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APS -OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE CIVIL- FMU-CASO DE ANA

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FMU - FACULDADES METROPOLITADAS 
 UNIDAS 
 
 
THAINÁ EMANUELLE SANTOS ISOB 
RA:3457203 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
THAINÁ EMANUELLE SANTOS ISOB 
 
 
RA: 3457203 
 
 
 
OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE CIVIL 
 
 
Trabalho apresentado á Disciplina De 
Obrigações e Responsabilidade Civil, 
referente ao 3° Semestre do Curso De Direito 
da FMU- Faculdades Metropolitanas Unidas, 
do Período Matutino, Campus Liberdade. 
 
Direcionada a Docente Jorge Shiguemitsu 
Fujita. 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
 2021 
 
 
 
Ana comprou um caminhão para exercício de atividade profissional mediante 
alienação fiduciária em garantia. Meses depois, ajuizou ação revisional do contrato, 
alegando que os juros remuneratórios aplicados são abusivos. Uma vez proposta a 
ação, parou de pagar as parcelas aguardando decisão definitiva do Poder Judiciário. 
Cinco meses depois do ajuizamento da ação revisional, a empresa ajuizou ação de 
busca e apreensão devido ao inadimplemento. Em sua defesa, requerendo a 
revogação da decisão liminar deferida na ação de busca e apreensão, Ana alega 
que a existência da revisional fragiliza a mora e que o caminhão é bem essencial 
para o exercício de sua profissão. 
Na qualidade de julgador(a), analise a (im) procedência do pedido de Ana quanto à 
busca e apreensão. Aula de Referência: Aulas 6 a 9. | Caso adaptado do AI nº 
70078925948 TJRS (DJ. 13 set. 2018). 
Embasamento da Improcedência do Pedido 
Ana não efetuou as parcelas do caminhão, da qual ela tinha obrigação de fazer, a 
mesma alienou o caminhão como garantia de que cumpriria honrosamente o 
pagamento das parcelas devidas, porém a devedora não pagou seu credor, 
causando a ação que resultou na liminar que ocasionou a perda do bem adquirido. 
A empresa credora em seu Direito, pois o contrato estipula que as parcelas 
deveriam ser pagas devidamente/mensalmente, a devedora já havia aceito os 
termos e clausulas contidos na questão da alienação fiduciária do imóvel, sendo de 
seu pleno conhecimento as consequências do não pagamento das parcelas de um 
contrato fiduciário. 
A doutrina Do Direito Civil Brasileiro esboça: 
Orlando Gomes, por sua vez, afirma que, em sentido lato, a alienação fiduciária é 
o negócio jurídico pelo qual uma das partes adquire, em confiança, a propriedade 
de um bem, obrigando-se a devolvê-la quando se verifique o acontecimento a que 
se tenha subordinado tal obrigação, ou lhe seja pedida a restituição [7]. 
Sob o embasamento da Doutrina é nítido que a ação de Ana é improcedente, pois 
ela concordou com o contrato, mesmo ela precisando do bem imóvel (objeto 
alienável por vontade das partes ), para seu oficio e ganho diário, ela não cumpriu 
sua parte no acordo, já o credor cumpriu, disponibilizando o caminhão e creditou a 
boa-fé de Ana para a efetuação do pagamento. 
Como Ana descumpriu os termos e clausulas contratuais, a ação julga-se 
improcedente, pois a busca e apreensão se faz necessária, pois a devedora não 
entregou o bem alienado por livre vontade, mesmo sabendo que já estava 
antecipadamente/formalmente consistente os termos contratuais da qual a mesma 
aderiu por vontade própria e o credor o fez de boa-fé. 
A liminar não julga o mérito da questão ela apenas garante o Direito de uma das 
partes, tem caráter urgente e decisivo para o momento, para a preservação do 
Direito de uma das partes, apenas sentença Condenatória que julgará o Mérito. 
Jurisprudência 
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AÇÃO DE BUSCA E 
APREENSÃO. AJUIZAMENTO DE AÇÃO REVISIONAL QUE NÃO AFASTA A 
MORA DO DEVEDOR. MORA CARACTERIZADA. A ação de busca e apreensão 
possui como requisito a existência da mora do devedor, nos termos do art. 3º do 
Decreto Lei n.º 911/69. A propositura de ação revisional, por si só, não elide a 
mora. Inexistindo elementos que fragilizem a mora do devedor, é cabível a decisão 
liminar de busca e apreensão. AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO. 
(Agravo de Instrumento Nº 70078925948, Décima Terceira Câmara Cível, Tribunal 
de Justiça do RS, Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado em 13/09/2018). 
(TJ-RS - AI: 70078925948 RS, Relator: André Luiz Planella Villarinho, Data de 
Julgamento: 13/09/2018, Décima Terceira Câmara Cível, Data de Publicação: 
Diário da Justiça do dia 14/09/2018) 
 
 
 
 
 
 
Referências 
 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS, DECIMA TERCEIRA CÂMARA CIVEL, Nº 
70078925948, 2018, Porto Alegre, Agravo de Instrumento, Alienação Fiduciária, 
Ação de busca e apreensão, ajuizamento de ação revisional que não afasta a mora 
do devedor. Mora Caracteriza. Diário de Justiça, 14 de setembro. 
 
SEIDA, RAVENA. Alienação Fiduciária bens imóveis aspectos gerais e específicos. 
DIREITO CIVIL, São Paulo, Abril 2016. Disponível em: 
https://ravenaseida.jusbrasil.com.br/artigos/114154946/alienacao-fiduciaria-de-
bens-imoveis-aspectos-gerais-e-especificos. 
Acesso em: 27 de Abril.2021.

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