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POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA - APOL 2 - SEGUNDA TENTATIVA

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Questão 1/10 - Política Externa Brasileira
Leia o trecho a seguir:
"O último e mais longo governo militar, sob o controle do General João Batista Figueiredo (1979-1985) prometeu, desde o início, tanto a abertura política, como dar continuidade aquilo pregado por Geisel no governo anterior. No que tange à política externa, além de manter as prerrogativas e linhas de atuação do pragmatismo responsável, enfrentou, com maior peso e intensidade uma conjuntura internacional altamente desfavorável, com um quadro econômico mundial recessivo e a instabilidade das políticas ministradas internamente. É por estes dados que a maioria dos autores segue a mesma linha de raciocínio para o período em questão. Conforme apontado por Letícia Pinheiro, a atuação manteve-se fiel aos princípios do pragmatismo, além de aprofundar as relações com os países do sul. É por este aprofundamento que a mesma ganhou a "qualificação de universalista, em oposição ao pragmatismo" (2004, p. 49)".
Fonte: LUIZ, Juliana Ramos. A política externa do regime militar: entre o ranço ideológico e a atuação pragmática. 3° Encontro Nacional ABRI. 2011, s/p. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000122011000200040&script=sci_arttext>.
Tendo como base a contextualização acima, e os conteúdos da disciplina, examine as assertivas abaixo sobre a política externa do Governo João Baptista Figueiredo.  Depois assinale a alternativa que indique apenas as corretas.
I – No campo da política externa, o governo Figueiredo não realizou nenhuma mudança significativa, mantendo e aprofundando as linhas mestras do pragmatismo responsável.
II – O universalismo adotado no Governo Figueiredo significa um distanciamento dos países desenvolvidos e uma aproximação como as nações do Terceiro Mundo. Uma justificativa para essa postura era o fato do Brasil não ter interesses em comum com os países do Primeiro Mundo
III – O universalismo implementado durante o Governo Figueiredo significava que o Brasil manteria relações com todos os países, independentemente do seu alinhamento na Guerra Fria. Por isso, as relações com Cuba e União Soviética foram priorizadas durante o último governo da Ditadura Militar.
IV – A característica básica da diplomacia no governo Figueiredo foi o universalismo. O universalismo estava ligado ao caráter do desenvolvimento Brasileiro e à sua inserção no sistema internacional como país pertencente ao Terceiro Mundo, mas que tinha características e interesses comuns aos países desenvolvidos, buscando diálogo com todos os atores.
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as assertivas I e IV estão corretas
Apenas as assertivas I e IV estão corretas: (i) no campo da política externa, o governo Figueiredo não realizou nenhuma mudança significativa, mantendo e aprofundando as linhas mestras do pragmatismo responsável; (ii) A característica básica da diplomacia no governo Médici foi o universalismo. O universalismo estava ligado ao caráter do desenvolvimento Brasileiro e à sua inserção no sistema internacional como país pertencente ao Terceiro Mundo, mas que tinha características e interesses comuns aos países desenvolvidos, buscando diálogo com todos os atores.
Fonte: SILVA, A. L. R.; RIDEGER, B. F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 141, CAPÍTULO 4, adaptado.
	
	B
	Apenas a assertiva III está correta
	
	C
	Apenas as assertivas I, II e III estão corretas
	
	D
	Apenas as assertivas II e IV estão corretas
	
	E
	Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas
Questão 2/10 - Política Externa Brasileira
Leia o texto abaixo e depois responda à questão: 
“Ao passo que se ampliava o debate sobre a política externa brasileira, com uma série de atores disputando sua orientação e formulação, ocorreu uma centralização na sua gestão, no modelo que ficou conhecido como diplomada presidencial e que acabou sendo a marca da gestão de Fernando Henrique Cardoso. Em uma tentativa de legitimação da política externa, o Governo Cardoso buscou avançar junto a segmentos empresariais mais claramente identificados com as prioridades da ação externa do Brasil. Contudo, a relação com os trabalhadores foi pautada por uma postura defensiva”. Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016.
Tendo como base os conteúdos de “Política Externa Brasileira”, analise as afirmativas abaixo e selecione a alternativa que faz uma análise correta do papel do Itamaraty durante o governo Cardoso (1995-2002). 
I. Ocorreu um maior compartilhamento de funções, com a diplomacia profissional atuando em conjunto com outros órgãos de governo e admitindo as pressões sociais na definição da política externa.
II. O Itamaraty vivenciou a ampliação do relacionamento exterior do Brasil, causado, principalmente, pela globalização econômica e pela dinamização das relações internacionais. 
III. Durante o governo Cardoso, o Itamaraty não teve propriamente seu papel diminuído.
IV. Durante o governo Cardoso, o Itamaraty teve seu papel diminuído na formulação da política externa brasileira.
 
 
Nota: 0.0
	
	A
	Está correta apena a afirmativa I e II
	
	B
	Estão corretas apenas as afirmativas II e III
	
	C
	Estão corretas apensas as afirmativas II e IV
	
	D
	Estão corretas apenas as afirmativas I, III e IV
	
	E
	Estão corretas apenas as afirmativas I, II e III
A alternativa correta é a que considera a seguinte resposta: (Estão corretas apenas as afirmativas I, II e III). As afirmativas I (Ocorreu um maior compartilhamento de funções, com a diplomacia profissional atuando em conjunto com outros órgãos de governo e admitindo as pressões sociais na definição da política externa), II (O Itamaraty vivenciou a ampliação do relacionamento exterior do Brasil, causado, principalmente, pela globalização econômica e pela dinamização das relações internacionais) e III (Durante o governo Cardoso, o Itamaraty não teve propriamente seu papel diminuído) estão corretas. De acordo com o livro base da disciplina, “o Itamaraty não teve propriamente seu papel diminuído. Embora a coordenação política tenha sido conduzida pessoalmente pelo presidente e muitas questões internacionais tenham sido trabalhadas por outros ministérios, o Itamaraty vivenciou a ampliação do relacionamento exterior do Brasil, causado principalmente, pela globalização econômica e pela dinamização das relações internacionais. O que ocorreu foi um maior compartilhamento de funções, com a diplomacia profissional atuando em conjunto com outros órgãos de governo e admitindo as pressões sociais na definição da política externa. Dessa forma, considera-se que a diplomacia presidencial constituiu mais a forma do que o conteúdo da política externa do governo Cardoso. A ênfase na forma desviava o debate do tema central: a reorientação da política externa em direção ao paradigma neoliberal de inserção internacional” (p. 174). A afirmativa IV (Durante o governo Cardoso, o Itamaraty teve seu papel diminuído na formulação da política externa brasileira) está, portanto, incorreta.
 
Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 5 – O Brasil depois da redemocratização: do governo Sarney à política externa dos anos de 1990).
Fonte contextualização: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 5 – O Brasil depois da redemocratização: do governo Sarney à política externa dos anos de 1990).
 
Questão 3/10 - Política Externa Brasileira
Leia o texto abaixo e depois responda à questão: 
“O apoio diplomático norte-americano veio logo a seguir ao Golpe. No dia 2 de abril, com João Goulart ainda em território nacional, os EUA reconheceram o novo regime. Em resposta, os militares brasileiros promoveram uma reaproximação do Brasil com o país, afirmando sua liderança no hemisfério ocidental. Na tentativa de apagar todos os vestígios deixados pela PEI, os militares se dispuseram a colaborar com os EUA nadefesa hemisférica para assim se colocarem sob o seu guarda-chuva nuclear e retomarem os investimentos e empréstimos americanos que haviam sido cortados no período da presidência de Jango. Entretanto, o alinhamento não era tão automático quanto se apregoa. Embora as boas relações com os EUA fossem consideradas prioritárias, com o tempo surgiram vários pontos de desacordo nas posições dos dois países, reflexo de ambiguidades e contradições internas e externas do Brasil”. 
Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016.
Tendo como base os conteúdos sobre o Regime Militar, analise as afirmativas acerca da Doutrina de Segurança Nacional (1964-1967) e marque V para verdadeiro ou F para falso. Após, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
(  ) Os militares utilizam a Doutrina de Segurança Nacional como substrato básico para a formulação de sua política externa. 
(  ) Essa doutrina vinha sendo construída internamente pela Escola Superior de Guerra desde a sua fundação, em 1949, com base em subsídios teóricos do National War College americano. 
(  ) Seus fundamentos consistiam na associação entre segurança e desenvolvimento. Para alcançar o desenvolvimento, era necessário obter a segurança. 
(  ) A segurança, por sua vez, estava calcada na luta contra os inimigos interno e externo, identificados como o comunismo, o não alinhamento e a crítica a valores ocidentais.
 
Nota: 0.0
	
	A
	V, F, V, V
	
	B
	V, V, F, F
	
	C
	V, V, V, V
A alternativa correta é a que contém a seguinte sequência: (V, V, V, V).  As afirmativas I (Os militares utilizam a Doutrina de Segurança Nacional como substrato básico para a formulação de sua política externa), II (Essa doutrina vinha sendo construída internamente pela Escola Superior de Guerra desde a sua fundação, em 1949, com base em subsídios teóricos do National War College americano), III (Seus fundamentos consistiam na associação entre segurança e desenvolvimento. Para alcançar o desenvolvimento, era necessário obter a segurança) e IV (A segurança, por sua vez, estava calcada na luta contra os inimigos interno e externo, identificados como o comunismo, o não alinhamento e a crítica a valores ocidentais) são verdadeiras. De acordo com o livro base da disciplina, “Os militares utilizam a Doutrina de Segurança Nacional como substrato básico para a formulação de sua política externa. Essa doutrina vinha sendo construída internamente pela Escola Superior de Guerra desde a sua fundação, em 1949, com base em subsídios teóricos do National War College americano. Seus fundamentos consistiam na associação entre segurança e desenvolvimento. Para alcançar o desenvolvimento, era necessário obter a segurança. A segurança, por sua vez, estava calcada na luta contra os inimigos interno e externo, identificados como o comunismo, o não alinhamento e a crítica a valores ocidentais” (p.121).
 
Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 4 – A política externa brasileira durante o regime militar (1964-1985)).
Fonte contextualização: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 4 – A política externa brasileira durante o regime militar (1964-1985)).
 
	
	D
	F, V, F, V
	
	E
	F, F, F, F
Questão 4/10 - Política Externa Brasileira
Leia o trecho a seguir:
"O governo de Dilma Rousseff, desde 2011, herdou do governo de Lula da Silva (2003-2010), do mesmo partido – o Partido dos Trabalhadores (pt) –, estratégias definidas de política externa: uma trajetória revisionista das instituições internacionais, uma atuação ativa em fóruns multilaterais colocando-se como representante dos países do Sul global, e uma orientação proativa para a dimensão sul-americana. Essas estratégias se materializavam em um intricado de dife- rentes coalizões internacionais e mecanismos de interação de política externa. A corrente política no interior do Itamaraty que havia predominado durante o governo de Lula, os autonomistas, seguiu nas principais posições do ministério, e a variedade de outras agências de governo envolvidas na política externa, conquistada durante o governo de Lula, se manteve. A tendência desenvolvimentista foi reforçada. Mas, embora as estratégias e visões de mundo tenham seguido formalmente em vigor, assim como os policymakers da política externa, o comportamento brasileiro experimentou mudanças e uma visível redução na proatividade."
Fonte: SARAIVA, Miriam Gomes. Balanço da Política Externa de Dilma Rousseff: Perspectivas Futuras. Relações Internacionais. n. 44, pp. 25-44, página da citação 25. 2014. Disponível em: <http://www.scielo.mec.pt/pdf/ri/n44/n44a03.pdf>.
Tendo em conta a citação acima e os conteúdos da disciplina, assinale a alternativa que analise corretamente apolítica externa do Governo Dilma (2011-2016):
Nota: 0.0
	
	A
	A postura do governo Dilma ficou conhecida por defender uma diplomacia presidencial
	
	B
	A postura do governo Dilma ficou conhecida por defender uma política externa independente.
	
	C
	A postura do governo Dilma ficou conhecida por defender a convergência econômica com a política norte-americana.
	
	D
	A postura do governo Dilma ficou conhecida por defender uma doutrina de Segurança Nacional de combate ao narcotráfico.
	
	E
	A postura do governo Dilma ficou conhecida por defender uma diplomacia de resultados.
Logo no início de seu mandato, Dilma ficou conhecida por defender uma diplomacia de resultados, ou seja, para além de simbolismos e retórica, a presidente buscava resultados concretos (Nery, 2011).
Fonte: SILVA, A. L. R.; RIDEGER, B. F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 220, CAPÍTULO 6, item 6.5
Questão 5/10 - Política Externa Brasileira
Leia o trecho a seguir:
"Ao apresentar as características do governo Geisel (1974-1979), é importante destacarmos que a conjuntura ora apresentada é completamente distinta do período anterior. Ao contrário do governo Médici, respaldado pelo milagre econômico, o governo Geisel já sofria com o esgotamento deste modelo, além das repercussões negativas por todo o mundo do choque do petróleo e do colapso do sistema financeiro de Bretton Woods [...] Conforme apontado por Letícia Pinheiro, é neste momento que as fronteiras ideológicas, que de alguma forma tolhiam direta ou indiretamente o comportamento diplomático brasileiro, reduzindo seu leque de opções, foi finalmente desvinculada da política externa, que, agora calcada no pragmatismo e no realismo, abria suas portas para diversificação e intensificação das relações do Brasil com todo o mundo (2004, p.45)".
Fonte: LUIZ, Juliana Ramos. A política externa do regime militar: entre o ranço ideológico e a atuação pragmática. 3° Encontro Nacional ABRI. 2011, s/p. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000122011000200040&script=sci_arttext>.
Tendo como base a contextualização acima, e os conteúdos da disciplina, examine as assertivas abaixo sobre a política externa do governo Geisel e relações internacionais no período. Depois assinale a alternativa que indique apenas as corretas.
I – A diplomacia do governo Geisel foi caracterizada pela ampliação da dependência do Brasil em relação aos EUA. Os laços entre as duas nações se fortaleceram muito no período, e o Brasil se afastou de outros parceiros, especialmente da Europa.
II – O Brasil procurou obter tecnologia nuclear, o que culminou no Acordo de Cooperação Nuclear com a Alemanha em 1975.
III – Ao perceber o crescimento econômico do Brasil, os EUA também temiam a possibilidade de surgir um novo polo de poder no continente.
IV – No governo Geisel, a diplomacia brasileira aproximou-se da Europa e do Japão, para contrabalançar a sua dependência dos EUA.
Nota: 0.0
	
	A
	Apenas as assertivas I e III estão corretas
	
	B
	Apenas a assertiva III está correta
	
	C
	Apenas as assertivas I, II e III estão corretas
	
	DApenas as assertivas II e IV estão corretas
	
	E
	Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas
Apenas as assertivas II, III e IV, estão corretas: (i) no governo Geisel, a diplomacia brasileira aproximou-se da Europa e do Japão, para contrabalançar a sua dependência dos EUA; (ii) o Brasil procurou obter tecnologia nuclear, o que culminou no Acordo de Cooperação Nuclear com a Alemanha em 1975; (iii) ao perceber o crescimento econômico do Brasil, os EUA também temiam a possibilidade de surgir um novo polo de poder no continente. Fonte: SILVA, A. L. R.; RIDEGER, B. F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 136-137, CAPÍTULO 4, adaptado.
Questão 6/10 - Política Externa Brasileira
Leia o trecho a seguir: 
"Uma síntese da agenda da política exterior brasileira do período CollorFranco mostraria a intensificação das medidas de confiança recíproca com a Argentina, em matéria de segurança, como um importante progresso. Outros elementos que caracterizariam a agenda foram: a busca de pouco relacionamento com os Estados Unidos, ou seja, uma agenda não conflitiva; o fortalecimento do multilateralismo; a incorporação da idéia de Brasil global trader e, ao mesmo tempo, a intensificação do retorno à América Latina (Mercosul-ALCSA). FHC mantém as linhas políticas de Itamar Franco. Intensifica a procura de reconhecimento internacional do Brasil como “potência média”, mas, ao mesmo tempo que declara a aspiração à liderança política no âmbito sul-americano9 , continua explorando a dimensão comercial como a forma predominante de inserção internacional".
Fonte: BERNAL-MEZA, Rui. A Política Exterior do Brasil: 1990-2002. Rev. Bras. Polít. Int. 45 (1): 36-71. 2002. Página da citação: 44-45. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v45n1/a02v45n1.pdf>. 
Tendo como base a contextualização acima, e os conteúdos da disciplina, responda a seguinte pergunta: por que o Presidente Fernando Collor acelerou a integração com a Argentina, criando o Mercosul, em 1991, com Paraguai e Uruguai? Assinale apenas a alternativa correta.
Nota: 0.0
	
	A
	Para consolidar o Brasil como principal polo de poder na América do Sul. Os americanos criticaram essa integração, que acusavam de imperialismo brasileiro.
	
	B
	O objetivo era acelerar a redução das tarifas externas brasileiras, ou seja, o Mercosul foi repensado não mais como um contrapeso ao processo de globalização, mas como uma forma de ingressar de forma mais rápida no mundo globalizado.
O objetivo era acelerar a redução das tarifas externas brasileiras, ou seja, o Mercosul foi repensado não mais como um contrapeso ao processo de globalização, mas como uma forma de ingressar de forma mais rápida no mundo globalizado. Fonte: SILVA, A. L. R.; RIDEGER, B. F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: Intersaberes, 2016, p.163-164, CAPÍTULO 5, item 5.2.
	
	C
	Para evitar o crescimento da influência da Argentina na América do Sul. Os argentinos estavam ampliando o espaço dos seus produtos em todo o subcontinente. O Mercosul tinha como objetivo facilitar a entrada das mercadorias brasileiras nos países vizinhos e contrabalancear a ascensão da Argentina.
	
	D
	Como contraponto a União Bolivariana das Nações, liderada por Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e mais próxima dos EUA.
	
	E
	A criação do Mercosul serviu como contraponto ao modelo estatizante e protecionista que vigorava no Chile. Assim, o Brasil pretendia mostrar como o um modelo liberal de economia poderia alcançar o mesmo sucesso que os chilenos estavam experimentando.
Questão 7/10 - Política Externa Brasileira
Leia o trecho a seguir:
"Ao tratar do governo Médici (1969-1974) duas questões se colocam fundamentais: em primeiro lugar está o caráter de maior repressão e autoritarismo do regime militar nestas duas décadas e, em segundo, a guinada econômica para aquilo que se denomina "milagre econômico". Estas duas variáveis não são excludentes; pelo contrário: mantém significativa correlação, visto que apenas com uma economia em franco desenvolvimento, proporcionando melhor condições de vida para população em geral, as medidas não-democráticas puderam ser implementadas sem maior reivindicação popular; sem contar que, os poucos focos de resistência não se consubstanciam como parcela significativa da população, mas sim pequenas redes isoladas, logo desmanteladas pela repressão do aparato policial-militar".
Fonte: LUIZ, Juliana Ramos. A política externa do regime militar: entre o ranço ideológico e a atuação pragmática. 3° Encontro Nacional ABRI. 2011, s/p. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000122011000200040&script=sci_arttext>.
Tendo como base a contextualização acima, e os conteúdos da disciplina, examine as assertivas abaixo sobre as contradições no estudo da diplomacia do Governo Médici. Depois assinale a alternativa que indica apenas as corretas.
I – Para alguns autores, a diplomacia do governo Médici seguiu a mesma orientação do governo Costa e Silva.
II – Outros autores situam o período Médici como pré-imperialista no sistema internacional.
III – A contradição nas análises da diplomacia do Governo Médici pode estar ligada à própria dualidade da política externa do período, situada entre o Primeiro e o Terceiro mundo. Isso seria um reflexo do desenvolvimento desigual do país.
IV – Durante a gestão Médici, a diplomacia brasileira privilegiou as relações Sul-Sul e reatou relações diplomáticas com Cuba e a União Soviética, algo que gerou sérios atritos com os EUA.
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas as assertivas I e III estão corretas
	
	B
	Apenas a assertiva III está correta
	
	C
	Apenas as assertivas I, II e III estão corretas
Você acertou!
Apenas as assertivas I, II e III estão corretas: (i) para alguns autores, a diplomacia do governo Médici seguiu a mesma orientação do governo Costa e Silva; (ii) outros autores situam o período Médici como pré-imperialista no sistema internacional; (iii) a contradição nas análises da diplomacia do Governo Médici pode estar ligada a própria dualidade da política externa do período, situada entre o Primeiro e o Terceiro mundo. Isso seria um reflexo do desenvolvimento desigual do país.
Fonte: SILVA, A. L. R.; RIDEGER, B. F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 132-133, CAPÍTULO 4, adaptado.
	
	D
	Apenas as assertivas II e IV estão corretas
	
	E
	Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas
Questão 8/10 - Política Externa Brasileira
Leia o texto abaixo e depois responda à questão: 
“A política externa brasileira na última década foi se estruturando sobre uma nova matriz de inserção internacional, que constitui a superação do modelo dos anos 1990. A nova matriz de política externa tem como principais características o aprofundamento da integração regional (seguido de uma mudança de enfoque), a retomada da tradição multilateral do Brasil e um novo perfil crítico das relações assimétricas entre os Estados” (Adaptado). 
Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016.
Tendo como base os conteúdos de “Política Externa Brasileira”, analise os enunciados abaixo e selecione a alternativa correta acerca da política externa do governo Lula (2003-2011):
 I. A política externa seria orientada por uma perspectiva humanista e constituiria um instrumento de desenvolvimento nacional.
II. Os instrumentos para o desenvolvimento nacional, seriam a promoção do comércio exterior, a capacitação por intermédio de tecnologias avançadas e a busca de investimentos produtivos. 
III. Verifica-se a busca de parcerias estratégicas com países similares em todos os continentes e uma reaproximação com os países subdesenvolvidos, bem como a manutenção de relações com os países desenvolvidos.
IV. Verifica-se a retomada de uma ofensiva diplomática por meio da construção de uma agenda de temas sociais.
Nota: 10.0
	
	A
	Apenas as afirmativas I e III estão corretas
	
	B
	Apenas as afirmativas II e IV estão corretasC
	Apenas as afirmativas III e IV estão corretas
	
	D
	Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas
	
	E
	As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
Você acertou!
A alternativa correta é a que considera a seguinte resposta: (As afirmativas I, II, III e IV estão corretas). As afirmativas I (A política externa seria orientada por uma perspectiva humanista e constituiria um instrumento de desenvolvimento nacional), II (Os instrumentos para o desenvolvimento nacional, seriam a promoção do comércio exterior, a capacitação por intermédio de tecnologias avançadas e a busca de investimentos produtivos), III (Verifica-se a busca de parcerias estratégicas com países similares em todos os continentes e uma reaproximação com os países subdesenvolvidos, bem como a manutenção de relações com os países desenvolvidos) e IV (Verifica-se a retomada de uma ofensiva diplomática por meio da construção de uma agenda de temas sociais) estão corretas. De acordo com o livro base da disciplina, “A nova matriz de política externa tem como principais características o aprofundamento da integração regional (seguido de uma mudança de enfoque), a retomada da tradição multilateral do Brasil, um novo perfil crítico das relações assimétricas entre os Estados, a busca de parcerias estratégicas com países similares em todos os continentes e uma reaproximação com os países subdesenvolvidos, bem como a manutenção de relações com os países desenvolvidos. Além disso, verifica-se a retomada de uma ofensiva diplomática por meio da construção de uma agenda de temas sociais (Amorim, 2004, p. 47). O discurso de posse do Presidente Lula, em janeiro de 2003, anunciou uma inflexão na política externa desenvolvida no Governo Cardoso, em articulação com a construção de uma nova matriz de política internacional. Assim, Lula afirmou que a política externa refletiria também os anseios de mudança que se expressaram nas ruas, seria orientada por uma perspectiva humanista e constituiria um instrumento de desenvolvimento nacional. Os principais instrumentos para o desenvolvimento nacional, por sua vez, seriam a promoção do comercio exterior, a capacitação por intermédio de tecnologias avançadas e a busca de investimentos produtivos, a integração regional e as negociações comerciais com outros blocos e países” (p. 197).
 
Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 6 – A política externa dos governos Lula e Dilma (2003-2014)).
Fonte contextualização: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 6 – A política externa dos governos Lula e Dilma (2003-2014)).
 
Questão 9/10 - Política Externa Brasileira
Leia o trecho a seguir: 
"Em seu governo (Presidente Lula), a integração regional assume papel fundamental e essencial para o fortalecimento da região frente ao cenário internacional na medida em que ela alia o multilateralismo e a opção sul-americana. E todas recaem em realizar uma política externa mais altiva e ativa. No campo econômico, o Mercosul e a Unasul propiciaram o aumento de competitividade e da rentabilidade dos investimentos na região, sobretudo no Brasil. Além disso, as negociações econômicas com grandes potências passaram a ser feitas em bloco, conferindo maior peso e representatividade para o bloco. No campo político, permitiu costurar convergências de posições e o estímulo da cooperação na participação dos custos político-econômicos e nas tomadas de decisões (JESUS & JACOMO, 2009, pg. 113)".
Fonte: JACOMO, Julio Cesar Pinguelli; OLIVEIRA, Ana Carolina Vieira de. Política externa de Lula e a dinâmica sul-americana: o caso da IIRSA. 3° Encontro Nacional ABRI. 201I. s/p, meio digital. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000122011000100010&script=sci_arttext&tlng=pt>. 
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina, assinale a alternativa que analise corretamente a política externa brasileira para a América do Sul nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) e Lula (2003-2011).
Nota: 0.0
	
	A
	Os dois governos jamais tiveram como prioridade a integração com os países latino-americanos. FHC enfatizou os acordos e as alianças com os países europeus. Já no governo Lula, a política externa brasileira concentrou seus esforços apenas no Cone Sul.
	
	B
	Os esforços da gestão FHC para construir a integração econômica entre os nações europeias foram deixados de lado pela gestão Lula, uma vez que este concentrou-se apenas em promover uma aproximação com países africanos.
	
	C
	Nas gestões FHC e Lula buscou-se consolidar parcerias  com os países latino-americanos com o objetivo de retomar o crescimento econômico, promovendo a integração física e uma ação estratégica para reverter a marginalização da região.
Como se lê no livro base da disciplina "No entorno regional, principal prioridade da agenda brasileira, ocorreram a reconstrução do Mercosul e o fortalecimento da integração sul-americana, criando-se assim um espaço para a liderança brasileira. Ofereceu-se aos vizinhos uma parceria para retomar o crescimento da economia, e a efetiva integração física e uma ação estratégica para reverter a marginalização da região. O conceito e a política externa para a América do Sul, que foi ganhando espaço estratégico no final do Governo Cardoso, foram aprofundados no Governo Lula. Este pode ser considerado um dos traços de continuidade mais marcantes entre os governos Cardoso e Lula. Fonte: SILVA, A. L. R.; RIDEGER, B. F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: Intersaberes, 2016, p. 207, CAPÍTULO 6, item 6.3
	
	D
	Tanto FHC quanto Lula pretendiam integrar as nações sul-americanas por meio da implementação do projeto da ALCA, defendido pelos EUA. No entanto, essa tentativa foi permanentemente rejeitada pelas nações sul-americanas.
	
	E
	Lula e FHC seguiram uma tendência histórica da política externa brasileira de não priorizar a integração com os do Cone Sul, dando preferência as relações com países da América Central. Essa postura se deve à rivalidade com a Argentina, que possui mais influência na América do Sul que o Brasil.
Questão 10/10 - Política Externa Brasileira
Leia o texto abaixo e depois responda à questão: 
“No plano político, foi ampliado o alinhamento brasileiro à demanda de regimes internacionais. Em uma tentativa de limpeza de agenda nas relações com os EUA, o Brasil encaminhou a adesão ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e ao Regime de Controle de Tecnologia de Misseis (MTCR), praticamente renunciando a utilização desse tipo de tecnologia. Deprimindo o papel do bilateralismo, o posicionamento brasileiro foi de defesa do constante multilateralismo nas relações internacionais, principalmente quanto as questões econômico-comerciais (adesão à OMC) e na defesa dos planos de integração regional”. 
Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016.
Tendo como base os conteúdos de “Política Externa Brasileira”, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta acerca da política multilateral adotada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). 
I. O espaço multilateral foi definido pela diplomacia brasileira como o melhor cenário para a atuação do Brasil, disposto a participar da construção de regras para a organização de um novo ordenamento internacional.
II. Essa conduta diplomática, segundo o governo, capacitaria o Brasil a articular consensos, a disputar seus interesses e a maximizar as oportunidades, expressas, sobretudo, na busca por um assento permanente no Conselho de Segurança. 
III. Significou o abandono do discurso terceiro-mundista e da compreensão internacional baseada no conflito Norte-Sul, com a adesão ao mainstream internacional.
IV. Substituição da “autonomia pela distância” pela “autonomia pela participação”.
 
Nota: 0.0
	
	A
	Está correta apena a afirmativa I e II
	
	B
	Estão corretasapenas as afirmativas I e III
	
	C
	Estão corretas apensas as afirmativas II e IV
	
	D
	Estão corretas apenas as afirmativas I, II e III
	
	E
	Estão corretas as afirmativas I, II, III e IV
A alternativa correta é a que considera a seguinte resposta: (Estão corretas as afirmativas I, II, III e IV). As afirmativas I (O espaço multilateral foi definido pela diplomacia brasileira como o melhor cenário para a atuação do Brasil, disposto a participar da construção de regras para a organização de um novo ordenamento internacional), II (Essa conduta diplomática, segundo o governo, capacitaria o Brasil a articular consensos, a disputar seus interesses e a maximizar as oportunidades, expressas, sobretudo, na busca por um assento permanente no Conselho de Segurança), III (Significou o abandono do discurso terceiro-mundista e da compreensão internacional baseada no conflito Norte-Sul, com a adesão ao mainstream internacional) e IV (Substituição da “autonomia pela distância” pela “autonomia pela participação”) estão corretas. De acordo com o livro base da disciplina, “No âmbito multilateral, a política externa brasileira nos anos 1990 acompanhou em grande parte o movimento que as potências médias realizaram: deslocamento de postura antagônica e direta com o ordenamento internacional para participação e aceitação das bases e regras deste, entrando em sintonia com os princípios gerais do sistema, seus regimes e procedimentos. Esse movimento significou o abandono do discurso terceiro-mundista e da compreensão internacional baseada no conflito Norte-Sul, com a adesão ao mainstream internacional e a substituição da “autonomia pela distância” pela “autonomia pela participação” (p. 184). E ainda, “o espaço multilateral foi definido pela diplomacia brasileira como o melhor cenário para a atuação do Brasil, disposto a participar da construção de regras para a organização de um novo ordenamento internacional. Assim, a trajetória rumo ao desenvolvimento se deu não pelo confronto no sistema internacional, mas pela participação na construção de seu funcionamento, de forma a potencializar a inserção internacional do pais. Essa conduta diplomática de corte grociano, segundo o governo, capacitaria o Brasil a articular consensos – cujo melhor tabuleiro seriam os fóruns multilaterais —, a disputar seus interesses e a maximizar as oportunidades, expressas, sobretudo, na busca por um assento permanente no Conselho de Segurança” (p. 184 e 185).
 
Fonte: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 5 – O Brasil depois da redemocratização: do governo Sarney à política externa dos anos de 1990).
Fonte contextualização: SILVA, A, L, R da; RIEDIGER, B, F. Política Externa Brasileira: uma introdução. Curitiba: InterSaberes, 2016 (Capítulo 5 – O Brasil depois da redemocratização: do governo Sarney à política externa dos anos de 1990).

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