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Sangramentos 1ª metade da gestação

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da paciente é 18 semanas, tratando-se portanto de um abortamento.
• Alternativa C: INCORRETA. Na ameaça de abortamento o colo encontra-se fechado.
• Alternativa D: INCORRETA. Não trata-se de um abortamento séptico ou infectado, pois a paciente
não apresenta qualquer sinal de infecção, encontra-se afebril, com sinais vitais normais,
hemograma normal. Além desses dados, a bolsa amniótica encontra-se íntegra, o que torna mais
improvável a ocorrência de abortamento séptico.
• Alternativa E: CORRETA. Trata-se de um abortamento inevitável ou em curso. O colo encontra-se
aberto, a membrana protrusão (já se exteriorizando pelo colo do útero). Mesmo com presença de
feto vivo, esse abortamento não pode ser evitado com nenhum tipo de tratamento
medicamentoso ou cirúrgico. A conduta é aguardar a evolução natural do quadro, mantendo a
paciente confortável e estável.
17. CASA DE SAÚDE NOSSA SENHORA DO CARMO, 2018
Paciente de 16 anos, trazida ao PA por familiares referindo desmaio e sangramento vaginal profuso
há 2 horas acompanhado de cólicas em baixo ventre. Ao exame apresenta-se consciente, palidez
cutaneo-mucoca, sudoreica. PA 90x60 mmHg, pulso radial filiforme e FC 120 bpm. Revela vida
sexual ativa e desconhece a data da última menstruação. Ao toque vaginal apresenta útero
discretamente aumentado de volume, consistência amolecida, colo pérvio para meia polpa digital e
sangramento intenso com restos ovulares. A melhor conduta é:
A. internação seguida de esvaziamento uterino por aspiração ou curetagem e reposição volêmica
B. realização de ultrassonografia transvaginal de urgência
C. deve-se suspeitar de prenhez ectópica rota
D. reposição sanguínea imediata e dosagem de beta-HCG sanguíneo
A:V A paciente em questão apresenta-se com sangramento uterino importante e o
exame físico revelando restos ovulares junto ao conteúdo eliminado, fala muito a favor
de um caso de abortamento. Como a paciente apresenta-se hemodinamicamente
instável devido perda sanguínea considerável, o mais indicado nesse momento é
estabilizar a paciente e proceder ao esvaziamento uterino.
B:F Com um quadro altamente suspeito de abortamento e com paciente
hemodinamicamente instável, a realização da ultrassonografia transvaginal irá apenas
atrasar o tratamento e colocar em risco a vida da paciente.
C:F O útero aumentado, o colo pérvio e a saída de restos ovulares falam a favor de
uma gestação tópica (intraútero) e não de uma gestação ectópica.
D.F No caso de paciente instável e com alta suspeição clínica, não se faz necessária a
dosagem de beta- HCG, pois isso apenas retardaria o tratamento.
18. HOSPITAL SANTA ISABEL, 2017
Paciente 23 anos , IG = 11 semanas de gestação, apresenta dor em baixo ventre e sangramento
genital de pequeno volume. Ao exame físico observou-se útero aumentado de volume e colo com
2cm de dilatação. B-hCG positivo. Qual o diagnóstico e conduta?
2%
A. Mola hidatiforme; realizar vácuo-aspiração
B. Prenhez ectópica; realizar laparoscopia
C. Abortamento incompleto; realizar curetagem uterina1%
D. Ameaça de abortamento; conduta expectante
E. Incompetência istmocervical; realizar cerclagem
Alternativa A: INCORRETA. Não há nenhum dado no caso que nos faça pensar em mola
hidatiforme (vesículas ou imagens císticas ao ultrassom, beta-HCG elevado, entre outras).
Alternativa B: INCORRETA. Na prenhez ectópica geralmente não se observa útero aumentado e a
dor mais comumente se apresenta em fossa ilíaca direita ou esquerda, a depender do lado
acometido.
Alternativa C: CORRETA. Dentre as alternativas, essa apresenta o diagnóstico mais provável,
abortamento incompleto. Temos uma gestante com 11 semanas de gestação, com sangramento
em pequena quantidade e colo aberto. Com o colo aberto poderia também se tratar de
abortamento inevitável ou em curso, mas nesses casos esperamos um sangramento mais intenso
ou se tratar de aborto infectado, mas o enunciado da questão não nos sugere um quadro
infeccioso em curso.
Alternativa D: INCORRETA. A ameaça de abortamento não apresenta colo aberto.
Alternativa E: INCORRETA. A incompetência istmocervical é caracterizada pela perda fetal
recorrente no segundo trimestre da gestação e geralmente apresenta-se com dilatação indolor do
colo uterino. O caso apresentado não se trata de uma gestação no segundo trimestre, a paciente
apresenta dor em baixo ventre e não há histórico de perdas estacionais anteriores, o que fala
contra tal diagnóstico.
HOSPITAL MUNICIPAL DR. MÁRIO GATTI, 2017
Assinale a alternativa correta. A conduta inicial de escolha no abortamento inevitável incompleto, em
gestações com menos de 12 semanas, é:
72%
A. Aspiração manual intrauterina.
B. Curetagem uterina.
C. Observação e conduta expectante por 24 horas.
D. Misoprostol via sublingual.
Grau de dificuldade: Difícil. Questão que caberia recurso. O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia orienta
em seu guideline que, se não houver sangramento importante, a paciente poderia optar por conduta expectante,
medicamentosa ou cirúrgica (se optado pela cirúrgica, de preferência a aspiração elétrica ou manual). Já o colegiado
britânico coloca tanto a aspiração quanto a curetagem uterina como opções válidas. O livro Zugaib de obstetrícia
menciona que o tratamento clássico nesses casos é cirúrgico, mas não faz distinção entre a aspiração e a curetagem. A
conduta inicial portanto, não havendo urgência ou comorbidade da paciente, poderia ser expectante, medicamentosa
(com misoprostol) ou cirúrgica (AMIU ou curetagem). Se formos considerar, porém a efetividade, a conduta cirúrgica
mostra-se mais eficaz em termos de resolução do quadro. E entre as duas opções cirúrgicas, a aspiração apresenta
menor risco de perfuração uterina do que a curetagem, podendo ser o tratamento de escolha.
Resposta: letra A
INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA AO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL, 2018
Uma paciente de 42 anos, com gravidez de 12 semanas calculada pela data da última menstruação,
apresenta quadro de sangramento vaginal intermitente e indolor, com piora progressiva nas últimas
24 horas. Ao exame físico, apresenta mucosas descoradas e taquicardia. O toque vaginal demonstra
útero aumentado de volume, palpável próximo à cicatriz umbilical, de consistência amolecida e
orifício externo do colo uterino entreaberto. A ultrassonografia confirmou a hipótese diagnóstica de
gravidez molar. Com relação a essa neoplasia, é correto afirmar:
2%
A. O risco de malignidade não se associa à idade maior que 40 anos da gestante.%
B. A presença de formações císticas intrauterinas 'em flocos de neve' á ultrassonografia
transvaginal sugere o diagnóstico de mola hidatiforme.3%
C. O diagnóstico de mola hidatiforme parcial é normalmente mais precoce devido à presença de
feto.1%
D. Não existe correlação entre o título de gonadotrofina coriônica humana (hCG) e a quantidade de
células trofoblásticas em atividade.1%
E. O risco de malignidade não se associa ao tempo prolongado (mais de seis meses) de duração da
gravidez molar.
Temos uma paciente de 42 anos, com 12 semanas de idade gestacional e diagnóstico de
gravidez molar. O item A está errado, pois a idade > 40 anos aumenta sim o risco de
malignidade. O item B está certo, uma vez que as formações císticas intrauterinas em “flocos de
neve” é a imagem ultrassonográfica típica da gestação molar. O item C está errado, pois o
diagnóstico de mola hidatiforme parcial é mais tardio, uma vez que o quadro clínico da mola
hidatiforme COMPLETA é mais exuberante. Item D está errado, pois quanto maior a quantidade
de células trofoblásticas em atividade, maior será o título de gonadotrofina coriônica humana
(hCG). Item E está errado, pois o risco de malignidade se associa ao tempo prolongado (mais de
seis meses) de duração da gravidez molar. Resposta certa, alternativa B.
DOENÇA TROFOBLÁTICA GESTACIONAL – MOLA 
Clínica:
• Útero > IG
• Hiperêmese
• Sangramento em “suco de ameixa”
• Pré-eclâmpsia precoce
• Vesículas em “cachos de uva”
Diagnóstico:
• BHCG muito alto
• USG (flocos de neve)
• Ovários grandes -> cistos tecaluteínicos