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TRANSMISSÃO SINÁPTICA

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· Proteína Gs: estimuladora, excitatória – ativa a enzima adenilato ciclase
· Gi: inibitória – inibe a mesma enzima acima
· Gq: excitatória – ativa a enzima fosfolipase c
· G0: inibitória – fecha canais de cálcio 
· Gk: inibitória – abre canais de potássio 
o neurotransmissor liga-se ao receptor na membrana pós-sináptica
o receptor proteico ativa pequenas proteínas, denominadas proteínas G, as quais se movem livremente ao longo da face intracelular da membrana pós-sináptica
as proteínas G ativadas, por sua vez, ativam proteínas efetoras 
· Ações gerais da proteína G
*normalmente a maior parte das ações é por intermédio da subunidade alfa
· Abertura de canais iônicos específicos na membrana da célula
· Ativação do AMPc ou GMPc na célula neuronal 
· Ativação de uma ou mais enzimas intracelulares
· Ativação da transcrição gênica 
· Via de atalho:
· Sistemas efetores mais velozes acoplados a proteínas G, apresentando respostas que iniciam em 30 a 100 ms após a ligação do neurotransmissor
· Subunidades beta e gama
· Cascata de segundos mensageiros
· Geralmente a subunidade alfa ativa uma enzima amplificadora
· A partir da ativação da enzima, tem-se uma cascata 
· Um único neurotransmissor leva a ativação de varias etapas 
 
*AMPc é um segundo mensageiro
*o receptor também pode ser estimulatório ou inibitório, pertencendo a mesma classe
Fosfolipase c
no receptor inibitório a proteína G inibe a ação da adenilatociclase fazendo com que tenha redução na hidrolise do ATP, reduzindo a concentração de AMPc
A fosfolipase pega os fosfolipídios da membrana (PIP2) e quebra em 2, formando dois segundos mensageiros (IP3 e o DAG)
· IP3 - age na membrana do REL, permitido a saída do cálcio 
· DAG - diversas funções (transcrição genica, produção de proteínas) 
· Canais iônicos versus proteína G
· O mesmo neurotransmissor pode ter diferentes ações pós-sinápticas, dependendo de qual receptor ele vai ativar
RECICLAGEM E DEGRADAÇÃO DE NEUROTRANSMISSORES
· Neurotransmissores devem ser removidos da fenda sináptica para permitir um novo ciclo de transmissão sináptica (quanto mais tempo permanecem podem levar a dessensibilização da célula pós-sináptica, que é quando ela não responde mais a ação daquele neurotransmissor)
· Difusão das moléculas de neurotransmissor através do LEC
· Aminoácidos e aminas: difusão é auxiliada por sua recaptação para dentro do terminal pré-sináptico
· Transportadores específicos
· Os neurotransmissores podem ser recarregados nas vesículas sinápticas ou degradados
· Degradação enzimática na própria fenda sináptica
· Inibição da enzima pela ação de “gases dos nervos”: enzima acetilcolinesterase (dessensibilização – perca dos movimentos musculares respiratórios)
NEUROFARMACOLOGIA
· Estudo dos efeitos dos fármacos no tecido nervoso
· Transmissão sináptica é de natureza química e, portanto, pode ser afetado por fármacos específicos e toxinas (assim como os neurotransmissores um fármaco pode chegar no mesmo receptor e promover uma mesma ação ou contrária)
· Síntese de neurotransmissores
· Carregamento das vesículas
· Exocitose
· Ligação e ativação de receptores
· Recaptação e degradação
· Antagonistas
· Curare: veneno utilizado na ponta das flechas para paralisar suas presas 
· Liga-se aos receptores de acetilcolina nas células do músculo esquelético bloqueando sua ação
· Impede a contração muscular
· Agonista (imitam a ação dos neurotransmissores que existem naturalmente)
· Nicotina – é um derivado da planta do tabaco
· Liga-se e ativa receptores de acetilcolina no musculo esquelético 
· Canais iônicos ativados por acetilcolina também são chamados de receptores colinérgicos nicotínicos
· SNC: dependência ao uso do fumo 
INTEGRAÇÃO SINÁPTICA
· A maioria dos neurônios do SNC recebem milhares de sinais sinápticos de entrada que ativam combinações diferentes de receptores ionotrópicos e metabotrópicos
· O neurônio pós-sináptico integra todo esse complexo de sinais iônicos (sinapse elétrica) e químicos para produzir uma simples forma de sinal de resposta ou saída: potenciais de ação
· É o processo pelo qual múltiplos potenciais sinápticos se combinam em um neurônio pós-sináptico 
· Integração de PEPSs:
· resposta pós-sináptica elementar é uma abertura de um único tipo de canal iônico ativado por neurotransmissor
· Somação de PEPPs
· Espacial: adicionar PEP’s gerados simultaneamente em muitas sinapses em um dendrito 
· ocorre quando as correntes de potenciais graduados quase simultaneamente se combinam
· Temporal: adicionar PEP’s gerados na mesma sinapse e que ocorrem em uma rápida sucessão, dentro do intervalo de 1 a 15 ms