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Sangramentos 1ª metade da gestação

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ao
redor de 98% são devidos ao antígeno D do fator Rh e 2% a antígenos atípicos como Kell, E ou C, sendo que qualquer
título positivo para o antígeno Kell pode indicar a necessidade de pesquisa de anemia fetal (lembrar que para o antígeno
D, esse título deve ser superior a 1:8).
Como a gestante declara ter realizado a imunização corretamente na gestação anterior, esperaríamos que ela não tivesse
sido sensibilizada, e o painel eritrocitário nos serviria para dizer se não está ocorrendo aloimunização a outro antígeno
que não o D (o que justificaria o Coombs indireto positivo). Para ser mais correta, a alternativa poderia ter incluído de
forma clara a realização do Doppler de ACM ou espectrofotometria, que são os itens fundamentais nessa etapa.
C) INCORRETA. Imunoglobulina anti-D positiva Coombs por até apenas 3 meses, de modo que não faria sentido que na
gestação atual ainda houvesse positividade do exame em virtude da imunoglobulina profilática. Além disso, o mais
esperado é que o teste de Coombs INDIRETO fosse positivo, pois é ele quem detecta a presença de anticorpos (lembrar
que o Coombs direto detecta a hemácia já sensibilizada).
D) INCORRETA. A USG obstétrica apenas detecta alterações mais avançadas e graves da hidropsia fetal. O método mais
sensível para acompanhamento é certamente o Doppler de ACM
5. HOSPITAL MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, 2014
O uso de gamaglobulina hiperimune anti-D em gestante Rh negativa, com teste de
Coombs indireto negativo e marido Rh positivo ou tipagem indeterminada está indicado
de rotina em que situação?
0%
A. 12 semanas.
B. 28 semanas.3%
C. 20 semanas.5%
D. 37 semanas.
Dica do professor: Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde
(2012), a profilaxia com uso da imunoglobulina anti-D deve ser realizada rotineiramente
nas seguintes situações, em mulheres Rh negativas:
1. após procedimentos invasivos, como amniocentese, cordocentese e biópsia de vilo
corial;
2. após aborto, gravidez ectópica ou mola hidatiforme;
3. após o parto de mulheres com Coombs indireto negativo e recém-nascidos Rh positivo;
4. pós sangramento obstétrico (placenta prévia, por exemplo) com risco de hemorragia
feto-materna significativa.
Além disso, como cerca de 2% dos casos de sensibilização ocorrem durante a gestação,
admite-se que a imunoglobulina possa ser feita a partir das 28 semanas de idade
gestacional, ou em até 72 horas após o parto. Assim, a alternativa B é a correta.
6. HOSPITAL UNIMED RIO, 2018
São fatores de risco para prenhez ectópica?
15%
A. Tabagismo, laqueadura tubária prévia, múltiplos parceiros.
B. Cesarianas anteriores, uso de DIU, doença inflamatória pélvica.3%
C.Uso de DIU, laqueadura tubária, cesariana anterior.
D.Laqueadura tubária, uso de DIU, doença inflamatória pélvica.
Principais fatores de risco para gestação ectópica:
• antecedente de gestação ectópica,
• antecedente de cirurgia tubária,
• antecedente de doença inflamatória pélvica,
• gravidez após falha de dispositivo intrauterino (DIU)
• gravidez após reprodução assistida.
Sendo assim, a alternativa que melhor contempla os fatores de risco é a D.
7. SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MACEIÓ, 2018
A prenhez ectópica de localização mais frequente é:
A
A. intersticial.
B. fimbrial.
C. ístmica.
D. ampolar.
Resposta: ampola
8. UNIEVANGÉLICA DE ANÁPOLIS, 2018
Paciente de 25 anos, GIII PCI AI, apresentando dor no baixo ventre de leve intensidade e
sangramento de pequena monta com início há um dia. Refere última menstruação há 6 semanas.
Ao exame: BEG, corada, PA 120x80mmhg, abdômen sem irritação peritoneal, TV com útero
tamanho normal, colo fechado e sangramento em pequena quantidade. Realizou exames hoje
apresentando BHCG 700mUI/ml e USG, útero e anexos sem alterações, sem líquido livre em
cavidade. Sobre o caso, qual a conduta mais adequada?
8%
A. Orientar a paciente de que se trata de uma ameaça de abortamento e realizar nova ecografia em
uma semana.
9%
B. Orientar a paciente a realizar BHCG quantitativo em 48 horas e, em caso de aumento de 20%,
tranquilizar a paciente.
11%
C. Orientar a paciente para realizar BHCG qualitativo e ecografia em uma semana.
69%
D. Orientar a paciente para realizar BHCG quantitativo em 48 horas e, caso o resultado tenha uma
aumento inferior a 35%, levantar a hipótese de uma possível gravidez ectópica.
A: INCORRETA. O diagnóstico de ameaça de abortamento não é possível sem a visualização de saco
gestacional. Na questão não visualizou-se imagem intrauterina ou anexial, portanto esse diagnóstico
não pode ser dado nesse momento. Alternativa
B: INCORRETO. A conduta de realizar BHCG quantitativo em 48 horas é correta, porém um aumento
de 20% não é tranquilizador, mas sim sugestivo de uma gestação ectópica. Alternativa
C: INCORRETO. O BHCG qualitativo não é o mais indicado para seguimento desta paciente, já que o
mesmo não fornece informações sobre os níveis séricos do BHCG, não sendo possível saber se houve
aumento ou decréscimo do mesmo e em qual proporção isso ocorreu. Além disso, uma semana para
repetir os exames, não é o mais indicado, pois devido a possibilidade de uma gestação ectópica, um
diagnóstico mais precoce é necessário para a instituição do tratamento adequado. Alternativa
D: CORRETA. Nos casos de gravidez com BHCG abaixo de 1500 a 2000 (dependendo da referência
utilizada), quando não foi visualizada gestação intrauterina ou imagem anexial sugestiva de gestação
ectópica, a conduta mais indicada é a repetição do BHCG quantitativo em 48 horas, esperando-se um
aumento de pelo menos 35% nos títulos em uma gestação evolutiva (algumas referências trazem o
valor de 50% de aumento de BHCG). Uma elevação menor do que essa seria sugestiva de gestação
ectópica.
9. PREFEITURA MUNICIPAL DE FOZ DO IGUAÇU, 2018
Mulher com 23 anos de idade e sete semanas de atraso menstrual compareceu ao Pronto
Atendimento com queixa de dor em abdome inferior há quatro horas. A dor se irradia para o
ombro esquerdo, acompanhada de sangramento vaginal de leve intensidade, há dois dias. A
paciente fez teste de gravidez em urina, que revelou resultado positivo. Ao exame fisico
apresentou estado geral regular, mucosas hipocoradas ++/4+, pulso = 110 bpm, pressão arterial =
80 x 60 mmHg, abdome distendido e doloroso. O exame especular revelou sangramento em
pequena quantidade pelo colo uterino. Ao toque vaginal apresentou útero aumentado em duas
vezes o seu volume, globoso, com amolecimento do colo uterino, fundo de saco doloroso e
abaulado.
1%
A. Realizar punção e aspiração de fundo de saco para excluir diagnóstico de cisto ovariano roto.
20%
B. Solicitar beta-hCG sérico para avaliar possibilidade de tratamento clínico com metotrexato.
58%
C. Encaminhar para tratamento cirúrgico imediato por laparotomia.
19%
D. Encaminhar para tratamento cirúrgico imediato por laparoscopia.
Alternativa A: INCORRETA. O quadro clínico da paciente e o teste de gravidez positivo já é
altamente suspeito de gestação ectópica. A presença de instabilidade hemodinâmica demanda
um tratamento imediato, sem necessidade de exclusão dos diagnósticos diferenciais. Além disso,
uma paciente com cisto ovariano roto que se apresentasse instável, provavelmente demandaria
conduta cirúrgica também.
Alternativa B: INCORRETA. Em gestações ectópicas com presença de instabilidade hemodinâmica
está contraindicado o tratamento clínico.
Alternativa C: CORRETA. A suspeita de gestação ectópica com presença de instabilidade
hemodinâmica é indicação de tratamento cirúrgico imediato, sendo a laparotomia a via
preferencial de diversos autores.
Alternativa D: INCORRETA. Apesar de a alternativa C ser a mais aceita entre a maioria dos
autores, existem algumas referências, que defendem a via laparoscópica com a de eleição nos
casos de gestação ectópica com indicação de tratamento cirúrgico, mesmo nos casos de
instabilidade hemodinâmica.
10. SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MACEIÓ, 2018
Condição fundamental para a utilização de Metotrexate para tratamento exclusivo de prenhez
ectópica:
92%
A. Saco gestacional