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Exame Neurológico

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☆ ☆
 Data do início da doença; 
 Modo de instalação da doença (traumatismo, 
distúrbio vascular, neoplasia, infecção); 
 Evolução dos sintomas; 
o No tumor cerebral, os sintomas surgem 
gradativamente; 
o Na doença heredodegenerativa do 
sistema nervoso, a evolução é 
progressiva e lenta; 
o Nos AVEs e poliomielite, as 
manifestações são súbitas e pode 
ocorrer a recuperação completa ou 
incompleta; 
o Na esclerose múltipla, após surto 
agudo, verifica-se regressão parcial (ou 
total) dos sintomas e depois de um 
período variável, eclode novo surto 
o Na epilepsia e enxaqueca, as 
manifestações aparecem de modo 
paroxístico. 
 Exames e tratamentos feitos e seus resultados; 
 Estado atual do paciente; 
 Antecedentes familiares e pessoais; 
 Condições pré-natais (traumatismo, isquemia 
gravídica, infecções, medicamentos 
teratogênicos, abortamento, etc); 
 Condições de nascimento; 
 Condições do desenvolvimento psicomotor; 
 Vacinações; 
 Doenças Anteriores; 
 Hábitos de vida. 
1) DISTÚRBIOS DA CONSCIÊNCIA 
 Pode ser perdida em síncopes, convulsões, 
concussão cerebral por trauma; 
 Obnubilação: é quando a consciência está 
comprometida de modo pouco intenso, com 
estado de alerta discreto; 
 Sonolência: paciente facilmente é despertado; 
 Confusão mental ou delirium: é a perda de 
atenção, pensamento não claro, alucinações, 
ilusões e agitação; 
 Estupor/ torpor: paciente despertado por 
estímulos fortes; 
 Coma: paciente não responde a estímulos; 
 Escala de Glasgow: 
 
2) CEFALEIA 
 Cefaleia Vascular: caráter pulsátil e latejante 
(acompanha batimentos cardíacos). Ex: 
enxaqueca (hemicraniana frontotemporal) e 
cefaleia em salvas; 
o Intensidade crescente, alterações 
visuais transitórias e parestesias 
fugazes; 
o Outros sintomas: náuseas, vômitos, 
fotofobia, irritabilidade, hiperacusia; 
o Dura no máximo 72h; 
o Dor intensa (pulsátil ou não) unilateral 
frontotemporal, que dura de 8-12 
semanas; 
o Períodos de calma = salva; 
o Cada episódio de dor dura = 15 min até 
3h; 
Gabriela Motta - UEMA XVII
o Paciente refere rinorréia, congestão 
nasal, lacrimejamento, hiperemia 
conjuntival, sudorese frontal e agitação. 
 Cefaleia da hipertensão intracraniana: pulsátil 
em toda a cabeça que perdura dias ou meses, 
tornando-se cada vez mais intensa e resistente a 
analgésicos; 
o Se exacerba pela manhã; 
o Pode se acompanhar de náuseas, 
vômitos, diplopia, menor acuidade 
visual, convulsões, alterações 
psíquicas; 
 Cefaleia tensional: “aperto”, “peso na cabeça”, 
possui pioras ocasionais, localizada nos 
músculos da nuca. 
3) DOR NA FACE 
 Descrever intensidade, caráter, irradiação e 
localização; 
 Neuralgia essencial do trigêmeo: dor muito 
intensa (“agulhada”) no território de um dos 
três ramos periféricos V nervo craniano, é 
unilateral  paciente não consegue mover 
lábios, mais comum em idosos. 
4) TONTURA E VERTIGEM 
 Tontura com nítida sensação de rotação: é a 
vertigem. É aguda e acompanhada de náuseas, 
vômitos, desequilíbrio, palidez e sudorese; 
 Tontura com sensação de iminente desmaio: 
paciente pálido, com escurecimento visual e 
transpiração profusa; 
o Geralmente presente em doenças 
cardiovasculares; 
o Queda do fluxo sanguíneo cerebral por 
mecanismo reflexo de vasodilatação 
periférica (síncope reflexa ou 
vasovagal); 
 Tontura manifestada com sensação de 
desequilíbrio; 
 Tontura com sensação desagradável na cabeça 
(“cabeça oca, leve ou grande”): 
hiperventilação, depressão ou ansiedade. 
5) MOVIMENTO INVOLUNTÁRIOS 
 Convulsões: involuntários e paroxísticos. As 
crises epilépticas são decorrentes de descargas 
bioelétricas: 
o Generalizadas: descargas afetam maior 
parte do córtex cerebral; 
o Focais: em ponto específico; 
o Tônicas: são sustentadas e imobilizam 
as articulações; 
o Clônicas: rítmicas (altera contração e 
relaxamento muscular); 
o Tônico-clônicas. 
 As convulsões podem surgir de: neoplasias, 
neurocisticercose, trauma, AVE, estados 
hipoglicêmicos, intoxicações, meningites, 
síndromes de Stoke-Adams, febres muito altas 
em crianças; 
 Convulsões parciais simples: crises bravais-
jacksonianas  abalos nos membros e face 
contralaterais; 
 Convulsões parciais complexas: descargas em 
lugares onde há alteração do estado de 
consciência  automatismos; 
 Tetania: crises exclusivamente tônicas nos pés 
e mãos (espasmos carpopodais), 
principalmente; 
o As vezes necessita de artifício para 
ativa-la (compressão com 
esfigonômetro); 
o Fenômeno mão de parteiro  Sinal de 
Trousseau. 
 Fasciculações: contrações breves, arrítmicas e 
limitadas a um feixe muscular  perda da 
inervação muscular  neuropatias periféricas; 
6) AMNÉSIA TOTAL OU PARCIAL 
7) DISTÚRBIOS VISUAIS 
 Ambliopia: redução da capacidade visual; 
 Amaurose: perda total da visão; 
 Ambas podem ser uni ou bilaterais, definitivas 
ou transitórias, súbitas ou graduais; 
 Ocorrem por: lesões de retina, papila ou nervo 
óptico, descolamento de retina, hemorragia e 
glaucoma; 
 Hemianopsia: defeito campimétrico 
(homônima ou heterônima); 
 Diplopia: visão dupla  estrabismo ou 
paralisia dos músculos dos olhos; 
8) DISTÚRBIOS AUDITIVOS 
 Hipoacusia: perturbação auditivas parcial; 
 Acusia: perturbação auditiva total; 
 Relacionadas à otite, otoscleorose, labirintite, 
síndrome de Ménière, trauma, etc; 
 Podem ser por condução (ouvido externo e 
médio) ou neurossensoriais (cóclea, nervo 
auditivo); 
 Zumbido/ tinido: estimulação anormal do ramo 
coclear do VIII nervo craniano; 
9) NÁUSEAS E VÔMITOS 
10) DISFAGIA 
 É a alteração do transporte alimentar, podendo 
causar entrada de alimento na via respiratória; 
 As principais alterações localizam-se nos 
nervos cranianos bulbares, surgindo paralisia 
da língua (XII) e do palato faríngeo (IX e X). 
11) ALTERAÇÕES DE MARCHA, 
MOTRICIDADE VOLUNTÁRIA E 
SENSIBILIDADE 
12) DORES RADICULARES 
13) DISTÚRBIOS ESFINCTERIANOS 
 Bexiga neurogênica: forma de incontinência 
que ocorre quando a bexiga é incapaz de relaxar 
ou contrair; 
 Causada por: polirradiculoneurite, 
poliomielite, neoplasia, traumatismo 
raquimedular e angioma; 
14) DISTÚRBIOS DO SONO 
15) DISTÚRBIOS DA COMUNICAÇÃO 
 Disfonia: alteração no timbre da voz (lesão do 
nervo acessório – XI par); 
 Disartria: alteração na articulação da fala (lesão 
dos nervos cranianos VII, IX, X e XII); 
 Dislalia; 
 Disritmolalia: taquilalia ou gagueira; 
 Dislexia: dificuldade para ler/ escrever. Fator 
genético; 
 Disgrafia: grafia irregular e ilegível; 
 Afasia: perda total de linguagem; 
o De Broca; 
o De Wernicke; 
o Global; 
o De Condução; 
o Amnestética; 
o Transcortical. 
 Distúrbio de gnosias: não reconhecer estímulos 
 decorrem de AVEs, traumatismo e 
neoplasias; 
 Apraxia: perda de movimentos/ gestos; 
 
 Palpar e auscultar carótida  procurar 
existência de frêmito/ sopro  estenose ou 
oclusão arterial; 
 Auscultar região supraclavicular; 
 Pedir para paciente extender, flexionar, 
rotacionar e lateralizar a cabeça  observar se 
há dificuldade ou limitação  doenças 
osteoarticulares, meningites, radiculopatias e 
hemorragia subaracnóidea; 
 Observar rigidez da nuca com paciente em 
decúbito dorsal; 
 Prova de Brudzinski: Flexão forçada da cabeça. 
Prova é positiva quando o paciente flete os 
membros inferiores ou flexão dos joelhos (com 
expressão dolorosa); 
 Pedir para paciente extender, flexionar, 
rotacionar e lateralizar a coluna  observar se 
há dificuldade ou limitação; 
 Provas de estiramento da raiz nervosa: 
o Lasègue: com o paciente em decúbito 
dorsal e os membros inferiores 
estendidos, o examinador levanta um 
dos membros inferiores estendido. A 
prova é positiva quando o paciente 
reclama de dor na face posterior do 
membro examinado (30° graus de 
elevação); 
o Kerning: extensão da perna, com a coxa 
fletida em ângulo reto sobre a bacia e a 
perna sobre a coxa. É positiva quando o 
paciente sente dor ao longo do trajeto do 
nervo