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IMUNIZAÇÕES NA CRIANÇA E ADOLESCENTE

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♘RESUMOS – YVS♞ 
IMUNIZAÇÕES NA CRIANÇA E ADOLESCENTE 
 
Classificação 
 
Tipos de vacinas 
 
Atenuadas → são utilizados germes vivos, mas com 
patogenicidade reduzida em laboratório. Ex.: sarampo, 
caxumba e rubéola; VOP – vacina oral contra poliomielite; 
febre amarela; rotavírus; BCG; Varicela; 
 
Inativada → utiliza-se um germe morto. Ex.: VIP – Vacina 
inativada contra poliomietlite; DTP; raiva; influenza. 
 
Conjugada → combina-se antígenos para aumentar a 
capacidade imunogênica. Ex.: pneumoco decavalente; 
meningococo; 
 
Recombinante → utiliza-se de meios de engenharia 
genética. Ex.: anti-hepatite B; 
 
Combinada → combina-se um ou mais imunizantes em 
uma só injeção. Ex.: DTP; pentavalente; tríplice viral; 
 
Vacinas do PNI 
 
PNI → Plano Nacional de Imunizações 
 
 
Figura 1 - Zé gotinha. 
BCG - Bacilo de Calmette e Guérin 
 
Feita a partir do micobacterium bovis atenuado. 
Prevenção → formas graves de tuberculose e meningite 
tuberculosa. 
Aplicação → intradérmica no braço direito, ao nascimento. 
 
 
Figura 2 - Criança recebendo vacinação. 
 
Evolução → nódulo, pústula crosta e úlcera (de até 10mm), 
com cicatrização em 5 a 12 semanas, deixando a marca 
típica. 
Dose → ao nascimento. 
Obs.: recomendações mais recentes não indica 
revacinação da BCG, mesmo se não formar a cicatriz em 
até 06 meses. 
 
 
Figura 3 - Vacina BCG. 
 
Manejo das reações adversas 
 
Linfadenite reacional axilar leve → apenas acompanha. 
 
Úlcera >10mm, abcesso frio e linfadenite supurada → tratar 
como se tivesse infecção pelo M. Bovis regional, utilizando 
Isoniazida 10mg/kg/dia (apresentação: cps de 100mg e 
300mg) até melhora dos sintomas. 
 
Abcesso quente → considerar infecção por germes comuns 
da pele. Conduta: drenagem + antibiótico para germes da 
pele (cefalexina, por exemplo). 
 
Sintomas sistêmico, tais como febre, emagrecimento, 
linfadenopatia generalizada, hepatoesplenomegalia → 
ocorre quando a vacina é feita de forma inadvertida em 
crianças imunossuprimidas. Conduta: tratar M. Bovis 
sistêmico com o esquema REI (Rifampicina, Etambutol e 
Isoniazida). 
Obs.: Ao contrário da M. tuberculosis, a M. Bovis responde 
melhor ao etambutol do que a pirazinamida. 
 
Contraindicações: 
. Imunodeprimidos 
. Grávidas 
. Neonato com <2.000g (a técnica é difícil) 
. Lesões extensas em pele 
 
Em contactantes de hanseníase <01 ano, devido a 
possibilidade de imunidade cruzada, deve-se ter a seguinte 
conduta: 
 
 
 
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♘RESUMOS – YVS♞ 
Se não vacinado → vacina-se com BCG. 
Se comprovadamente vacinado e sem cicatriz → faz-se um 
reforço após 06 meses da primeira vacina. 
Se comprovadamente vacinado e com cicatriz → não se 
vacina. 
 
Em >01 ano: 
 
Se não vacinado → vacina-se com BCG. 
Se comprovadamente vacinado e sem cicatriz → faz-se um 
reforço após 06 meses da primeira vacina. 
Se comprovadamente vacinado e com cicatriz → faz-se um 
reforço após 06 meses da primeira vacina. 
Se vacinado em 02 doses anteriores → não vacinar. 
 
Hepatite B 
 
É altamente eficaz. 
Cria-se anticorpos protetores após a 3ª dose em 90 a 95% 
dos indivíduos. 
Aplicação → via intramuscular (IM) em braço ou vasto 
lateral da coxa. Não se aplica no glúteo, pois o tecido 
adiposo ali contidos, podem atrapalhar a imunogenicidade 
da vacina. 
Doses → até 12 horas após nascimento, com 02 meses, 04 
meses e aos 06 meses. Estas 03 últimas conjugadas na 
vacina pentavalente. 
 
 
Figura 4 - Vacina contra hepatite B. 
 
Obs.: filhos de mulheres sabidamente portadora do vírus 
da hepatite B, devem receber a vacina e a imunoglobulina 
hiperimune contra hepatite B intramuscular ao 
nascimento, em sítios de aplicação diferentes. 
 
Vacina tríplice bacteriana – DPT 
 
A vacina vem conjugada e possui: 
. Bordetella pertussis inativada (vacina acelular) → causa 
coqueluche. 
. Toxoide tetânico → tétano. 
. Toxoide diftérico → difteria. 
 
 
 
Figura 5 - Vacina DTP. 
 
É altamente imunogênica e gera anticorpos protetores por 
10 anos. 
 
Dose → 02 meses, 04 meses, 06 meses e reforços aos 15 
meses e entre 04 e 06 anos de idade. 
O reforço deve ser feito a cada 10 anos, com dT (dupla tipo 
adulto), sendo assim, adolescentes entre 14 e 16 anos 
devem receber o reforço. 
 
Reações adversas → é a vacina que mais causa reações 
adversos, principalmente o componente pertussis. Pode 
haver: 
. Reações locais: dor, rubor, irritação na pele. 
. Febre. 
. Reações ao componente pertussis: febre alta; 
irritabilidade; choro inconsolável (>03 horas de choro), 
convulsões (em até 72 horas pós vacinação); síndrome 
hipotônica-hiporresponsiva (o lactente fica “molinho e não 
responde ao chamado – que surge em até 48 horas após a 
vacinação); encefalopatia (alterações neurológicas que 
duram mais de 24 horas e surgem em até 01 semana). 
 
A vacina DPT só é dada nos reforços de 15 meses e 04 anos 
de idade. No primeiro ano de vida, ela está inclusa na 
vacina pentavalente que inclui 05 vacinas: DPT + Hemófilos 
do grupo B + Hepatite B 
 
O componente toxoide diftérico apresenta 02 
formulações, uma com mais imunogenicidade (D) e outra 
com menos imunogênicos (d): 
D (Dezão)→ indicados para <07 anos que precisam de 
resposta maior para gerar imunidade. 
d (Dezinho) → indicada em >07 anos que precisam de 
estímulo menor para gerar uma boa imunidade. 
 
Obs.: grávidas devem receber reforço se >05 anos da 
última dose. Entretanto, para facilitar, toda grávida terá 
que receber a tríplice bacteriana por causa do componente 
pertussis. A vacina usada é a dTpa, >20ª semana de 
gestação. Ver aula de coqueluche e vacinação no pré-natal. 
 
Em casos de ferimento de alto risco para tétano, deve-se 
aplicar um reforço se vacinação >05 anos. 
 
Em países desenvolvidos, o componente pertussis é feito 
com toxina pertussis e não bactéria inativada, chamada de 
acelular. 
A vacina acelular é mais imunogênica e bem menos 
reatogênica. 
 
 
 
 
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Manejo das reações adversas 
 
No caso de febre alta, irritabilidade e choro inconsolável → 
o ministério da saúde indica administração de analgésico 
antitérmico 01 hora antes da aplicação da vacina com 
pertussis. A vacinação acelular resolveria, mas não se 
encontra disponível para essa situação na rede pública. 
 
No caso de encefalopatia (em até 01 semana) → o 
componente pertussis está contraindicado, sendo 
realizado apenas a dupla (DT). 
 
No caso de convulsão (em até 72 horas) ou síndrome 
hipotônica-hiporresponsiva (em até 48 horas) → indica-se 
a vacinação acelular (DTPa) do componente pertussis na 
próxima vacinação no CRIE (centro de referência de 
imunobiológicos especiais). 
 
Pentavalente 
 
É a união das vacinas DPT + Hemófilos do grupo B + 
Hepatite B. É aplicada intramuscular aos 02 meses, 04 
meses e 06 meses. 
 
 
Figura 6 - Vacina Pentavalente. 
 
Haemophilus influenzae do tipo B 
 
Previne formas graves de meningite e suas sequelas. 
Doses → está inclusa na pentavalente e deve ser 
administrada aos 02 meses, 04 meses e 06 meses. 
Reforço → indica-se reforço em 01 ano somente em 
imunossuprimidos: asplenia, anemia falciforme, etc. 
 
Obs.: Crianças entre 1 ano e 5 anos que não foi vacinada no 
primeiro ano, deve receber apenas 01 dose. 
 
 
Figura 7 - Vacina contra Haemophilus influenzae tipo B. 
 
Vacina contra a poliomielite 
 
Previne paralisia infantil. O último caso notificado foi em 
1989. 
Existem duas vacinas: a de vírus inativos (VIP) injetável e a 
de vírus atenuado (VOP) oral. 
Vacina inativada contra pólio – VIP → contra pólio sorotipos 
1, 2 e 3. É utilizada no primeiro ano de vida. Foi criada em 
1955 por Jonas Salk. 
 
 
Figura 8 - Jonas Salk. 
Vacina oral contra pólio – VOP → contra pólio sorotipos