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cirurgia periodontal

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-introdução: 
-A decisão sobre o tipo de cirurgia periodontal a ser 
empregada e quantos locais devem ser incluídos é, 
geralmente, feita após a avaliação da resposta à fase 
inicial da terapia relacionada à causa 
-O tempo entre a conclusão da terapia relacionada à 
causa e a escolha do tipo de abordagem cirúrgica pode 
levar de 1 a vários meses. 
-Essa rotina apresenta as seguintes 
vantagens: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-Técnicas cirúrgicas para tratamento 
periodontal das bolsas: 
-É de interesse histórico o fato de que as primeiras 
técnicas cirúrgicas usadas na terapia periodontal foram 
descritas como meio de ganhar acesso às superfícies 
radiculares acometidas pela doença. 
 
-Esses acessos poderiam ser realizados sem a excisão 
do tecido mole da bolsa (“cirurgias para acesso”). 
 
 
 
 
-Posteriormente, procedimentos foram descritos nos 
quais a “gengiva doente” era excisada (procedimentos 
de gengivectomia) 
-O conceito de que não só os tecidos moles 
inflamados, mas também o “osso infectado e 
necrótico” tinham de ser eliminados levou ao 
desenvolvimento de técnicas pelas quais o osso 
alveolar poderia ser exposto e instrumentado 
(procedimentos a retalho). 
-Outros conceitos, como a importância da manutenção 
do complexo mucogengival (ampla faixa de gengiva) e 
a possibilidade de regeneração dos tecidos 
periodontais, permitiram a introdução de técnicas “sob 
medida” 
-procedimentos de gengivectomia: 
-definida por Grant como “a excisão da parede de 
tecidos moles da bolsa periodontal patológica” 
--procedimento cujo o objetivo era a eliminação da 
bolsa, era em geral associado com a restauração da 
arquitetura normal da gengiva 
-Robicsek e, mais tarde, Zentler descreveram a 
gengivectomia da seguinte forma: 
-primeiro, determina-se o contorno da gengiva a ser 
ressecado. Através de uma incisão reta (Robicsek) ou 
recortada (Zentler), primeiro na face vestibular e, 
depois, na lingual de cada dente, o tecido acometido é 
descolado e elevado com um instrumento em forma de 
gancho 
- Após a eliminação dos tecidos moles, o osso alveolar 
exposto é raspado 
- A área é então coberta com algum tipo de gaze com 
efeito antibacteriano ou “pintado” com uma solução 
desinfetante 
-A bolsa periodontal aprofundada é, então, erradicada 
e é estabelecida uma dentição que possa ser mantida 
limpa com mais facilidade 
Cirurgia periodontal 
•A remoção de cálculo e da placa bacteriana 
pode eliminar ou reduzir consideravelmente o 
infiltrado de células inflamatórias na gengiva, 
possibilitando determinar a profundidade 
“verdadeira” de bolsa 
•A redução da inflamação gengival torna os 
tecidos moles mais fibrosos e mais firmes, o 
que facilita o manejo dos retalhos. A tendência 
para sangramento também é reduzida, 
facilitando a inspeção do campo cirúrgico 
•A efetividade do controle do paciente, que é 
de importância fundamental para o 
estabelecimento de um prognóstico a longo 
prazo, pode ser avaliada apropriadamente. A 
deficiência nesse controle é, na maioria dos 
casos, uma contraindicação ao tratamento 
cirúrgico. 
 
 
Gengivectomia. Técnica da incisão reta. (Fonte: 
Robicsek) 
 
Gengivectomia. Técnica da incisão recortada (Fonte: 
Zentler) 
-tecnica: 
-o procedimento da gengivectomia, como é realizado 
atualmente, foi descrito por Goldman em 1951 
-Quando a região indicada para a cirurgia estiver 
adequadamente anestesiada, a profundidade das bolsas 
patológicas é identificada com uma sonda periodontal 
convencional 
-No nível do fundo da bolsa, a gengiva é perfurada e 
um ponto sangrante é produzido na superfície externa 
do tecido mole 
-As bolsas são sondadas e um ou mais pontos 
sangrantes são produzidos ao redor de cada dente da 
região 
-A sequência desses pontos demarcará a profundidade 
das bolsas na área indicada para o tratamento e é usada 
como um guia para a incisão 
•A incisão primária, que pode ser feita com um bisturi 
(lâmina número 12B ou 15; Bard-Parker) com um cabo 
Bard-Parker, ou um cabo angulado (cabo de Blake), ou 
um gengivótomo de Kirkland número 15/16, deve ser 
planejada para proporcionar margem afilada e 
festonada da gengiva remanescente 
- Assim, na área em que a gengiva é volumosa, a 
incisão tem de ser feita mais apicalmente do que nas 
áreas em que a gengiva é mais delgada, onde se faz 
necessário um bisel menos acentuado. A incisão 
biselada é direcionada à base da bolsa. 
-Nas áreas onde as bolsas interdentais são mais 
profundas que as bolsas vestibulares ou linguais 
(palatinas), quantidades adicionais de gengiva 
vestibular e/ou lingual (palatina) devem ser removidas, 
a fim de restabelecer o contorno “fisiológico” da 
margem gengival 
-Isso é normalmente obtido iniciando a incisão 
primária em um nível mais apical
 
-Gengivectomia. Marcação da bolsa. A. Uma sonda 
periodontal convencional é usada para identificar o 
fundo da bolsa aprofundada. B. Quando a 
profundidade de bolsa tiver sido marcada, uma 
distância equivalente é delineada na parte externa da 
gengiva. A ponta da sonda é, então, passada para a 
posição horizontal e usada para produzir um ponto 
sangrante no nível do fundo da bolsa. 
-Após a incisão primária nas faces vestibular e lingual 
dos dentes, o tecido mole interproximal é separado do 
periodonto interdental por meio de uma incisão 
secundária utilizando-se um gengivótomo de Orban 
(número 1 ou 2) ou um gengivótomo de Waerhaug 
(número 1 ou 2; uma versão modificada do 
gengivótomo de Orban com serrilhas; 
•Os tecidos incisados são cuidadosamente removidos 
com uma cureta ou raspador 
-Pequenas compressas de gaze frequentemente 
precisam ser acomodadas nas áreas interdentais para 
controlar o sangramento 
-Quando o campo operatório está adequadamente 
preparado, as superfícies radiculares expostas são 
cuidadosamente desbridadas 
•Após o desbridamento meticuloso, as regiões 
dentogengivais são novamente sondadas para detectar 
alguma bolsa remanescente 
- O contorno gengival é verificado e, se necessário, 
corrigido com o uso de gengivótomos ou brocas 
diamantadas 
•Para a proteção da área incisada durante o período de 
cicatrização, a superfície da ferida tem de ser coberta 
por um cimento cirúrgico. 
-O cimento deve ficar bem-adaptado às superfícies 
vestibular e lingual, bem como aos espaços 
interproximais 
-Deve-se ter o cuidado de não deixar que o cimento 
fique muito volumoso, pois, além de desconfortável 
para o paciente, pode facilitar seu deslocamento 
•O cimento cirúrgico deve ser mantido por 10 a 14 
dias. Após a sua remoção, os dentes devem ser 
higienizados e polidos 
-As superfícies radiculares são cuidadosamente 
examinadas e qualquer cálculo remanescente é 
removido com uma cureta 
-O excesso de tecido de granulação é eliminado com 
uma cureta 
-O paciente é orientado a higienizar a área operada, 
que agora apresenta uma anatomia diferente daquela 
pré-operatória 
-procedimentos a retalho 
-retalho original de widman 
-widman descreveu o desenho de um retalho 
mucoperiósteo com o objetivo de remover o epitélio da 
bolsa e o tecido conjuntivo inflamado, facilitando, com 
isso, a correta higienização das superfícies radiculares 
-técnica: 
-Incisões liberadoras verticais são feitas primeiramente 
para demarcar a área a ser operada 
-Essas incisões iniciam-se na região mediana da 
margem gengival vestibular de dois dentes adjacentes 
à área a ser operada e continuam por alguns milímetros 
na mucosa alveolar 
-As duas incisões liberadoras são unidas por uma 
incisão gengival, que acompanha a margem gengival 
e separa o epitélio da bolsa e o tecido conjuntivo 
inflamado da gengiva não inflamada 
-Incisões liberadoras e gengivais similares, caso 
necessário, são feitas na face lingual dos dentes 
-Um retalho mucoperiósteo é elevado para expor pelo 
menos 2 a 3 mm do osso alveolar marginal 
-O colarinho de gengiva