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estudo dirigido meio ambiente bucal

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bactérias) devido a presença da peroxidase na saliva. Como produto dessa reação, ocorre a 
formação de hipotiocianato (OSCN-) e água. Quando o pH da saliva se encontra ácido – nesse 
momento não há, necessariamente, a formação de cárie dentária- óxida as enzimas das 
bactérias, fazendo com que as mesmas não realizem a glicólise bacteriana, reduzindo assim o 
crescimento bacteriano das mesmas. 
- Mucinas: São responsáveis pela proteção da mucosa contra a desidratação, elas são 
glicoproteínas relativamente solúveis e são produzidas pelas gl. Salivares, é uma matéria 
viscoso das superfícies mucosas. Sua principal função é a lubrificação, proteção contra 
desidratação e danos mecânicos, manutenção da viscoelasticidade, apreensão de MO e 
inibição da aderência microbiana (a apreensão e aglutinação impede que as bactérias se 
aderem à superfície do meio ambiente bucal). Possui dois tipos: MG1, possui alto peso 
molecular, que é responsável pela viscosidade da saliva e com isso, consegue reter MO na 
saliva; e a MG2 possui baixo peso molecular, é responsável pela aglutinação das bactérias na 
saliva, promovendo sua eliminação através da deglutição e pela própria saliva – interfere 
diretamente na adesão do S.mutans no biofilme dentário. 
- Lactoferrina: Sua principal função é sequestrar o ferro presente no meio ambiente bucal, com 
isso ocorre privação de ferro que seria utilizado pelas bactérias em seus processos 
metabólicos, interferindo na proliferação do MO. É uma glicoproteína não-enzimática e possui 
função bacteriostática. 
- Defensinas: É um peptídeo antimicrobiano, mais presenta na saliva do que no fluido gengival, 
mas ambos apresentam em sua composição. Atua se inserindo na membrana da bicamada 
lipídica, através de atrações eletrostática (defensinas possuem carga positiva e a bactéria carga 
negativa) causando instabilidade osmótica, devido a formação de poros na superfície do MO. 
- Catelicidina: É um peptídeo antimicrobiano, produzido por varias células do sistema imune 
inato, possui a LL-37 que reage com o ac.lipoteicoico da parede do S.mutans prevenindo a 
formação do biofilme e ação parecida com a defensina. 
2- Discorra sobre a estrutura, produção e função da IgA secretória presente na saliva. 
Estrutura: a IgA secretória se apresenta em duas formas: a monomérica (apenas 1 
monômero) e a dimérica (formada por 2 monômeros); A IgA dimérica é unida pelas duas 
porções FC de sua estrutura por uma glicoproteína chamada de cadeia J. Diante disso, ela 
possui 4 sítios de ligação antigênica, ou seja, pode se ligar a 4 antígenos de uma só vez. A parte 
que ela se liga ao MO é chamada de FAB. 
Produção: Através da estimulação do MO, ela pode ser produzida de duas maneiras: 1. 
Quando o MO chega as gl. Salivares, estimulando a secreção pelos tecidos linfoides ou 2. 
Através do GALT, devido a deglutição do bolo alimentar junto aos MO, as placas de Peyer 
ativam os Linfócitos B, que migram para os linfonodos da região mesentérica que migram para 
as gl.salivares e se diferenciam em plasmócitos que irão secretar a IgAs. 
Quando o plasmócito produtor de IgA é estimulado a ser secretado, ele libera dois 
monômeros de IgAs e a cadeia J, que formara a IgAs dimérica, mas quando o plasmócito 
secreta a imunoglobulina não possui, ainda, o componente secretor. Com isso, a IgAs dimérica, 
nas regiões de cel. Epiteliais da glândula salivar, conseguem se ligar a receptores dessa célula 
epitelial, através de uma porção da sua região FC, a célula da glândula salivar faz com que a 
IgA dimérica, consiga passar por dentro da célula por uma vesícula (processo de transcitose). 
Quando chega no lúmen da glândula (região dos ductos), quando ela vai ser liberada, na porção 
externa desse receptor é clivada, sendo chamada de componente secretor indo juntamente 
com a IgA secretória, estando pronta para o meio ambiente bucal. 
 Função: Sua principal função é agir se ligando aos epítopos presentes nas superfícies 
bacterianas, neutralizando sua atuação e age, principalmente, a nível de biofilme 
supragengival. Ela também promove a aglutinação dos MO, com a função de eliminá-los. 
3- Discorra sobre a imunidade naturalmente formada contra Streptococcus mutans. 
Após o nascimento o bebê, recém-nascido, apresenta IgAs ausente em sua saliva, devido 
a exposição aos antígenos bacterianos, virais e os presentes nos alimentos, esse processo de 
produção se inicia. Cerca de 3-5 semanas após o nascimento, já é possível a identificação de 
IgAs especificas na saliva do bebê. Logo após o nascimentos os anticorpos específicos para 
S.mutans estará relacionado a exposição que esse bebe irá sofrer a partir de adultos 
infectados, ou seja, um adulto ao compartilhar talheres com o bebê, ao beijar a sua boca, 
atitudes desse tipo fazem com que o bebê produza anticorpos precocemente. Os níveis de IgAs 
contra os estreptococos continuam a aumentar até os dois anos subsequentes. Outra maneira 
de se adquirir esses anticorpos é através do leite materno, pois na gl. Mamária há a produção 
de IgAs, sendo passada para o bebê via leite materno, ou seja, no leite materno há a 
transferência de IgA anti-S.mutans pela amamentação. Ao longo da vida essa concentração de 
anticorpo aumenta, atingindo níveis semelhantes aos de adulto já na idade entre 4-7 anos. 
4- Quais os principais componentes antigênicos da estrutura do Streptococcus mutans? 
Glicosiltransferase (GTF): Quebra os polímeros de glicose para a formação de glucanos 
insolúveis e solúveis e também se liga aos glucanos. 
Proteínas ligadoras de glucano (GBP): proteína que tem afinidade com o glucano e 
contribui para a agregação bacteriana. 
Antígeno I/II (Adesinas): Auxiliam na aderência do S.mutans a PAE e é independente de 
sacarose, ou seja, não necessita de sacarose para que ocorra essa adesão. 
5- O que é vacinação? 
É uma imunização ativa artificial, no qual administra-se a forma morta ou enfraquecida 
de um agente infeccioso ou uma parte dele, com a finalidade de promover uma resposta 
imunológica, no qual irá conferir proteção contra aquele patógeno quando exposto 
novamente a ele de maneira viva. 
6- Quais as potenciais vias de administração exploradas nos estudos investigando vacinas 
anticárie? 
Via sistêmica subcutânea, via gengivo-salivar ativa e via mucosa (oral, glândulas salivares 
menores, intranasal, tonsilar e retal)