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SUPLEMENTAÇÃO PRECONIZADA PELA OMS NO PRÉ

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SUPLEMENTAÇÃO PRECONIZADA PELA OMS NO PRÉ-NATAL
Recomenda-se às adolescentes e mulheres grávidas uma alimentação saudável e atividade física durante a gravidez. A dieta preconizada durante a gravidez deve fornecer energia, conter proteínas, vitaminas e sais minerais adequados, obtidos através do consumo de alimentos variados, incluindo vegetais verdes e laranja, carne, peixe, feijão, frutos secos, cereais integrais e frutas.	
A suplementação de micronutrientes não tem efeito significativo sobre o peso ao nascer ou a duração da gestação em mulheres bem nutridas, no entanto a suplementação com micronutrientes aumenta o peso ao nascer dos recém-nascidos e prolonga a evolução da gestação em gestantes desnutridas e imunossuprimidas. 
Suplementos de ferro e ácido fólico: É recomendado um suplemento oral diário de ferro e ácido fólico, com 30 mg a 60 mg de ferro elementar e 400 µg (0,4 mg) de ácido fólico para as mulheres grávidas, a fim de evitar anemia das mães, infecção puerperal, baixo peso ao nascer, parto prematuro e malformações do tubo neural.
Em caso de gestantes com hemoglobina > 11g/dl (ausência de anemia), o Programa Nacional de Suplementação de Ferro, do Ministério da Saúde, criado por meio da Portaria MS nº 730, de 13 de maio de 2005, recomenda a suplementação de 40mg/dia de ferro elementar (200mg de sulfato ferroso) a partir da 16ª semana de gestação e até o 3º mês pós-parto e no pós aborto. 
Em caso de anemia leve (hemoglobina entre 8g/dl e 11g/dl), recomenda-se tratar com 120 a 240mg de ferro elementar ao dia; 5 (cinco) drágeas/dia de sulfato ferroso, de 40mg cada, via oral (podem ser 2 pela manhã, 2 à tarde e 1 à noite), uma hora antes das refeições.
Em caso de hemoglobina < 8g/dl, é considerado anemia grave e pré-natal de alto risco.
O ácido fólico deverá ser iniciado o mais cedo possível (em termos ideais, 60 a 90 dias antes da concepção e mantido no primeiro trimestre de gestaçao) para a prevenção de anormalidades congênitas do tubo neural, especialmente nas mulheres com antecedentes desse tipo de malformações. Para prevenção dos defeitos abertos do tubo neural em pacientes sem antecedentes, recomenda-se suplementação de 0,4mg/dia e, em pacientes com fatores de risco, 4 mg/dia (antecedente pessoal, uso de medicação anticonvulsivante, entre outros). 
Mulheres que tiveram fetos ou neonatos com defeitos abertos do tubo neural têm que usar folato continuamente se ainda desejam engravidar (grau de recomendação A); 
Suplementos de cálcio: A suplementação de cálcio é benéfica em populações com baixa ingestão diária de cálcio e alto risco de desenvolver hipertensão durante a gestação. A dose recomendada é de 02 (dois) comprimidos por dia de carbonato de cálcio (1250 mg por comprimido), o que equivale a um total de 1000 mg de cálcio elementar para prevenir PE. O suplemento de cálcio deve ser tomado com intervalo mínimo de 2 horas dos compridos de ferro ou de polivitamínicos contendo ferro, pois esse mineral também diminui a absorção do cálcio. Uma boa alternativa é recomendar a ingestão do carbonato cálcio à noite, antes de deitar, com um pouco de leite. Recomenda-se que a suplementação de cálcio seja iniciada a partir da 16ª semana e continue até a 36ª semana da gestação. 
Suplementos de vitamina A: O suplemento de vitamina A é recomendado pelo Programa de Suplementação de Vitamina A em todos os estados da Região Nordeste e Minas Gerais, pois são áreas endêmicas para deficiência de vitamina A. A vitamina A é nutriente que atua no sistema imunológico, auxiliando no combate às infecções, à diarreia e ao sarampo. Ajuda também no crescimento e desenvolvimento, além de ser muito importante para o bom funcionamento da visão. A falta de vitamina A pode resultar em cegueira. Portanto, nas regiões citadas, toda puérpera no pós-parto imediato deve receber uma megadose de 200.000 UI de vitamina A (1 cápsula VO), garantindo reposição dos níveis de retinol da mãe e níveis adequados de vitamina A no leite materno até que o bebê atinja os 6 meses de idade, diminuindo-se o risco de deficiência dessa vitamina entre as crianças amamentadas. As mulheres não devem receber suplementação de vitamina A em outros locais (na rede básica de saúde, por exemplo) ou em outros períodos de sua vida reprodutiva, para que seja evitado o risco de teratogenicidade para o feto, caso haja nova gravidez em curso. 
Suplementos de zinco: Uma dieta rica em alimentos integrais e fitatos, a suplementação elevada de ferro (30 mg/dia), fumo, o abuso do álcool e o stress causado por infecção ou trauma podem diminuir a concentração plasmática materna de zinco, reduzindo sua disponibilidade para o feto. Gestantes nessas condições devem receber uma suplementação de 25 mg/dia de zinco, a fim de minimizar o risco de complicações associadas à sua deficiência como a mortalidade neonatal por doenças infecciosas. 
Proteínas: a suplementação balanceada de proteína está relacionada a menor incidência de baixo peso ao nascer e morte neonatal, principalmente em população com gestantes subnutridas. 
Suplementos de múltiplos micronutrientes, Suplementos de vitamina B6 (piridoxina), Suplementos de vitamina E, C, e D não são recomendados às mulheres grávidas para melhorar os resultados maternos e perinatais. 
A vitamina B6 é recomendada para gestantes com nutrição inadequada (usuárias de drogas, adolescentes e nos casos de gestação múltipla) 
A necessidade de vitamina C na gestação é de 80 a 85 mg/dia e pode ser obtida pela alimentação. 
Restrição da ingestão de cafeína: Para as mulheres grávidas com alta ingestão diária de cafeína (mais de 300 mg por dia), recomenda-se a redução da ingestão diária de cafeína durante a gravidez para evitar o risco de aborto espontâneo e recém-nascidos com baixo peso à nascença.