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[LIVRO] Embriologia e Histologia Alves

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levam as partículas para o estômago.
Fosseta de Hatschek - células especiais produtoras de muco. Órgão da roda - aparato
pré-bucal característico para manter a boca filtrando partículas.
Encontramos então na região ventral o endóstilo, goteira e dorsalmente (sem esôfago)
o tubo digestivo reto com ânus terminal; ao longo do tubo encontram-se dois divertículos
com papel de secretar enzimas, são glândulas secretoras que podem ser comparadas a
um pré-fígado. Toda água que entra, passa pelas fendas a sai pelo atrióporo.
Trocas gasosas - entrada de água constante, com grande superfície para trocas
gasosas; manto vascularizado onde é realizada troca gasosa cutânea (epitelial), a epiderme
faz trocas gasosas por ser um tegumento unicelular. A cesta capta o oxigênio e libera o gás
carbônico.
Circulação - é fechada com apenas um alargamento de vasos por onde o fluxo
sanguíneo drena lentamente, por ser um animal sedentário. Não apresenta um coração,
mas sim um seio venoso. O sangue é simplificado a nível de amebócitos e células que vão
fazer o transporte de nutrientes. Presença de um padrão muscular que permanece nos
vertebrados com tecido conjuntivo.
Excreção - não possuem órgãos especializados, pode-se dar pelas membranas;
as células flamas que são pequenas coletoras de produtos nitrogenados, localizadas
próximas ao tubo digestivo, levam os excretas em direção a cavidade atrial, liberando-os
junto com a água via atrióporo.
Sistema nervoso e sensorial - tubo nervoso dorsal sobre a notocorda sem
cefalização, composto por neurônios sensores que recebem a informação do ambiente e
neurônios motores que reagem levando a resposta ao estímulo; apresentam neurônios
gigantes para respostas rápidas e células pigmentares e fotoreceptoras. Encontram-se
células fotossensíveis ao longo do tubo nervoso (estimuladas por luminosidade), série de
tentáculos ciliados impregnados de quimioreceptores além de células tácteis em toda
epiderme (estimulação táctil).
Reprodução - são dióicos de reprodução sexuada;
as gônadas são pares e os gametas são liberados dentro
do átrio e daí via atrióporo onde a fecundação ocorre
externamente, não sofrem metamorfose como nas Ascídias.
Os Echinodermatas e Chordatas possuem simetria
bilateral no estágio larval, e simetria radial nos adultos, são
deuterostômios; por técnicas modernas descobriu-se que
a estrutura das proteínas é muito parecida.
Hoje acha-se que um ancestral dos echinodermas
tenha originado os chordatas OU CORDADOS, como
mostra o esquema abaixo. 
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Um dos critérios utilizados para clas-
sificar os cordados refere-se à substituição do
tecido conjuntivo, que forma a notocorda, por
tecido ósseo. Em alguns cordados não ocorre
esta substituição, sendo a notocorda a única
estrutura de sustentação do corpo: são
considerados cordados primitivos e reunidos no
subfilo protochordata. Os cordados em que
ocorre esta substituição - a notocorda ser
substituída pela coluna vertebral - estão reunidos
no subfilo Vertebrata. Os vertebrados são
também denominados craniados, pois a porção
anterior do sistema nervoso central - encéfalo -
fica abrigada no interior de uma caixa óssea
denominada crânio.
Em oposição, os protocordados que não
possuem crânio são chamados de acraniados.
Desenvolvimento embrionário no anfioxo
O agrupamento de organismos tão diversos em um único filo baseia-se, principal-
mente, em aspectos do desenvolvimento embrionário.
 Na fase de nêurula todos os cordados exibem o mesmo padrão básico de
organização do corpo, sendo possível identificar as três estruturas que caracterizam o grupo:
notocorda, fendas brânquias e tubo nervoso dorsal.
Notocorda dorsal – estrutura semelhante a um bastonete de células contendo uma
matriz gelatinosa envolvida por tecido conjuntivo fibroso, presente pelo menos durante parte
do ciclo de vida. A notocorda é a primeira estrutura de sustentação do corpo de um cordado,
formando-se no embrião acima do intestino primitivo. Esta estrutura é flexível, mas rígida,
sendo sobre ela que os músculos locomotores atuam. Nos vertebrados acaba por ser
substituída pela coluna vertebral; estrutura de sustentação, tecido conjuntivo modificado com
fibras colágenas, é um tecido não muito rígido, flexível, mas difícil de quebrar, as fibras se
movimentam sem partir o tecido. Possuem sistema nervoso formado por um tubo nervoso
dorsal oco, apresentam a formação de fendas faríngeas perfuradas usadas principalmente
para trocas gasosas e alimentação, além de reprodução, servem para a captação de
oxigênio e limpeza do tubo digestivo; encontra-se uma cauda pós-anal muscular em algum
período de vida do organismo.
Tubo nervoso dorsal – tubo oco, ao contrário dos invertebrados onde o cordão
nervoso era maciço, presente pelo menos durante parte do ciclo de vida. Forma-se no
embrião jovem na superfície dorsal através de uma invaginação da ectoderme localizada
acima da notocorda. A sua extremidade anterior, principalmente nos vertebrados, diferencia-
se em encéfalo, protegido pelos ossos do crânio; tubo de origem ectodérmica A partir do
tubo neural desenvolve-se o sistema nervoso central dos cordados adultos;
Fendas branquiais – fendas localizadas na região faríngica, geralmente em número
de sete, presentes pelo menos durante o desenvolvimento embrionário a partir de uma
invaginação da endoderme da faringe e de uma invaginação correspondente da ectoderme
da parede do corpo. As fendas são suportadas e mantidas abertas por arcos esqueléticos
entre elas – arcos branquiais. Em vertebrados superiores, que respiram por pulmões, estas
fendas apenas existem durante o desenvolvimento embrionário. Nos peixes os arcos
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Embriologia
e Histologia
Comparada
branquiais vão originar as brânquias funcionais do adulto, enquanto noutros
vertebrados nunca são funcionais e acabam por fechar e originar estruturas
completamente diferentes, como as da mandíbula, cartilagens da faringe ou
ossículos do ouvido; origem embrionária do sistema respiratório. Nos
cordados aquáticos estas fendas dão origem às brânquias dos adultos. Nos
demais cordados, cujos adultos possuem respiração pulmonar, as fendas
branquiais se fecham durante o desenvolvimento.
Cauda – todos os embriões cordados apresentam uma região do corpo posterior
ao ânus, cujo desenvolvimento varia com os diferentes grupos. A cauda pode servir para a
locomoção, apoio do corpo, defesa, para agarrar ou para espantar insetos. 
Todas estas características aparecem em alguma fase da vida, ou seja, não
necessariamente precisam ser todas aparentes, porém em alguma etapa do
desenvolvimento embrionário o indivíduo apresentou todas as características descritas. Nos
humanos não estão presentes todas estas características, porém estiveram presentes em
algum momento.
Fecundação, Segmentação, Gastrulação e
Organogênese em Anfioxo
Nos anfioxos a fecundação é externa, são animais de sexos separados, liberando
seus gametas na água onde ocorre a união dos gametas masculino e feminino.
Quanto à segmentação é do tipo holoblástica, sendo que as clivagens prosseguem,
originando à mórula com 32 células, seguindo a blástula com uma cavidade interna,
denominada blastocele, findando o estágio de segmentação.
O estágio de gastrulação no anfioxo, ocorre por embolia ou invaginação. Aqui os
macrômeros invaginam-se gradualmente para o interior da blastocele. O ponto de
invaginação dos macrômeros forma um orifício denominado blastóporo, e a cavidade
interna que se forma é denominada arquêntero.
Durante o estágio de gastrulação em anfioxo ocorre uma mudança de polaridade
em relação à blástula: o pólo animal sofre um giro de 120º. A gástrula, aqui, é formada por
duas camadas celulares: A ectoderme e a mesentoderme.
A organogênese se caracteriza pela diferenciação de órgãos a partir de folhetos
embrionários formados na gastrulação. A fase inicial da organogênese é a neurulação,
após esta