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Resumo Anestesia Veterinária

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❖ Tipos de circuito
Podem ser: aberto, semi aberto, fechado ou semi fechado
• Circuito aberto:
É considerado aberto porque todo o fluxo inspirado desse paciente (que
vem do vaporizador) ao ser expirado é eliminado pelo paciente no
ambiente, é considerado avalvular e não ocorre absorção de CO2.
Esse circuito é representado por máscaras faciais que variam de acordo
com o paciente, raça e espécie. Como exemplo: um paciente utilizando
essa mascara no momento de inspiração (ativa) estará presente o
anestésico mais o oxigênio e quando o mesmo expira (passiva) estará
presente o anestésico, CO2 e O2. Sendo o clico respiratório fisiológico
responsável pela produção de CO2 e O2.
• Circuito semi aberto
Também é considerado avalvular e sem absorção de CO2, além de ser
representado pelo circuito de T. de ayres, baraka e bain.
➢ T. de Ayres: é uma conexão em formato de T, que chega vindo do
vaporizador o O2 + anestésico. Atrás do balão encontra-se uma
abertura (região posterior), sendo uma “saída de scape” para o
ambiente. No momento que ele recebeu do circuito O2 + anestésico,
essa saída então é fechada com a mão e neste momento o balão é
apertado, ao apertar o balão exerço uma pressão positiva onde o
paciente irá inspirar O2 + anestésico, sendo a expiração passiva
(relaxamento de musculatura e realiza força para inspirar), basta
então abertura dessa saída posterior para o paciente expirar e eliminar
CO2 + H2O + anestésico.
➢ Baraka: é constituída por duas conexões em forma de T, e no meio
delas uma traqueia. Em uma extremidade é conectado um balão
fechado e na outra o paciente pelo tubo endotraqueal, e por esta
extremidade que o paciente recebe O2 + anestésico através da
inspiração. A “saída de scape” para o ambiente desse circuito é o
segundo T que se encontra a frente do balão e no momento da
inspiração esta saída será fechada e o paciente receberá O2 +
anestésico, na expiração abre-se a saída e o paciente então elimina
para ambiente CO2 + H2O + anestésico, portanto não ocorre
absorção de CO2.
➢ Bain: este circuito possui como estruturas um balão reservatório,
uma longa traqueia com dois tubos (o menor passando por dentro do
tubo maior), uma câmara comum para os tubos e uma saída para o
ambiente. Quando o paciente receber do vaporizador o O2 +
anestésico, a saída é fechada e o balão apertado, este paciente então
respira pelo tubo menor (parte interna da traqueia) O2 + anestésico.
No momento da expiração, o balão é solto e a saída para o ambiente é
aberta e CO2 + H2O + anestésico são liberados pelo tubo maior
(parte externa da traqueia). Contudo este circuito possui a câmera
comum para os tubos, onde pode ocorrer a mistura de gases
inspirados e expirados podendo então acontecer à reabsorção de CO2
(que foi expirado no ciclo anterior) então para esse circuito é
necessário o aumento do fluxo de O2 (3%-5%), pois no momento da
inspiração o fluxo de O2 estará maior (força maior) do que o de CO2
expirado e com isso o que for expirado será lateralizado permitindo
então só que o O2 e anestésico inspirado sejam absorvidos pelo
paciente.
OBS: Quanto maior o circuito, maior será o espaço morto preenchido
com o gás, logo cada circuito apresentado existe a sua indicação de
uso. Como exemplo: o Baraka é usado para paciente maiores de até
12 Kg, o T. de Ayres é utilizado para pacientes entre 1-2 Kg e o Bain
é usado para cirurgias de cabeça, pescoço, oftálmicas, tireoide e
maxilofacial.
• Circuito fechado ou semi fechado
Esta classificação depende do fechamento ou não da válvula de
eliminação do gás, e isto vai depender da forma que irei trabalhar com
aquele paciente. Este circuito é considerado valvular (válvula
inspiratória e expiratória) e ocorre absorção de CO2, pois possui uma
estrutura denominada canister (recipiente com a presença de cal
sodada).
Esse circuito possui estruturas como: um vaporizador universal, por
onde sai o O2 + anestésico e o mesmo é conectado no circuito, duas
válvulas (uma para a expiração e a outra para inspiração), um balão e
uma traqueia (é ligado ao paciente pelo tubo endotraqueal). De o
vaporizador ira sair o O2 + anestésico, o balão será apertado e com isso
teremos uma pressão positiva e a paciente ira inspirar O2 + anestésico.
Como este circuito possui uma via inspiratória e expiratória devido às
válvulas unidirecionais, ou seja, a válvula inspiratória só irá abrir com o
fluxo inspiratório e a outra válvula permanece fechada nesse momento.
Na expiração o paciente elimina CO2 + H2O + anestésico, e este ar
expirado irá para o canister (recipiente com a presença de cal sodada) e
neste momento ocorre uma reação exotérmica (gera calor) e o CO2 será
retido, logo o que sai do canister (H2O + anestésico) é reutilizado pelo
sistema e assim voltando para o paciente. Isto é uma vantagem, pois
caso o paciente se encontrar hipotérmico esse ar aquecido ajuda no
aquecimento e como o anestésico será reaproveitado o fluxo no
vaporizador de anestésico será menor.
No circuito semi fechado tem-se uma saída para o meio ambiente (POP-
OFF), então o fluxo de reciclagem do anestésico é menor, sendo
eliminado para o ambiente CO2 + H2O + anestésico.
OBS: todo CO2 eliminado pelos circuitos sem a presenta do canister
(recipiente com a presença de cal sodada) é prejudicial à equipe que esta
presente neste local e todo anestésico eliminado nos circuitos abertos ou
semi-abertos é prejudicial para o paciente, pois não ocorre a reciclagem
do fármaco, logo não diminui a concentração do uso farmacológico no
vaporizador.
❖ Anestesia inalatória
É obtida por meio da absorção de um princípio ativo pela via
respiratória, passando pela corrente circulatória e atingindo o sistema
nervoso central, produzindo assim anestesia geral. Como características
desses fármacos inalatórios, possui apresentação em forma liquida e sob
pressão e volatilizam, e leva o paciente a hipnose.
Além de serem administrados pela via aérea (absorção pelo ciclo
respiratório dependendo da hematose para ser absorvido) são
administrados associados ao oxigênio. E também possuem uma rápida
indução e recuperação quando comparado aos anestésicos injetáveis,
pois é característica desses fármacos inalatórios serem absorvidos na
inspiração e eliminados na expiração, e de acordo com a moleca
farmacológica utilizada desses fármacos uma grande parte será
eliminada na forma ativa no momento da expiração e outra parte será
degradada e biotransformada no fígado, sendo eliminada através da
urina e fezes, portanto depende dos outros sistemas do organismo para a
eliminação.
Uma das maiores dificuldades dessa anestesia além da rápida indução
anestésica é a utilização dos equipamentos e encontrar profissionais
especializados.
OBS: anestesia inalatória não poder classificada como a mais segura,
pois promove uma rápida indução anestésica e uma rápida recuperação
e isso proporciona uma depressão central muito rápida que irá
caracterizar a predominância da neurotransmissão inibitória, redução da
resistência vascular, alteração do ritmo cardíaco e força de contração
sendo então muito arriscado para o paciente, e dependendo do paciente
pode ser ainda mais arriscado.
Ex: pacientes com taxa metabólica alta, como os roedores, coelhos e
aves, a taxa de absorção farmacológica será mais alta, ou seja, é
possível aprofundar o plano anestésico muito mais rápido podendo
assim causar sobredose. E ao mesmo tempo em que ocorre a rápida
absorção, também acontece à rápida eliminação, portanto é necessário
trabalhar com a taxa de administração do fármaco alta tendo então um
grande rico a esse paciente.
Contudo apresenta diversas vantagens, como: maior controle do plano
anestésico do paciente por parte do anestesista, que aprofunda ou
superficializa a anestesia conforme a necessidade da situação
apresentada, a recuperação da anestesia é mais rápida comparada com
anestesia intravenosa, à metabolização e a eliminação do agente
anestésico inalatório são rápidas e além do consumo anestésico em
sistemas circulares é baixo, resultando em uma anestesia econômica.
• Anestésico