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Litíase urinária

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agudo; e 
em casos com evidência de obstrução. A punção por agulha é guiada por fluoroscopia, 
ultrassonografia ou ambas e é colocada rotineiramente a partir da linha axilar posterior em um cálice 
inferior posterior. Cálculos residuais podem ser retirados com a ajuda de endoscópios flexíveis, 
acesso para punção percutânea adicional, irrigações de seguimento, LEOC ou sessões 
percutâneas adicionais. 
A cirurgia aberta é a maneira histórica de se remover cálculos, entretanto, raramente é usada 
hoje. 
Indicações para remoção urgente do cálculo ou drenagem do trato urinário: 
• Dor intensa recorrente e refratária à medicação 
• Insuficiência renal aguda com hidronefrose 
• Obstrução urinária persistente 
• Infecção concomitante. 
 
Profilaxia e terapêutica da doença litiásica 
O aumento do volume urinário reduz a concentração dos sais excretados e, 
consequentemente, diminui a supersaturação urinária. Recomenda-se, para diminuir a recorrência 
da nefrolitíase em até 50%, que a ingestão líquida seja suficiente para a produção de, pelo menos, 
2.000 mℓ de urina diariamente. A água é a bebida mais recomendada, independentemente do 
conteúdo de cálcio ou magnésio. De modo geral, os sucos de frutas são benéficos na prevenção 
da calculose urinária. Em relação aos sucos cítricos, o fator fundamental para prevenção é o cátion 
que acompanha o citrato. 
Chá e café também foram associados à redução no risco de formação de novos cálculos. O 
consumo de refrigerantes adoçados artificialmente com frutose deve ser desestimulado, pois está 
associado a resistência insulínica e aumento da excreção urinária de oxalato, cálcio e ácido úrico. 
A redução da ingestão de refrigerantes acidificados pelo ácido fosfórico, como aqueles à base de 
cola, também diminui a recorrência da urolitíase, principalmente em homens com alto consumo 
basal desse nutriente. 
Vários trabalhos demonstraram que a ingestão reduzida de cálcio está associada a maior 
incidência de nefrolitíase. Postula-se que a baixa concentração de cálcio na luz intestinal causa 
maior absorção entérica de oxalato e, consequentemente, hiperoxalúria secundária. Além disso, a 
restrição dietética de cálcio pode resultar em perda óssea em pacientes com cálculos e 
hipercalciúria. 
A nefrolitíase tem sido associada a hipertensão, obesidade e diabetes melito. A maior 
prevalência de eventos cardiovasculares entre formadores de cálculos renais também vem sendo 
reconhecida recentemente. Além disso, o excesso de peso pode resultar em aumento da excreção 
urinária de ácido úrico e oxalato, fatores de risco para a formação de cálculos de oxalato de cálcio. 
Esses dados indicam que, além das orientações nutricionais que visem a diminuir fatores de risco 
para a nefrolitíase, é necessária educação continuada para a profilaxia e o tratamento da 
obesidade, preferentemente por uma equipe multiprofissional. 
Como o ácido ascórbico (vitamina C) é metabolizado em oxalato, aconselha-se ingestão 
diária menor que 1 g/dia. 
 
Recomendações dietéticas: 
• Realizar ingestão líquida adequada para produzir 2 a 3 ℓ de urina ao dia 
• Evitar restrição de cálcio 
• Evitar o consumo excessivo de sal e proteína animal 
• Fazer consumo balanceado de cálcio e oxalato 
• Incentivar a ingestão de sucos cítricos. 
 
MCANINCH, J. W.; LUE, T. F. Urologia geral de Smith e Tanagho [recurso eletrônico]. 18. ed. 
Porto Alegre: AMGH, 2014. 
 
RIELLA, M. C. Princípios de nefrologia e distúrbios hidreletrolíticos. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2018.