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estudo de caso

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‘FACULDADE SANTA MARIA CURSO DE BACHARELADO EM PSICOLOGIA 
ANÁLISE DE CASO: ÉTICA PROFISSIONAL EM PSICOLOGIA
Anna Beathrys Jessyca Aquino Luanna Mikaelly Maria Suyanne Mylena Kelly 
Cajazeiras – PB 2020
SUMÁRIO
1.0	INTRODUÇÃO	3
2.0	FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	4
3.0	DISCUSSÃO DE CASO	6
3.1	Descrição de Caso	6
3.1.1	Descrição Caso 01: filme Orações para Bobby	6
3.1.2	Descrição Caso 02: caso elaborado	6
3.2	Análise de Caso	6
3.2.1	Análise Caso 01: Filme Orações para Bobby	6
3.2.2	Análise Caso 02: Caso elaborado	7
REFERÊNCIAS	9
1.0 INTRODUÇÃO 
O respectivo trabalho resulta em explanar suscintamente os conceitos que envolvem a ética profissional, além de analisar e discutir exemplos fictícios de atitudes antiéticas de psicólogos baseado no código de ética de 2005. 
Em 27 de agosto de 1962 foi sancionada a lei nº 4.119, pelo presidente da república João Belchior Goulart, oficializando o exercício da psicologia no Brasil. Reconhecendo a psicologia como ciência e profissão, surgiu a necessidade de um código de conduta, na qual apresentasse os princípios que deveriam utilizar como referência para suas ações. Foi quando em 1967 a Associação Brasileira de Psicólogos (ABP) presidida por Arrigo Angelini elaborou um código de ética, no qual permeou por sete anos, mas foi só em 1975 que o primeiro código de ética foi aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), este baseado no de 1967. Nesse sentido, o Código de Ética apresenta-se como um auxílio na construção da identidade profissional, de uma concepção de pertencimento ao grupo, ao mesmo tempo em que autentica a profissão perante a sociedade. 
Podemos definir a ética como a teoria do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, é a teoria sobre conduta, na qual não deve ser confundida com moral. A ética está presente em diversos comportamentos da nossa sociedade, sendo ela social, pessoal, política e outras. O psicólogo assim como qualquer outro profissional, deve alicerçar da ética em seus afazeres profissionais e sociais, interligando o saber fazer e saber conduzir, embasado no respeito pelo o outro e pela sua integridade. 
Sendo assim, o presente trabalho busca fazer uma análise de casos fictícios com foco principal na postura do psicólogo em meio a demandas, e se o mesmo está agindo conforme estabelece o código de ética de 2005. Neste sentido, tem-se como objetivo principal entender como deve ser a atuação do psicólogo em consonância com o código de ética de 2005. 
É importante destacar a relevância desse estudo, visto que se observa a amplitude de ações errôneas na conduta profissional do psicólogo, analisando e formulando possíveis posturas, além de que como futuros profissionais, conhecer e compreender o código da profissão é indispensável para práticas futuras.
2.0 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
A ética é uma ciência que busca estudar o comportamento ou valores morais de um determinado grupo ou indivíduo em sociedade, procura determinar a essência da moral, sua origem, às condições objetivas e subjetivas do ato, fontes de avaliação, a natureza, a função dos juízos morais, os critérios de justificação destes, o princípio que rege a mudança e a sucessão de diferentes sistemas morais (VÁSQUEZ, 1992). 
A ética e a moral estão ambas relacionadas, apesar de apresentarem diferentes significados. Dessa forma, pode-se dizer que a moral comanda e dirige o fato, o ato, a ação ou o procedimento, explica costumes e regem as regras, normas e leis que determinam os mesmos. Estas normas são dotadas de um caráter histórico e social e acatadas de forma livre por cada indivíduo ou sociedade (FIGUEIREDO, 2008). 
Ademais, a ética também está fortemente vinculada à filosofia, visto que não se pode deixar de ter como fundamento a concepção filosófica do homem, que nos permite ter uma ampla visão do ser social, histórico e criador. Dentro do campo filosófico destacam-se alguns pensadores. Sócrates pressupõe que a ética iria além do senso comum, que existiria um “bom em si”, ou seja, seria algo próprio da sabedoria e da alma, podendo ser evocado através da aprendizagem (CAMPS, 1992).
Para Platão, diferentemente da contemporaneidade, a ética busca virtude ou excelência como objetivo prioritário de evolução do ser, sendo assim de teor aristocrático. Para Aristóteles, parte de uma teoria mais analítica, ou seja, as ideias entre virtude, natureza, caráter, hábito, ação, felicidade e entre outros princípios, encontram-se entrelaçados. No entanto, o que diferencia as ideias entre Platão e Aristóteles, são seus estilos de pensamentos e métodos (PAVIANI, 2013). 
Código de Ética, de modo geral, corresponde aos princípios, direitos e deveres que rege uma determinada profissão, instituição ou empresa, cujos funcionários e/ou profissionais devem seguir no exercício de suas respectivas funções. Sendo assim, estes princípios visam avaliar e julgar as ações do profissional em relação à sociedade, ou seja, se o profissional está em conformidade com o Código que o rege (AMENDOLA, 2014). 
Trazendo a abordagem do Código de Ética em Psicologia, a fim de analisar e entender a relação entre a formação do psicólogo, a construção das demandas sociais contemporâneas e a ética, na ausência de uma legislação que disciplinasse a Psicologia como ciência e profissão, a figura do psicólogo que se edificava no país era de um profissional voltado à avaliação, seleção e adaptação dos sujeitos. Somente em agosto de 1962 foi oficializado o exercício da Psicologia no Brasil através da Lei nº 4.119, que regulamenta a profissão do Psicólogo garantindo a concessão e a exclusividade no uso de métodos e técnicas psicológicas (AMENDOLA, 2014). 
Todo Código, na medida em que a sociedade e a própria profissão se movimentam, permite a revisão e reedição de seus artigos para que a profissão possa se aproximar aos novos costumes impostos socialmente. Buscando manter um código de conduta que visa à proteção e defesa dos diretos de seus usuários e do trabalho profissional (AMENDOLA, 2014). 
O Código que rege a profissão do Psicólogo no Brasil é regulamentado a partir das decisões em coesão do CFP (Conselho Federal de Psicologia) e do CRP (Conselho Regional de Psicologia). O primeiro Código que buscou orientar a conduta dos Psicólogos no Brasil era composto por cinco princípios e quarenta artigos distribuídos em treze capítulos que discorriam basicamente sobre as responsabilidades gerais do psicólogo, das responsabilidades com o cliente e com as instituições, da relação entre profissionais, do sigilo, da fiscalização do exercício profissional e disposições gerais. Posteriormente, a Psicologia ainda contou com algumas mudanças quanto ao Código de Ética, e com isso, foram surgindo novas resoluções a partir de reformulações realizadas ao Código, onde alguns temas ganharam mais ênfase enquanto outros foram excluídos (FREIRE, 2004).
O mais atual Código de Ética do profissional de Psicologia no Brasil, à resolução do CFP N° 010/2005, foi aprovado e está em vigor, contando com sete princípios fundamentais e vinte e cinco artigos distribuídos em dois capítulos que discorrem das responsabilidades do psicólogo e das disposições gerais da profissão. De modo geral, esta nova resolução tem como proposta desenvolver alguns temas de forma mais ampla, buscando como finalidade ter um Código que possibilite fazer presente a ética associada à prática profissional, tendo em vista as necessidades da categoria, mas sem perder os interesses da