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Covid-19

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PRÁTICAS INTEGRADORAS III 
AULA 3 
Covid-19 
 SARS-CoV-2 
• Vírus de RNA, envelopado possui as proteínas de 
ligação. 
• Origem animal (zoonose), provavelmente veio da 
mescla do vírus do morcego e do pangolim. 
• 80% de similaridade com o SARS-CoV-1. 
• Amplo espectro de apresentação clínica. 
• Alta transmissibilidade e letalidade. 
• Sem tratamento específico até o momento. 
• Alta afinidade da SPYKE com células conjuntivas e 
outros tipos celulares. 
 
 HISTÓRICO DA PANDEMIA 
• 31/12/19 – OMS notificada pela China de 
pneumonia de causa desconhecida. 
• 7/01/2020 – Novo coronavírus. 
• 13/01/2020 – Primeiro caso fora da China ocorrido 
na Tailândia. 
• 11/03/2020 – OMS declara Pandemia. 
• Abril a junho 2020 – Primeira onda. 
• Outubro 2020 a janeiro 2021 – Segunda onda. 
• Janeiro 2021 – Início da vacinação no Brasil. 
• Março 2021 – Terceira onda? 
• Atualmente, no mundo temos 2,7 milhões de óbitos 
e no Brasil cerca de 285 mil óbitos. 
 
 ÓBITOS NO BRASIL 
• Não tivemos um período de arrefecimento da 
doença na segunda onda. 
• Batendo recorde em óbitos por dia, chegando a mais 
de 3 mil mortos. 
 
 TRANSMISSÃO 
• Contato de mucosas com gotículas expelidas por 
pessoa infectada. 
• Inalação de aerossóis expelidos por uma pessoa 
infectada. Os aerossóis permanecem suspenso e se 
disseminam por todo ambiente. 
• Contato indireto de mucosas com secreções 
respiratórias. 
• Vertical transplacentária. 
 
 FATORES DE RISCO 
• Idade > 60 anos; 
• Obesidade; 
• Diabetes; 
• Doenças cardiovasculares (incluindo hipertensão); 
• Pneumopatias crônicas como DPOC; 
• Doença renal crônica; 
• Cirrose hepática; 
• Imunossupressão; 
• Gestação. 
 
 PATOGÊNESE 
• RNA de simples fita associado a proteína formando 
um núcleo capsídeo. 
• Proteína SPIKE. 
• Receptor ECA 2 (enzima conversora de angiotensina 
2). Presente em vários tipos celulares, principalmente 
do endotélio inteiro (endotelite generalizada). 
• TMPRSS2 cliva a SPIKE para ela poder se ligar a ECA 
2. 
• Inflamação microvascular do pulmão, causando 
trombos microvasculares. Aumento da resistência 
pulmonar. 
• Hipercoagularidade sanguínea, alta facilidade de 
gerar trombos por todo corpo. 
• Pode causar sepse. 
• Pericitos e células do sistema reticulo endotelial 
(macrófagos e células dendríticas). 
• Afeta células cardíacas. 
• Infarto é comum. 
 
 
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 MANIFESTAÇÃO CLÍNICA 
• Incubação: 2 a 14 dias. 
• Transmissão: Até 14 dias após o início dos sintomas 
de sintomas leves ou assintomático. Até 21 dias em 
quadros graves, liberado do isolamento após 
melhora sem febre. 
• Tosse; 
• Dor de garganta; 
• Coriza; 
• Febre; 
• Mialgia; 
• Prostração; 
• Cefaleia; 
• Anosmia; 
• Ageusia; 
• Quadros gastrintestinais/cutâneos (vômitos, 
diarreias, dores abdominais, nódulos cutâneos). 
• Acentuação das manifestações pulmonares na 2ª 
semana, podendo evoluir para Síndrome 
Respiratória Aguda Grave (SRAG). 
• SRAG: Dispneia, taquipneia, saturação O2 <95%, 
cianose, batimento de asa de nariz, tiragem 
intercostal. 
• Alta incidência de sintomas tromboembolísticos em 
pacientes graves. 
 
 
 
 ASPECTOS RADIOLÓGICOS 
• TC alterada quando radiografia ainda normal 
• Achado mais frequente: Focos de opacidade em 
vidro fosco ou consolidações. 
• Acometimento multifocal, bilateral e periférico. 
• Não presentes: Derrame pleura... 
 
 
 
 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
• Biologia molecular: PCR em tempo real (swab de 
nasofaringe ou outros materiais respiratórios). Pode 
dar positivo até 3 meses após a infecção, não 
indicando positividade. Repetir se alta suspeição. 
• Métodos sorológicos: 
→ Ensaios indireto para detecção IgA, IgM e/ou IgG 
anti-SARS-CoV-2. 
→ Ensaios diretos para detecção de proteínas virais 
(S1 e N). 
→ Imunocromatografia (Teste rápido) para 
detecção de IgM e IgG. 
→ Imunocromatografia (Teste rápido) para 
detecção de Ag. 
 
OUTROS EXAME 
• D-dímero: Hipercoagubilidade. 
• Fibrinogênio: Hipercoagubilidade. 
• TAP/PTT: Hipercoagubilidade. 
• LDH: Inflamação. 
• Ferritina: Inflamação. 
• IL-6: Inflamação. 
• PCR (Proteína C reativa): Inflamação. 
• Troponina: Músculo cardíaco. 
• CK, CKMB: Músculo cardíaco. 
• Procalcitonina: Etiologia bacteriana. 
• Pesquisar outros vírus respiratórios. 
 
EXAMES LABORATORIAS INESPECÍFICOS 
• Hemograma: Leucopenia ou leucocitose, com 
linfopenia, desvio à esquerda, anemia e 
plaquetopenia. 
• Altração de hepatograma. 
• Provas inflamatórias tipicamente alteradas: PCR, 
VHS, LDH, Ferritina, D-Dímero e IL-6. 
 
 TRATAMENTO 
• Terapia anti-trombótica; 
• Avaliação da necessidade de tratamento para outras 
hipóteses diagnósticas e infecções secundárias 
(atenção para infecções hospitalares); 
• Oxigenoterapia, suporte ventilatório (VNI ou VI), 
pronação, ECMO; 
• Suporte hemodinâmico e nutricional; 
• Corticóide. 
 
EM DISCUSSÃO 
• Remdesivir: Age no DNA. 
• Bamlanivimab + etesevimab; 
• Casirivimab + Imdevimab; 
• Proxalutamida: Bloqueia ação dos hormônios 
androgênios. 
• Tocilizumab: Bloqueia a ação da IL-6. 
 
 
 
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 COMPLICAÇÕES 
• Cardiovasculares (Miocardite, arritmias e DCA); 
• Complicações trombóticas (TVP, TEP, AVE, IAM); 
• Complicações neurológicas; 
• Infecções secundárias; 
• CIVD; 
• Sequelas pulmonares; 
• Renais. 
 
 IMUNIDADE 
• Imunidade adaptativa: Cerca de 3 meses, caso você 
não entre em contato com outra cepa muito 
diferente da que você foi infectado inicialmente. 
 
 CUIDADO COM O PACIENTE POSITIVO 
• Identificação e segregação inicial de casos suspeitos. 
• Precaução de contato e aerossol (N95) (incluindo 
proteção ocular). 
• Higienização constante das mãos 
• Alocar o paciente preferencialmente em leito com 
pressão negativa. 
• Mudança da técnica de intubação visando a diminuir 
a contaminação do ambiente. 
• Restrição total de visitar e acompanhantes. 
 
 IMUNOPROFILAXIA 
• Covishield (Oxford / Aztrazeneca / Fiocruz): 
Chimpanzé. 
• Coronavac (Sinovac/Butantan): Adenovírus. 
• Outras: 
→ Pfizer; 
→ Moderna; 
→ Janssen; 
→ Sputnik V. 
 
 VARIANTS OF CONCERN (VOC) 
• Mutações na proteína SPYKE (assinaturas), mudam 
aminoácidos específicos 
• Manaus; 
• Reino Unido; 
• África do Sul; 
• Índia. 
 
 PREVENÇÃO 
• Ficar em casa sempre que possível; 
• Não socializar; 
• Uso correto de máscara; 
• Ambientes ventilados; 
• Higienização constante das mãos; 
• Mante-se saudável; 
• Não se automedicar.