma população 
homogênea para fatores ambientais, explicam cerca 
de 90% da variabilidade para a ocorrência do 
transtorno. 
 
↪ Em relação ao componente cerebral do TB, haveria 
uma combinação de comprometimento do controle 
cognitivo-emocional, implicando estruturas com ação 
deficitária, assim como, em contraste, haveria 
desregulação por hiper-responsividade. 
 
• Em crianças e adolescentes: o diagnóstico na 
infância é cercado de controvérsias. 
 
↪ Ao longo do desenvolvimento, como na 
adolescência, os episódios de mania se assemelham 
mais ao dos adultos. 
 
↪ Alguns psiquiatras expandem o conceito de mania, 
então na infância abrangeria comportamentos 
disruptivos, birra, se assemelhando ao TDAH. 
 
↪ Quando identificado nas crianças, essas se 
mostram alegres além da medida, comportamentos 
imaturos e em alguns casos mais graves destrutivas, 
perigosas para si e para os outros. 
 
Referência 
Dalgalarrondo, P. (2019). Psicopatologia e Semiologia 
dos Transtornos Mentais. Porto Alegre : Artmed, 
2019. 
A hipomania é um quadro mais leve de mania, 
com sintomas menos graves e que interferem 
menos no dia-a-dia da pessoa.