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Análise de Decisões Judiciais.

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UPFE - Centro de Ciências Jurídicas

Disciplina: Direito do Trabalho

Aluna: Lodovyka Alves.


Atividade: Análise de Decisão.  



 

Processo: AIRR 1427-51.2017.5.13.0001

Órgão Julgador: 8ª TURMA

Publicação: DEJT 22/02/2019

Julgamento: 20 de Fevereiro de 2019

Relator:  Dora Maria da Costa


O Tribunal Regional consignou que, no caso, as evidências obtidas por meio dos substratos fáticos atestam que a autora, enquanto Consultora Natura Orientadora (CNO), não se encontrava em estreita relação de subordinação com a Natura, mantendo com esta mais precisamente uma relação de parceria, de índole cível. Nesse contexto, concluir pela existência de relação de emprego entre as partes, como pretende a reclamante, demandaria revolvimento de fatos e provas, procedimento vedado nesta instância recursal, a teor da Súmula nº 126 do TST. Agravo de instrumento conhecido e não provido.

Nesse caso a relação entre a consultora e  a empresa foi provado que não existe concomitantemente todos os elementos que caracterizam o vínculo empregatício. Uma vez que entre a empresa e a consultora o que existe é uma relação de representação comercial onde há compra e revenda de produtos da empresa. O caso não atinge o requisito da pessoalidade, uma vez que para ser uma Consultora Natura Orientadora (CNO) é necessário assinar um contrato de prestação de serviços atípico e a contraprestação pecuniária é realizada pela indicação de novas revendedoras. 

A relação habitual que existe entre a CNO e a Natura é a de realização de pedidos, que ela se trata de uma trabalhadora autônoma. A presença nas reuniões de Orientadoras e cumprimento de metas, por sua vez não configuram uma relação de hierarquia ou de dependẽncia.  


Processo: AIRR 522-30.2017.5.21.0043

Órgão Julgador: 8ª Turma

Publicação: DEJT 01/03/2019

Julgamento: 27 de Fevereiro de 2019

Relator: Dora Maria da Costa 


O Tribunal Regional, ao reconhecer o vínculo de emprego e condenar a reclamada ao pagamento das verbas trabalhistas contratuais e rescisórias, consignou que o reclamante trabalhava nas dependências da empresa reclamada como vigia, mediante pagamento de salário, com habitualidade, pessoalidade e subordinação, cingindo-se a controvérsia à regularidade ou à irregularidade da contratação feita por pessoa interposta. Nesse passo, registrou a Corte de origem não haver nos autos prova documental a validar a tese de contrato de prestação de serviços terceirizados, ônus que seria da reclamada. Óbice da Súmula nº 126/TST, não havendo como vislumbrar contrariedade à Súmula nº 331, III, deste Tribunal. Agravo de instrumento conhecido e não provido.

Exercendo a posição de vigia em um posto de gasolina de forma que critério da pessoalidade e não eventualidade são contemplados, pois o reclamante seguia  ordens diretas do gerente operacional que também era denominado como chefe de segurança do estabelecimento. Mediante provas emprestadas de outros processos foi evidenciadas a existência de uma terceirização mediada pelo o Sr. Leandro, chefe de segurança do posto de gasolina que cumpria o horário e recebia o pagamento uma vez ao mês. Por sua vez o Sr. Leandro afirmou que era apenas um empregado da empresa que foi nomeado chefe da segurança e por isso fazia o repasse da remuneração e organizava os horários de todos os vigias dos postos da rede, como um encarregado.