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Síndromes nefrótica e nefrítica

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FISIOLOGIA RENAL
Síndromes nefrótica e
nefrítica
. REVISÃO ESTRUTURAL .
● O corpúsculo de Malpighi é formado pela junção
do glomérulo com a cápsula de Bowman que o
envolve.
● Sendo que o glomérulo é composto por um
emaranhado de arteríolas aferentes (que chegam
com o sangue) e eferentes (que saem com o sangue
após a filtração) advindas de diversas ramificações
da artéria renal.
● A cápsula de Bowman sustenta e acomoda o
glomérulo, além de ser o meio pelo qual se inicia a
filtração no néfron.
● As moléculas que são filtradas e compõem o
chamado Filtrado glomerular incluem moléculas
pequenas que são neutras ou positivas, passando
facilmente do capilar arteriolar aferente para o
interior da cápsula de Bowman.
. SÍNDROMES .
SÍNDROME NEFRÓTICA E NEFRÍTICA:
● Sabe-se, portanto, que a barreira de filtração
glomerular é responsável por impedir a passagem
de moléculas, como proteínas, e células, como
hemácias, pelo glomérulo.
● Nesse caso, o mal funcionamento dessa barreira
culmina em síndromes como a Síndrome Nefrótica
e a Nefrítica.
SÍNDROME NEFRÓTICA:
● É desenvolvida quando há a passagem indevida de
grande quantidade de proteínas pela barreira
glomerular, desencadeando uma proteinúria
nefrótica (presença de grande quantidade de
proteína na urina).
● A principal causa, em crianças, é a lesão mínima
resultante da alteração da carga da membrana
pela ação da citocina.
● A principal causa, em adultos, é a chamada
Glomeruloesclerose segmentar focal (GESF) que é,
muitas vezes, associada a hipertensão, infecções
por HIV, lúpus eritematoso sistêmico, anemia
falciforme, obesidade, entre outros.
● EDEMAS: ao ter-se uma passagem livre de proteínas
pelo glomérulo, ocorre uma excreção proteica
intensa pela urina, sobretudo da albumina.
● A albumina é a principal proteína que contribui
para a pressão oncótica dentro do vaso,
garantindo que a maior parte do líquido corporal
se mantenha dentro dos vasos sanguíneos, onde
de fato precisa estar.
● Com a redução da albumina (intensamente
excretada na urina), tem-se a perda da pressão
oncótica que culmina na saída de líquido dos
vasos em direção ao espaço intersticial⇒ EDEMA.
● Somado a isso, tem-se o
aumento da absorção de
sódio e água nos néfrons,
com o objetivo de
compensar essa
hipovolemia nos vasos
sanguíneos, piorando
ainda mais o edema.
● SUSCETIBILIDADE A INFECÇÕES: dentro dessa síndrome,
também é observado o aumento do risco de
infecções, graças a perda de imunoglobulinas
(anticorpos) que são incluídas no grupo das
proteínas excretadas pela urina nesse caso.
● SUSCETIBILIDADE A TROMBOSES: há ainda, um maior risco
de desenvolvimento de tromboses, por conta da
eliminação de proteínas como a antitrombina III,
essencial para o funcionamento adequado da
cascata de coagulação.
● HIPERCOLESTEROLEMIA: na tentativa de compensação da
perda de proteínas, tem-se uma produção
hepática de lipoproteínas⇒ aumento de colesterol
e triglicérides.
SÍNDROME NEFRÍTICA:
● É desenvolvida quando hemácias passam em
grande quantidade pelo glomérulo.
● Pode acontecer quando tem-se uma infecção
estreptocócica prévia que desencadeia a
formação intensa de imunocomplexos capazes de
lesionar os vasos do glomérulo e causar a
chamada Glomerulonefrite pós-estreptocócica
(GNPE).
● HEMATÚRIA DISMÓRFICA: as lesões da parede do capilar
glomerular se tornam espaços por onde hemácias
podem se enfiar, alterar sua conformação, sendo
liberadas na urina dismórficas.
● PROTEINÚRIA SUBNEFRÓTICA: as lesões da parede capilar
glomerular também cooperam para o escape de
proteínas que serão liberadas na urina ⇒
proteinúria.
● OLIGÚRIA, EDEMA E HIPERTENSÃO: o glomérulo lesado filtra
de maneira menos adequada, retendo mais líquido
e causando menor produção da urina, edema e
uma possível hipertensão.
. CONTROLE DA TAXA DE .
. FILTRAÇÃO GLOMERULAR .
● Sabe-se da importância imensa do controle da
taxa de filtração para o cuidado e manutenção da
estrutura glomerular.
● No caso de uma taxa de filtração glomerular (TFG)
reduzida, tem-se alterações na excreção urinária,
no balanço hídrico e no equilíbrio eletrolítico e
ácido-básico.
● Várias consequências da alteração da taxa de
filtração são evitadas a partir de um ajuste
constante e delicado diante da pressão
glomerular: deve estar sempre entre 80 a 200
mmHg.
● O controle dessa taxa é feito principalmente
através da variação da resistência do vaso renal⇒
o quão dilatadas ou comprimidas estão as
arteríolas aferentes e eferentes.
● A constrição da arteríola aferente causa
diminuição da TFG, enquanto que sua
vasodilatação causa o aumento da TFG.
● A constrição da arteríola eferente causa aumento
da TFG, enquanto que sua vasodilatação causa o
oposto.
MECANISMOS DE CONTROLE:
● MECANISMO MIOGÊNICO: O aumento da pressão arterial
causa a distensão do vaso, que reage ativando
maior contração da musculatura lisa.
● CONTROLE DA CONCENTRAÇÃO DE NaCl: a comunicação entre
a quantidade de líquido tubular e a concentração
de NaCL. ⇒ a mácula densa comunica para as
células especializadas da arteríola aferente como
está a concentração de sódio absorvida.
● O sistema renina-angiotensina-aldosterona tem
relação com a mácula densa, que é produtora de
RENINA e ativa a cascata. Ele trabalha
aumentando a pressão do glomérulo através da
ação da angiotensina II que causa dilatação da
aferente e vasoconstrição à eferente ⇒
manutenção da TFG (taxa de filtração glomerular).
● ÓXIDO NÍTRICO: em menor grau, colabora para o
controle da TFG através da vasodilatação das
arteríolas aferentes ou eferentes.
● ATIVIDADE SIMPÁTICA: Catecolaminas como
norepinefrina e epinefrina, produzidas na medula
da suprarrenal, atuam sobre receptores
adrenérgicos, como o receptor alfa 1, que quando
ativado, causa vasoconstrição dos vasos.
● A atividade simpática é ativada, por exemplo, em
quadros de hemorragia. A perda de sangue reduz
a TFG, que para compensar, ativa a vasoconstrição
através da atividade simpática e do estímulo da
secreção de Renina para o SRAA.
● PROSTAGLANDINAS: estão muito associadas a cascata
inflamatória e fazem o ajuste fino em casos de
hemorragia, principalmente através de
vasodilatação, para evitar isquemia renal.
● Segue uma tabela de substâncias influenciadoras
da pressão: