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Concurso público - Dicas para provas discursivas

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Dicas para provas discursivas
 
Para começar, vamos definir o que é uma Prova  discursiva, ou de questões abertas: é o desenvolvimento de um texto, no estilo especificado no edital. Pode ser uma redação sobre um tema ou resposta a uma ou mais questões formuladas. Deverá ser escrita em letra legível (atenção ao edital se ele especifica se a letra deverá ser cursiva - de mão - ou não), à caneta e respeitando (obviamente) o número de linhas determinados. A avaliação, conforme comentado no outro ponto, normalmente abrange aspectos de conhecimento demonstrado em relação ao assunto/tema proposto e os relacionados ao correto uso da língua portuguesa, tanto no desenvolvimento das idéias, quanto no que se refere à correção gramatical.
Questões de provas abertas são apresentadas, basicamente, sob três formas:
- dissertativa propriamente dita - o examinador dá um tema sobre o qual o candidato deverá discorrer.
- objetiva - embora a resposta seja escrita, a questão posta não permite maiores devaneios do candidato. A resposta deve ser curta e objetiva, pelo que o candidato deve ir “direto ao ponto”
- caso hipotético - o examinador narra uma história hipotética e pede que o candidato aponte soluções para o problema.
Em cada uma destas hipóteses a resposta deve ser elaborada de forma diversa.
Se a questão é dissertativa, cabe ao candidato introduzir o assunto, e a partir daí explorar o tema, demonstrando, da forma mais segura possível, seu conhecimento a respeito do assunto proposto. 
Este tipo de questão não tem “resposta certa”, mas há sempre o risco de fuga ao tema, do que decorre a perda dos pontos da questão.
No caso da questão objetiva, a resposta também deverá seguir a linha da objetividade. O candidato deve deixar de lado os rodeios e floreios e ir direto ao ponto, respondendo exatamente o que o examinador perguntou.
Por fim, se aparecer um caso hipotético, uma daquelas situações-problema parecidas com alguma coisa da vida real, o candidato deve se preocupar mais com o “caminho” que com a “chegada”, isto é, o desenvolvimento do raciocínio é mais importante que a solução em si. Este tipo de questão normalmente comporta mais de uma solução. Assim, o candidato jamais deve tentar responder “conforme o que o examinador pensa”, porque é notadamente mais difícil defender de forma consistente uma opinião que não é a sua.  A coerência entre as idéias lançadas e os argumentos, neste caso, valem muito mais que a solução do problema apontada pelo candidato. 
Vale lembrar que "coesão" é o que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles (a coerência), caso não haja coesão entre os elementos do texto, ele fica prejudicado em sua coerência, ou seja, fica carente de sentido ou se apresenta de forma contraditória.
Como requer esse tipo de prova, verifique eventuais erros gramaticais e corrija-os. Cuidado com ortografia, concordância e pontuação, aspectos em que se verifica o maior índice de erros nessas provas, evite rasuras no texto definitivo.
Antes de mais nada: tenha calma e faça um rascunho. O rascunho servirá para medir o espaço gasto, dar visibilidade ao texto e, claro, servir de base para o texto final.
Sugerimos evitar frases negativas - evitar começar as orações com Não e Nunca. E dar preferência à voz ativa - ele fez - e evitar a voz passiva - foi feito. Também sugerimos que se evite escrever o que não se domina ou não se tem certeza absoluta, para evitar gafes. Especialmente com nomes e datas, se não tiver certeza absoluta, é melhor não citar ninguém.
Tenha calma, mas seja breve, o tempo é sempre muito curto para se desenvolver uma tese de doutorado em 30 linhas... ou seja: escreva simples.
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Outro ponto importante é estudar os tipos de RESUMOS. Por vezes as provas de Biblio pedem que se prepare um tipo de resumo específico.
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