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Fatores Gerais das Más Oclusões

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
CURSO DE ODONTOLOGIA 
DEPARTAMENTO DE CLÍNICA ODONTOLÓGICA 
DISCIPLINA DE ORTODONTIA I 
 
 
ABRAÃO SCHAEFFER 
AMY BRIAN COSTA E SILVA 
ANA MARIA DE ALMEIDA RAMOS 
ARTHUR SEGATTO LUBIANA 
BRUNA CAROLINA GONÇALVES DE OLIVEIRA 
BRUNA CASTELARI BISSOLI 
ESTER VICTORINO COSER 
FERNANDO POLEZEL SCARDUA 
ISABELA SILVEIRA TRANNIN 
LIZ KAROLYNA BRAZ BRESSANINI 
LORRAYNE CESARIO MARIA 
MANUELLA SOUSSA BRAGA 
MATHEUS JORDÃO MACHADO 
TIEMI FUNABASHI 
 
 
 
 
 
 
 
 
ETIOLOGIA DAS MALOCLUSÕES: FATORES GERAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VITÓRIA - ES 
2020 
 
 
ABRAÃO SCHAEFFER 
AMY BRIAN COSTA E SILVA 
ANA MARIA DE ALMEIDA RAMOS 
ARTHUR SEGATTO LUBIANA 
BRUNA CAROLINA GONÇALVES DE OLIVEIRA 
BRUNA CASTELARI BISSOLI 
ESTER VICTORINO COSER 
FERNANDO POLEZEL SCARDUA 
ISABELA SILVEIRA TRANNIN 
LIZ KAROLYNA BRAZ BRESSANINI 
LORRAYNE CESARIO MARIA 
MANUELLA SOUSSA BRAGA 
MATHEUS JORDÃO MACHADO 
TIEMI FUNABASHI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ETIOLOGIA DAS MALOCLUSÕES: FATORES GERAIS 
 
Trabalho apresentado à disciplina de         
Ortodontia I do curso de Odontologia da             
Universidade Federal do Espírito Santo         
como requisito para avaliação teórica.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VITÓRIA - ES 
2020 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO:​ FATORES ETIOLÓGICOS GERAIS DAS MALOCLUSÕES 
2 FATORES HEREDITÁRIOS 
3 FATORES CONGÊNITOS 
3.1 FISSURA LABIOPALATINA 
3.2 DISOSTOSE CLEIDOCRANIANA 
3.3 SÍFILIS CONGÊNITA 
3.4 TORCICOLO MUSCULAR CONGÊNITO 
3.5 PARALISIA CEREBRAL 
3.6 DISPLASIA ECTODÉRMICA 
3.7 SÍNDROME DE BLOCHSULZBERGER 
3.8 SÍNDROME DE RIEGER 
4 FATORES AMBIENTAIS 
4.1 FATORES AMBIENTAIS PRÉ-NATAIS 
4.1.1 CONFORMAÇÃO INTRAUTERINA 
4.1.2 DIETA MATERNA 
4.1.3 MICROCEFALIA: ZIKA VÍRUS E RUBÉOLA 
4.2 FATORES AMBIENTAIS PÓS-NATAIS 
4.2.1 TRAUMAS DO NASCIMENTO E INJÚRIAS NA ATM 
4.3 DOENÇAS INFECCIOSAS 
5 FATORES METABÓLICOS 
6 FATORES NUTRICIONAIS 
7 HÁBITOS ANORMAIS 
7.1 HÁBITOS ANORMAIS DE SUCÇÃO 
7.1.1 AMAMENTAÇÃO vs MAMADEIRA 
7.1.2 SUCÇÃO DO POLEGAR E OUTROS DEDOS 
7.1.3 INTERPOSIÇÃO E SUCÇÃO DA LÍNGUA 
7.1.4 DESMAME PRECOCE 
7.2 MORDER LÁBIOS E UNHAS 
7.3 HÁBITOS DE DEGLUTIÇÃO ANORMAL 
7.4 DEFEITOS DE FONAÇÃO 
7.5 ANOMALIAS RESPIRATÓRIAS 
7.5.1 RESPIRAÇÃO BUCAL 
 
7.5.2 ANOMALIAS DO SEPTO 
7.6 INFLAMAÇÃO DAS TONSILAS FARÍNGEA, PALATINA E RINITE ALÉRGICA 
7.7 BRUXISMO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO:​ FATORES ETIOLÓGICOS GERAIS DAS MALOCLUSÕES 
Durante o crescimento, toda a região orofacial é altamente adaptável a quaisquer                       
fatores etiológicos inoportunos. Isso acontece, pois o organismo, no seu esforço de                       
manter a função homeostática, presta pouca atenção à classificação de Angle, ao ideal                         
sela-násio, ao ponto cefalométrico “A” ou aos conceitos pré-estabelecidos como                   
“normais”. Dessa forma, define-se maloclusão como uma variação clínica significativa do                     
crescimento normal, resultante da interação de vários fatores durante o desenvolvimento                     
(MOYERS, R. E., 1979). 
Sabe-se, assim, que toda má oclusão apresenta uma origem multifatorial e não                       
uma única causa específica. Uma interação de vários fatores pode influenciar o                       
crescimento e desenvolvimento dos maxilares suscitando em más oclusões (ALMEIDA, R.                     
R. et al, 2000).  
A abordagem da etiologia das maloclusões geralmente classifica todas as causas                     
em fatores gerais e locais, como foi proposto por GRABER em 1966. De acordo com essa                               
classificação, fatores gerais são aqueles que afetam o metabolismo geral, com direta                       
influência no desenvolvimento dos maxilares, dentes e demais tecidos que formam a                       
cavidade bucal. Esses fatores podem ser subdivididos em mais seis outros fatores:                       
hereditários, congênitos, ambientais, metabólicos, nutricionais e hábitos anormais. Já os                   
fatores locais são aqueles que afetam diretamente os elementos dentários e os tecidos                         
adjacentes.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 FATORES HEREDITÁRIOS 
O padrão de crescimento e desenvolvimento apresenta-se fortemente influenciado                 
pelos fatores hereditários (FERREIRA. F.V., 2002). Acredita-se que a má oclusão causada                       
por fatores hereditários ocorra de duas maneiras: uma delas apresenta-se como uma                       
desproporção entre o tamanho dos dentes e o tamanho de suas respectivas bases                         
ósseas, produzindo apinhamento ou diastemas e, a outra, apresenta-se como uma                     
desproporção de tamanho ou forma entre a maxila e a mandíbula, podendo causar uma                           
relação oclusal inadequada (PROFFIT, W. R; FIELDS JN., H. W., 2007).  
Dentro da hereditariedade, ainda pode-se considerar a influência racial hereditária,                   
o tipo facial hereditário e a influência hereditária no padrão de crescimento e                         
desenvolvimento. Para o primeiro deles, acredita-se que a miscigenação aumentou,                   
significativamente, a frequência das discrepâncias no tamanho dos maxilares e dos                     
transtornos oclusais, visto que, em populações mais primitivas, as má oclusões eram                       
menos frequentes (FERREIRA, F. V., 2002; PROFFIT, W. R; FIELDS JN., H. W., 2007).   
Outro fator hereditário associado às maloclusões são os tipos faciais que estão                       
intimamente relacionados à forma e tamanho dos arcos dentais. Os tipos faciais se                         
agrupam em: braquiocefálico (face larga e redonda), dolicocefálico (face longa) e                     
mesocefálico (face intermediária)(FERREIRA. F.V., 2002). Além disso, determinados               
padrões de crescimento e desenvolvimento encontram-se mais frequentes quando há                   
uma incidência na família com tal condição, sendo provável a presença de um                         
componente hereditário (GRABER, T. M., 1997).  
 
 
 
 
 
 
 
 
3 FATORES CONGÊNITOS 
3.1 FISSURA LABIOPALATINA 
A fissura labiopalatina é a deformidade facial mais comum. É decorrente da falha                         
na fusão dos processos faciais embrionários (LIMA et al., 2019). Possui etiologia                       
multifatorial, sendo a relação de fatores genéticos e ambientais (tabagismo,                   
anticonvulsivantes, uso de drogas, uso de esteroides, retinóides, diabetes e deficiências                     
nutricionais) fundamentais para seu desenvolvimento (TAIB et al., 2015). 
A classificação de Spina et al. (1972) é a mais usada, nela se utiliza o forame                               
incisivo como referência, separando as fissuras labiopalatinas em quatro tipos diferentes:                     
fissura pré-forame incisivo; fissura pós-forame incisivo, que são as fendas palatinas;                     
fissura transforame incisivo, que acometem lábio, processo alveolar e palato; fissuras                     
raras da face, que podem envolver lábios, nariz, olho e mandíbula. De acordo com o grau                               
de comprometimento, podem ser divididas em completas e incompletas e de acordo com                         
o lado acometido, em uni ou bilaterais (ANTUNES et al., 2014). 
Essa malformação pode gerar alterações como o atraso no desenvolvimento                   
dentário decorrente da alteração morfológica óssea. Anomalias dentárias de número,                   
tamanho e posição dos dentes também são encontradas, sendo a agenesia do incisivo                         
lateral superior a mais comum, em seguida a presença de supranumerários.