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Sujeitos da relação de emprego

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Os sujeitos da relação de emprego são: 
empregado e empregador. 
“Toda pessoa física que prestar serviços de 
natureza não eventual a empregador, sob a 
dependência deste e mediante salário” (art. 
2°, parte final, CLT). 
É o prestador de serviço, aquele que se 
coloca à disposição do empregador, de forma 
pessoal, contínua, subordinada e mediante 
remuneração. 
Vale ressaltar que não há distinção entre o 
trabalho manual, técnico ou intelectual (art. 
7°, XXXII, CF e art. 3°, parágrafo único, 
CLT), devendo ter todos eles o mesmo 
tratamento justrabalhista. 
Extra: 
• Está ligado ao empregador por um 
vínculo obrigacional recíproco e 
equivalente 
• É o devedor do trabalho e credor do 
salário 
Conforme Amauri Nascimento, “pode ser 
empregado alguém de qualquer condição 
pessoal, seja brasileiro ou estrangeiro, 
maior ou menor, homem ou mulher, 
observadas certas proibições ou normas de 
capacidade”. 
Capacidade: 
É a aptidão para a pessoa ser sujeito de 
direitos e obrigações e para exercer por si 
ou por outrem os atos da vida civil (art. 1°, 
Código Civil). 
A capacidade tem duas espécies: 
• Capacidade de direito/de gozo: 
possibilidade de gozar dos direitos 
subjetivos. Toda pessoa tem essa 
capacidade. 
• Capacidade de fato/de exercício: 
capacidade de exercer por si só os 
atos da vida civil. Nem todos possuem 
essa capacidade, por isso é necessário 
que o exercício dos direitos se dê por 
meio de representantes legais 
Os chamados “absolutamente incapazes” 
pelo Direito Civil são os menores de 16 anos. 
Já os “Relativamente capazes” são aqueles 
maiores de 16 anos e menores de 18, ébrios 
habituais e os viciados em tóxicos, aqueles 
que por causa transitória não puderem 
exprimir vontade e os pródigos. 
Vale mencionar que a incapacidade dos 
menores pode acabar. (art.5°, Código Civil). 
De forma geral, qualquer pessoa física pode 
ser empregado. Mas há algumas restrições 
conforme o art. 7°, XXXIII, CF: 
• Não pode ser menor de 16, a não ser 
no caso da existência de trabalho 
para fins educacionais por meio da 
aprendizagem; 
• Entre 16 e 18 anos é relativamente 
capaz, podendo ser empregado 
somente com a autorização dos pais 
ou representante legal; 
• O maior de 16 e menor de 18 não pode 
trabalhar de noite, em lugar perigoso 
ou insalubre 
A partir dos 18 anos, já tem a plena 
capacidade para ser empregado. Podendo 
até mesmo atuar em lugares insalubres, 
perigosos e realizar em horário noturno. 
“É o portador de diploma de curso superior 
e perceba salário mensal igual ou superior a 
duas vezes o limite dos benefícios do Regime 
Geral de Previdência Social” (art. 444°, lei n. 
13.467/2017) 
O limite dos benefícios, atualmente, do 
RGPS é de R$ 6.101,06. Sendo assim, o 
empregado hipersuficiente deve ter salário 
mensal igual ou superior a R$ 12.202,12. 
Os requisitos que caracterizam o empregado 
hipersuficiente devem estar todos 
presentes, não pode faltar nenhum. 
As partes (empregado e empregador) podem 
livremente pactuar aquilo que desejarem no 
contrato de trabalho. Mas tem que ter 
atenção para não ser contrário a lei e as 
normas coletivas de trabalho. 
Esses empregados podem livremente 
estipular as relações de trabalho, sendo 
passíveis de estipulação individual entre 
empregado e empregador: 
• Pacto da jornada de trabalho 
• Banco de horas anual 
• Intervalo intrajornada, respeitando o 
limite mínimo de 30 minutos para 
jornadas superiores a 6 horas 
• Adesão ao Programa Seguro Emprego 
• Plano de cargos, salários e funções 
compatíveis com a condição pessoal do 
empregado 
Essas e outras hipóteses previstas no art. 
611-A da CLT é meramente exemplificativa, 
podendo outros temas ser abrangidos por 
meio de negociação direta entre 
empregador e o empregado 
“hipersuficiente”. 
Nos contratos individuais de trabalho os 
empregados hipersuficientes poderão 
estabelecer uma cláusula compromissória de 
arbitragem. Ela pode ser pactuada por 
iniciativa do empregado ou mediante sua 
concordância expressa. 
Cargo de confiança está ligado ao fato de 
ter um empregado ocupante de tal cargo, 
sendo revestido de atribuições de gestão. 
Esse cargo necessariamente implica em um 
padrão salarial mais elevado. 
Segundo Délio Maranhão, os cargos de 
confiança são aqueles “cujo exercício põe, 
necessariamente, em jogo os próprios 
destinos da atividade do empregador. Assim, 
o empregado que administra o 
estabelecimento, ou aquele que chefia 
determinado setor vital para os interesses 
do estabelecimento” exercem cargo de 
confiança. 
São considerados cargos de confiança os 
gerentes, assim considerados os exercentes 
de cargos de gestão, os diretores e os 
chefes de departamento ou filial (art. 62, 
II, CLT). Mas para isso é preciso: 
• Exercício de poder de gestão 
• Pagamento de uma remuneração 
diferenciada (não podendo ser 
inferior ao valor do respectivo salário 
efetivo acrescido de 40%). 
Esses 40% não são incorporados aos cálculos 
de férias e décimo terceiro, mas devem, 
obrigatoriamente, ser registrados na 
carteira de trabalho. 
Após 10 anos consecutivos na função de 
confiança, estes 40% tornam-se direito 
adquirido e o empregador não pode deixar 
de pagar este acréscimo, mesmo que o 
colaborador deixe de exercer o cargo de 
confiança. 
Exercer cargo ou função de confiança gera 
os seguintes efeitos no contrato de 
trabalho: 
• O empregado pode deixar o exercício 
da função de confiança sempre que o 
empregador assim o determinar 
• O empregador pode transferir o 
empregado sem necessidade de 
anuência expressa, sempre que a 
transferência decorra de 
necessidade de serviço. 
• O empregado não tem direito a horas 
extras por não estar sujeito a 
controle de jornada de trabalho (O 
empregado abre mão dos adicionais 
como tempo de trabalho e tempo 
máximo de jornada diária) 
O cargo de confiança bancária é ocupado 
por empregados que exercem funções de 
direção, gerência, fiscalização, chefia e 
equivalentes, ou que desempenhem outros 
cargos de confiança, sendo necessário para 
sua caracterização: 
• Exercício de poder de gestão 
• Recebimento de gratificação não 
inferior a 1/3 do salário do cargo 
efetivo 
Nos dias atuais, a ideia de diretor e sócio 
tem se afastado cada vez mais. 
Diretor ≠ Sócios 
Sociedades Anônimas: a administração da 
sociedade é exercida por dois órgãos: 
diretoria e o conselho de administração. 
Sendo que o vínculo entre o diretor e a 
companhia pode ser trabalhista ou 
societário dependendo das circunstâncias. 
A análise do diretor deve ser feita a partir 
de duas situações: 
1. Empregado da empresa que é eleito 
para exercer o cargo de diretor da 
sociedade 
2. Cargo de diretor é ocupado por 
alguém contratado externamente, 
especificamente para exercê-lo. 
Na sociedade limitada, a diretoria é 
integrada por uma ou mais pessoas físicas e 
tem por atribuição, no plano interno, 
administrar a empresa e, no plano externo, 
manifestar a vontade da pessoa jurídica. Os 
diretores/gerentes podem ser sócios ou 
não. No caso de ser direitor empregado, 
conforme o art. 444 da CLT, é considerado 
empregado “hipersuficiente”, com maior 
autonomia de vontade sendo-lhe 
reconhecida para fins de pactuação das 
condições que regerão sua relação de 
emprego. 
O sócio pode ser empregado da sociedade de 
que participe. 
Isso não pode ocorrer em uma sociedade em 
nome coletivo, uma vez que, todos os sócios 
são solidariamente responsáveis pelas 
dívidas sociais, por isso a qualidade de sócio, 
exclui a de empregado. 
É válido ressaltar que a possibilidade do 
sócio cumular a condição de empregado da 
mesma sociedade depende do grau, da 
intensidade da participação acionária ou na 
administração da empresa. 
Na sociedade por ações, a participação 
acionária majoritária ou a posição de 
acionista controlador exclui 
automaticamente