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REP ANIMAL - PATOLOGIAS DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO -PARTE1

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conjuntivo. 
 
A Hipoplasia se caracteriza pela baixa (hipo) 
formação de células. 
Ou seja, há o vestígio 
do órgão, porém as 
células não se 
desenvolvem, não 
maturam. Também 
podem ser uni ou bilateral, total ou parcial, 
podendo ocorrer em diversas espécies, 
principalmente vacas e resultam na infertilidade do 
animal. 
Quando é identificada na forma “bilateral total”, a 
genitália também é hipoplásica ou 
hipodesenvolvida, inclusive a glândula mamária, e 
o animal é estéril. Porém, quando identificada em 
sua forma “unilateral”, o animal é classificado 
como “subfértil”, o que significa que até pode 
haver prenhez mas não com regularidade de 
acordo com os protocolos de uma produção 
animal. 
 
São os ovários que não desempenham suas 
principais funções como ovulação 
pro exemplo, de maneira correta. 
Se faz necessária a investigação 
da causa de base. A patologia 
pode ser vista em fêmeas pré-
púberes, podem ser decorrentes 
de problemas nutricionais, 
principalmente no pré e no pós 
parto, como é o exemplo de animais obesos ou 
sub nutridos. 
O lado bom é que há tratamento e se dá por 
corrigir a causa de base. Porém também há 
chance de descarte caso não haja como 
solucionar o problema em específico. 
 
A propria formação de folículos, por algum motivo, 
por exemplo, folículos 
atrésicos, pode vir a 
causar um quadro de 
hemorragia. Também se 
trata de um problema que 
deve ser investigada a 
causa de base. 
Pode ocorrer em 
bezerras, em cadelas e, ocasionalmente vacas já 
com mais idade. 
 
A hemorragia decorrente de ovulação pode dar 
origem a pequenas 
projeções de fibrina na 
superficie do ovário, que 
posteriormente podem se 
organizar, originando 
pequenas aderências de 
carater fibroso na superficie 
do ovário. Todas as espécies são sucetíves, 
apenas variando em intensidade. 
A Égua por exemplo, desenvolve um corpo 
hemorrágico de grandes dimensões após a 
ovulação. 
O coágulo que preenche o espaço do líquido 
folicular que vai lugar ao desenvolvimento das 
células luteínicas e a formação do corpo lúteo. 
Essa patologia é um caso de “achado”, ou seja, 
depois do descarte é feita a necrópsia e é 
encontrado o problema para esclarecer melhor a 
causa que não foi possível em vida. 
A Enucleação do corpo lúteo é a retirada manual 
do mesmo para que o animal de produção volte 
mais rapido para o periodo fértil. Porém, feito de 
forma errada pode ocorrer o trauma físico por 
manipulação pode gerar 
hemorragia grave. 
Consequencias graves 
como: aderencias na 
bursa ovariana, gerando 
retenção de fluido e até bursa cistica, ou choque 
hipovolemico por perda de sangue. Durante a 
formação do tecido cicatricial pode haver 
aderencias. 
 
ITE = Inflamação, OOFORITE = Inflamação do 
Ovário. Se trata de uma 
patologia relativamente rara 
e, na maioria das vezes é 
piogênica, (pode gerar o 
acumulo de pus). Nesses 
casos, o que acontece é que 
a superfície do ovário e a do 
oviduto revelam a presença 
de nódulos avermelhados ou amarelados e 
elevados, de um aspecto granuloso. 
Em alguns lugares onde a Tuberculose é 
“comum” entre animais de rebanho, os ovários e 
as vias genitais também são frequentemente 
afetados. 
Outros agentes etiologicos podem ser 
identificados como possíveis causadores dessa 
inflamação, como por exemplo: 
• Tuberculose 
• Herpes Vírus Bovino tipo 1 
• Extensão das Metrites 
• Rinotraqueite Infecciosa Bovina 
• Brucelose 
 
É caracterizado também como um “não 
desenvolvimento”, porém por 
falta de nutrientes e 
oxigenação, esse órgão que 
era normal, passou a diminuir. 
Ou seja, pode ocorrer como 
resultado de inanição crônica e 
de doenças crônicas 
caquetizantes. Porém também 
não é descartada a causa da patologia em 
decorrencia de falha de manejo. 
O que ocorre de fato é a perda contínua de 
ovócitos e a diminuição da fertilidade que ocorrem 
com o avanço da idade, entretanto, a função 
ovariana continua, ainda que de forma irregular. 
Em Vacas por exemplo, as que são criadas em 
regime extensivo podem apresentar interrupção 
na atividade ovariana cíclica durante a estação de 
seca, devido à deficiência nutricional, condição 
que pode ser revertida após o início da stação 
chuvosa. 
Vacas de corte, durante a fase de amamentação, 
também tendem a apresentar demora para o 
retorno da atividade ovariana cíclica após o parto. 
Isso ocorre por deficiência de estímulo 
gonadotrópico que, aparentemente, é mediado 
pela liberação de opióides engógenos. 
Em alguns casos, esse achado vai ocorrer 
naturalmente, como é o exemplo de Porcas que já 
tenham passado por mais de 10 partos e podem 
continuar ovulando normalmente, porém há uma 
certa regressão daquele ovário, resultando em um 
numero menor de leitões nascidos por leitegada. 
 
Muitas vezes vai ocorrer por coleta de ovócitos de 
um animal que foi 
submetido a uma 
“superovulação” com o 
propósito de transferencia 
de embrião, e pela falha de 
manejo no decorrer da 
coleta, pode acabar acontecendo. Porém, a 
patologia também é vista em animais que já 
ovularam muito em sua vida útil e em decorrencia 
do corpo albicans, o ovário, quase por inteiro tem 
tecido cicatricial, fibroso, o que impede que haja 
mais ovócitos.