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Nefrologia - Síndrome Nefrítica

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apresenta um desenvolvimento de glomerulonefrite proliferativa mesangial 
(proliferação das células mesangiais de forma focal ou difusa). Não existe tratamento 
definitivo nem para GNporIgA nem PHS, a terapia consiste em basicamente atuar na 
arteríola eferente através de inibidores da angiosina II e bloqueadores dos rcpt de AII. 
Síndromes clínicas Doenças glomerulares
HEMATÚRIA MICROSCÓPICA 
ASSINTOMÁTICA 
- Glomerulopatia da membrana basal fina
- Nefropatia de IgA
- Glomerulonefrite membranoproliferativa
- Síndrome de Alport 
HEMATÚRIA MACROSCÓPICA 
RECORRENTE 
SÍNDROME NEFRÍTICA - Glomerulonefrite aguda difusa pós-
estretocócica;
- Glomerulonefrite pós-infecção não 
estreptocócica;
- Glomerulonefrite membranoproliferativa;
GLOMERULONEFRITE 
RAPIDAMENTE PROGRESSIVA 
PROTEINÚRIA ASSINTOMÁTICA
SÍNDROME NEFRÓTICA 
DOENÇA RENAL CRÔNICA 
 SÍNDROME NEFRÍTICA: 
Características gerais
Para que se desenvolva um quadro de síndrome nefrítica é preciso que mais de 50% dos 
glomérulos sejam afetados (por isso difusa, mesma coisa que generalizado), os quadros de 
síndrome nefrítica são caracterizados por glomerulonefrite aguda. A síndrome nefrítica é 
uma tríada clássica: HEMATÚRIA, EDEMA e HIPERTENSÃO, que pode ou não 
apresentar graus variáveis de perda da função renal e/ou proteinúria (geralmente não mais que 
1 g/dia). 
A síndrome nefrítica pode ser desencadeada por várias condições que venham a afetar o 
glomérulo, o caso mais clássico de síndrome nefrítica é o desencadeado pela 
glomerulonefrite aguda difusa pós-estretocócica. Geralmente as nefrites do tipo 
difusa/generalizada se expressam tipicamente como síndrome nefrítica e são responsáveis por 
mais de 50% das causas desta síndrome. Condições que cursam com lesões focais raramente 
evoluem com quadro típico de síndrome nefrítica (geralmente apresentando hematúria e mais 
um dos sinais clássicos ou nenhum). O diagnóstico requer observação das manifestações 
clínicas da doença e exames sorológicos para identificação de antígenos, que na maioria das 
vezes produzem imunoclomplexos que desencadeiam o quadro de síndrome nefrítica. 
A síndrome nefrítica estabelece um quadro de diminuição da TFG devido a diminuição do 
fluxo de sangue, uma vez que geralmente ocorre proliferação mesangial e acúmulos de 
leucócitos e mediadores inflamatórios no corpúsculo renal (provavelmente devido ao quadro 
de infecção ocorrido), além disso a maior presença de substâncias vasoconstrictoras 
(prostaglandinas, endotelina, leucotrienos) suprime ainda mais a TFG, pensar que ocorre uma 
constricção da arteríola aferente ou eferente. Com a TFG diminuída começa a se acumular 
líquido no interstício levando ao aparecimento de edema, acompanhado de ganho de peso. A 
hipertensão é promovida pela diminuição da taxa de filtração renal, que gera aumento da 
volemia circulante. Já a hematúria é fruto do processo inflamatório nos capilares 
glomerulares, que pode ainda permitir a passagem de hemácias pela região (que se danificam 
ao passar por ali adquirindo uma condição dismórfica) e até mesmo formando cilindros 
hemáticos. A proteinúria quase nunca chega a grau nefrótica, mantendo-se razoavelmente 
baixa. 
Glomerulonefrite aguda difusa pós-estreptocócica: é a condição mais comum entre as 
glomerulonefrites agudas, prevalente entre crianças, mais comum em meninos de até 10 anos, 
raramente ocorre em adultos. Surge em até 10-14 dias após faringite por estreptococos do 
grupo A, e geralmente é autolimitada, desaparecendo sem intervenção. Os sintomas são 
clássicos: Hematúria macroscópica (urina mais marrom que vermelha), edema, 
hipertensão. No exame de urina é comum encontrar leucocitúria, hemácias disformicas, 
cilindros e alguma proteinúria. Geralmente a perda de proteínas do complemento (C3b) leva a 
hipocomplementemia. Comumente o antígeno antiestreptolisina O (ASLO) é encontrado 
como marcador imunológico. Não requer biopsia, a não ser em casos onde a hematúria for 
persistente por vários meses, indicando assim outras glomerulopatias. 
Glomerulonefrite pós-infecciosa não estreptocócica: É uma condição onde infecções 
bacterinas ou imunocomplexos geram a glomerulonefrite (endocardites, shunts infectados e 
abscessos viscerais). O quadro clínico apresenta hematúria microscópica, leve proteinúria, e 
perda da função renal, não se registra hipertensão. É obrigatório realização de hemocultura 
e eco doppler no diagnóstico quando a causa é endocardite bacteriana, normalmente é 
encontrado vários autoanticorpos. O exame histopatológico pode revelar glomerulonefrite 
proliferativa difusa ou focal; glomerulonefrite membranoproliferativa.
Glomerulonefrite membranoproliferativa: consiste numa glomerulonefrite com proliferação 
das células mesangiais e do endotélio capilar, além de ocorrer duplicação da membrana 
basal glomerular, tais modificações desencadeiam um espessamento da barreira seletiva. 
Inicialmente a GNMP se mostra como uma glomerulonefrite aguda, mas tende a se 
transformar em síndrome nefrótica em até 30% dos casos. As causas dessa glomerulonefrite 
podem ser divididas de acordo com suas origens: imunológica (imunocomplexos) ou não 
imunológica (alteração na via do complemento). Entre as causas imunológicas (que geram 
formação de imunocomplexos) estão condições de infecções (virais, parasitoses), doenças 
autoimunes (lúpus, artrite reumatoide) e proteinopatias. Pode ocorrer formação de crescentes, 
a biópsia geralmente não revela nada, e o tratamento ainda é ineficiente. Importante investigar 
causas secundárias de provável origem sistêmica.
Glomerulonefrite rapidamente progressiva: Consiste em uma síndrome nefrítica, com 
hipertensão leve ou normal, mas com perda da função renal em dias ou semanas. O 
principal achado histológico desta doença são as formações em crescentes. O rápido 
desenvolvimento de crescentes ocupam o espaço de Bowman levando a perda da função 
renal. Os crescentes epiteliais são mais jovens que os crescentes fibroblásticos (estes últimos 
indicam maior tempo de existência. Quando 50% dos glomérulos apresentam formações em 
crescentes já se encontra em curso uma glomerulonefrite crescêntica. Se 80% dos 
glomérulos são acometidos por crescentes já tem um quadro gravíssimo de insuficiência renal. 
Doenças que podem evoluir para um glomerulonefrite rapidamente progressiva:
- Doença antimembrana basal glomerular (anti-MBG): o colágeno IV (também presente 
nos pulmões) da membrana basal glomerular passa a ser visto como autoantígeno para 
anticorpos. O quadro é de uma glomerulonefrite rapidamente progressiva, e em 90% dos 
pacientes ocorre danos pulmonares – hemorragia pulmonar (Síndrome de Goodpasture). 
Requer diagnóstico precoce e intervenção rápida (imunossupressores – corticoides e outros). 
O transplante só deve ser feito se até 3 meses antes o anticorpo anti-MBG estiver com valores 
negativos. 
- Nefropatia por IgA;
- Nefrite lúpica;
- Glomerulonefrite Pauci-imune: É um quadro de glomerulonefrite com alterações 
sistêmicas (não se restringe ao glomérulo). Geralmente são encontradas anticorpos-
circulantes (ANCA) e vasculites. Histologicamente apresenta lesão focal e segmentar 
necrotizante e com crescentes, ocorre também infiltrado leucocitário nos túbulos renais e nas 
regiões intersticiais; boa parte dos casos evoluem para a forma rapidamente progressiva. O 
tratamento é com imunossupressão de caráter agressivo e precoce. 
PROTEINÚRIA ASSINTOMÁTICA: é um quadro de proteinúria (entre 150 mg/dia e < 3 
ou 3,5 g/dia) sem achados urinários como hematúria, e outros sintomas sistêmicos como: 
edema e hipertensão. O diagnóstico é feito por meio do exame de urina. Não requer biópsia, e 
pode ocorrer devido várias doenças de caráter nefrótico. 
 SÍNDROME NEFRÓTICA
A síndrome nefrótica é a expressão de glomerulopatia caracterizada por PROTEINÚRIA > 
3g/dia, que desenvolve um quadro de EDEMA (anasarca) e, consequentemente, com a perda 
de proteína na urina esta diminui no plasma desencadeando um quadro de 
HIPOALBUMINEMIA. A