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RESUMO -NIVEL DE CONSCIENCIA E ESTADO MENTAL

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vai ter alguma sequela: paralisias, dificuldades cognitivas. Pode também não ter nenhuma sequela.
· ESTADO VEGETATIVO:
É uma lesão cerebral difusa (independe da causa) e o paciente tem a consciência vazia.
Com tronco encefálico preservado, as funções: respiração, micção, defecação, deglutição, temperatura corporal, batimentos cardíacos, tem bocejo, tem ciclo sono-vigília porém com consciência vazia.
Geralmente são acometidos pacientes jovens que sofrem acidentes automobilísticos.
LESÃO AXIONAL DIFUSA ocorre uma ruptura dos axônios gerando dissociação completa dos circuitos cerebrais.
Estado vegetativo é a falta prolongada de reação e alerta por disfunção intensa dos hemisférios cerebrais, com preservação suficiente do diencéfalo e do tronco encefálico para conservar os reflexos autônomos e motores e os ciclos de sono-vigília. Os pacientes podem apresentar reflexos complexos, incluindo movimentos oculares, bocejo e movimentos involuntários em reação a estímulos dolorosos, mas não demonstrar consciência de si próprios ou do meio ambiente. 
O estado vegetativo é uma condição crônica que preserva a capacidade de manter a pressão arterial, respiração e função cardíaca, mas não a função cognitiva. Funções do tronco cerebral do hipotálamo e medulares permanecem intactas para dar suporte às funções cardiorrespiratórias e autonômicas e são suficientes para a sobrevida se o atendimento médico e de enfermagem for adequado. O córtex é severamente danificado (eliminando a função cognitiva), mas o sistema de ativação reticular (SAR) permanece funcional (tornando possível o estado de vigília). Reflexos do mesencéfalo ou pontinos podem ou não estar presentes. Os pacientes não têm conciência de si mesmos e interagem com o ambiente somente por meio de reflexos. Atividade convulsiva pode estar presente, mas não ser clinicamente evidente.
Tradicionalmente, um estado vegetativo que dura > 1 mês é considerado um estado vegetativo persistente. Mas o diagnóstico do estado vegetativo persistente não implica incapacidade permanente porque em casos muito raros (p. ex., após lesão cerebral traumática), os pacientes podem melhorar, alcançando um estado minimamente consciente ou um nível mais alto de consciência.
DEVE TER ERRO AQUI (rsrsrs)
PROTOCOLOS:
Quando há lesão por TRAUMA – espera 12 meses, se coma durar esse tempo e considerado um coma persistente;
Quando há lesão por TRAUMA – espera 3 meses – gera o estado vegetativo persistente.
· ESTADO MINIMAMENTE CONSCIENTE:
- paciente responde algum estimulo (fixa o olhar, responde estimulo sonoro, tem reações afetivas (chora), as vezes consegue apertar mão de alguém)
- existem vários protocolos.
Um estado minimamente consciente, ao contrário de um estado vegetativo, é caracterizado por alguma evidência de autoconsciência e/ou do ambiente, e os pacientes tendem a melhorar. O diagnóstico é clínico.
· SÍNDROME LOCKED-IN ou CATIVEIRO:
INFARTO DE ARTÉRIA BASILAR tem ramos pontinhos que afetam o tronco encefálico.
Trombose de artéria Basilar gera isquemia na porção anterior da ponte, gerando morte da ponte, onde estão as vias motoras (região ventral da ponte).
O tracto cortico-espinhal é acometido bilateralmente gera uma tetraparesia que atinge as fibras corticoespinais que afeta o núcleo do 7° par craniano (nervo facial), gerando então a paratesia facial, o paciente só consegue fazer alguns movimentos oculares pois o 3° e 4° pares cranianos estão preservados.
- o paciente entende tudo ao seu redor, mas não consegue se manifestar, ele está estático, “preso no corpo”, apenas com alguns movimentos oculares e a consciência intacta.
A síndrome de encarceramento normalmente resulta de hemorragia ou infarto pontino que causa tetraplegia e interrompe e danifica os centros responsáveis por controle do olhar horizontal. Outros distúrbios que resultam em paralisia motora severa generalizada (p. ex., síndrome de Guillain-Barré) e cânceres que envolvem a fossa posterior e a ponte são causas menos comuns.
Os pacientes apresentam função cognitiva intacta e encontram-se alertas, com abertura dos olhos e ciclos de sono-vigília normais. Eles podem ouvir e ver. Entretanto, não conseguem mover a porção inferior da face, mastigar, deglutir, falar, respirar, mover os membros ou os olhos lateralmente. O movimento vertical dos olhos é possível; os pacientes conseguem abrir e fechar os olhos ou piscar um determinado número de vezes para responder a uma pergunta.