A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
8 pág.
estudo dirigido meio ambiente bucal

Pré-visualização | Página 3 de 4

glicogênio-pectina, que só 
será utilizado em momentos de escassez desse substrato. Esse processo de armazenamento é 
restrito a alguns tipos de bactérias como as S.mitis, S. salivarius, S. casei, S. acidophyllus, 
Flusobacterium spp. e Neisseria spp. 
Aciduricidade: Capacidade que os micro-organismos conseguem sobreviver, crescer e 
metabolizar mesmo em condições com o pH ácido (menor ou igual a 5,5). Isso se dá a uma 
estrutura presente nelas conhecidas como H+/ Atpase que promove o bombeamento de ácidos 
indesejados para fora de suas células bacterianas. Essas espécies são chamadas de acidúricas, 
que são: S.mutas, S.sobrinus e Lactobacillus. Com a sobrevivência desses micro-organismos 
ocorre a maior produção de ácido, nesse sítio de carie ativo, promovendo uma taxa acelerada 
de desmineralização do esmalte dentário. 
8- Fale sobre os principais micro-organismos associados à cárie dentária. 
Os principais micro-organismos associados a carie são os EGM (estreptococcus do grupo 
mutans), que são os S. mutans e S. sobrinus, e os Lactobacillus sp. 
9- Diferencia a cárie coronária da cárie radicular. 
A cárie coronária é quando ocorre a corrosão do esmalte do dente, ou seja, as bactérias 
EGM e lactobacillus sp. produzem ácidos que conseguem reduzir o pH do sítio de instalação, que 
promoverá a degradação do esmalte dentário, ou seja, desmineralização desse esmalte, com 
isso ocorre a formação de lesão branca ativa de cárie e posteriormente a formação de cavidades 
de cárie, chegando a perda do elemento, caso não haja tratamento. 
A cárie radicular ocorre a nível de cemento dentário, em indivíduos especialmente adultos 
e idosos, que devido à perda por desgaste fisiológico natural ou injuria mecânica ou cirurgia 
periodontais, acabam expondo a raiz do dente, fazendo com que ocorra a instalação de micro-
organismos causadores da cárie radicular, que diferentemente da coronária, possui destaque 
para as bactérias do tipo Actinomyces, das quais nos atemos as A.naeslundii, A.odontolyticus, 
A.gerenseriae. 
10- Comente sobre os 3 tipos de transporte de açúcar para o interior da célula 
bacteriana. 
Sistema de transporte de fosfotranferase mediado por fosfoenolpiruvato (PEP-PTS): é um 
sistema de transporte de açúcares que transporta mono e dissacarídeos, as bactérias que 
possuem esse tipo de capacidade de transporte são as do tipo Streptococcus, Actinomyces e 
Lactobacillus. Esse sistema se dá através da translocação em grupo que necessita de uma 
molécula energética. Nesse sistema possuímos 2 proteínas citoplasmáticas que não são 
específicas para carboidratos que são as proteínas de histidina (HPr) e a Enzima I (EI) e ao 
contrário possuímos enzimas ligadas na membrana da bactéria, na verdade um complexo 
enzimático II (EII) que são açúcares específicos. Quando a glicose atravessa a membrana ela 
sofre modificação e para que esse transporte ocorrer é necessário que haja o grupo fosfato e 
que ele seja transferido sequencialmente. Ocorre da seguinte maneira: é necessário que eu 
possua um fosfonolpiruvato, que irá doar o grupo fosfato para a EI, que transfere para o HPr, 
em seguida para a EIIa, EIIb, EIIc, que por sua vez vai permitir a entrada da glicose na celular, ou 
seja permitir que ela atravesse a membrana e quando ela alcança o citoplasma, ela já alcança 
com o grupo fosforil (glicose 6-P), indo para a via glicolítica. 
Esse tipo de transporte é modulado, ou seja, necessita de uma estimulação para ocorrer nas 
seguintes situações ambientais: quando há limitação de carboidratos (necessidade de energia 
pela bactéria), quando o pH se encontra neutro (quando há baixa atividade microbiana, ou seja, 
redução na produção de ácido, na glicólise e fermentação) e em nível de crescimento lento. Para 
que ele seja reprimido, são necessárias as seguintes condições: excesso de carboidrato (açúcar) 
no meio extracelular, baixo pH (muita fermentação) e alta taxa de crescimento. 
Sistema múltiplo do metabolismo do açúcar: não há tanto informação sobre esse tipo de 
transporte, acredita-se que seja um tipo de transporte que é realizado pelo S.mutans e que ele 
transporte a sacarose em forma de dissacarídeo e que seja um tipo de transporte associado a 
degradação de PECs (frutano ou levano) entre as refeições. Acredita-se que além da sacarose, 
exista o transporte de outros carboidratos como melobiose, rafinose e maltose (derivada do 
amido). 
Glicose permease: É um tipo de transporte que possui participação de proteínas 
transportadoras e que o açúcar é transportado e apenas dentro da célula ele é fosforilado. O 
que estimula esse tipo de transporte são as concentrações elevadas de açúcares no meio 
extracelular, altas taxas de crescimento e condições ambientais de baixo pH. 
11- Comente sobre as vias que a célula bacteriana pode optar, dependendo da sua 
necessidade, a partir da disponibilidade de carboidrato. 
Glicólise: Para a geração do piruvato. Em condições de hipóxia esse piruvato pode ser 
fermentado, podendo ser etanólica (comum em leveduras), láctia gerando o ácido lático. 
Quando há presença de oxigênio, esse piruvato é convertido a acetil-CoA entrando no ciclo de 
Krebs, podendo ir em direção para a cadeia transportadora de elétrons, gerando grande 
quantidade de ATP. 
 Via das Pentoses: Acontece quando o objetivo da bactéria é gerar nucleotídeos, coenzimas, DNA 
e RNA. Pego o excesso de glicose e converto em glicose-6-P, seguindo a via das pentoses que irá 
ter a geração de ribulose-5-P e a partir disso, formar os compostos que a células microbianas 
estejam necessitando. Essa via produz muito NADPH que nada mais é do que uma fonte de 
energia para biossínteses. Outra fase da via das pentoses é a fase não oxidativa, que através da 
ribulose-5-P dará origem, novamente, a glicose-6-P devido a necessidade da célula. 
OBS.: 
Bactérias Heterofermentadoras: São bactérias que a partir dos carboidratos conseguem 
sintetizar uma grande diversidade de ácidos; produzem ácidos menos fortes que o lático, 
produzidos a partir de carboidratos através do jejum noturno. 
Bactérias Homofermentadoras: São bactérias que geralmente que na presença de sacarose 
produzem ácido lático, que contribui muito para a desmineralização do esmalte dentário. 
Bactérias Heterofermentadoras facultativas: São bactérias que dependem do ambiente que 
estão instaladas para que seja realizada a síntese. 
 
ESTUDO DIRIGIDO IMUNOLOGIA DA CÁRIE 
1- Quais são as principais defesas químicas do sistema de defesa inato no meio ambiente 
bucal que podem ter ação na imunidade à cárie dentária? 
As principais barreiras químicas da imunidade inata á cárie dentária são produzidas pelas 
células epiteliais da mucosa bucal e das glândulas salivares, além de células do sistema imune 
(neutrófilos, macrófagos), além disso se apresentam constantemente no meio ambiente bucal, 
possui amplo espectro de atividade (antibacteriano, antiviral e antifúngico) e com isso não 
depende de estímulos específicos para atuarem. Podemos citar como barreiras químicas: 
- Lisozimas: são proteínas com capacidade enzimática, encontrada em altas concentrações na 
saliva e, também, no fluido gengival. Sua principal função é quebrar as ligações do 
acetilmurâmico, presenta na parede celular das bactérias, promovendo a lise osmótica da 
célula do MO. Essa atuação se dá da seguinte maneira: a muramidase rompe as ligações de N-
acetilmurâmico e N-aceilglicosamina, expondo a membrana plasmática da bactéria, deixando 
a bicamada lipídica mais exposta, favorecendo a lise osmótica do MO. 
- Peroxidase: A peroxidase tem como principal função proteger o hospedeiro do peróxido de 
hidrogênio, que é produto do metabolismo do MO. Esse peróxido é toxico e está diretamente 
ligado ao estresse oxidativo. Essa proteção se dá da seguinte maneira: O peroxido de 
hidrogênio age como um catalisador de reação, na saliva encontramos íons de tiocionato 
(SNC), esses íons reagem com o peroxido de hidrogênio (produto do metabolismo das